AGRONEGÓCIO

Ação da Prefeitura de Cuiabá e Cuiabá Regula reforça abastecimento para mais de 46 mil moradores

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A ampliação da Unidade de Reservação de Água (RAP) do bairro Novo Mato Grosso trouxe melhorias no abastecimento para cerca de 46,8 mil moradores de Cuiabá. A nova estrutura, localizada na Rua Andradina, aumentou a capacidade de armazenamento de água tratada de aproximadamente 600 mil litros para mais de 3 milhões de litros, beneficiando bairros como CPA III, CPA IV, Jardim Brasil, Novo Mato Grosso, Tancredo Neves, Planalto e Sol Nascente.

As intervenções, iniciadas e concluídas no mês de abril, foram resultado de entendimentos entre Prefeitura e Cuiabá, a Agência Cuiabá Regula e a concessionária Águas Cuiabá, com o objetivo de melhorar a regularidade no fornecimento de água para a população da região.

O diretor-presidente da Agência Cuiabá Regula, Alexandre César Lucas, destacou que a ampliação do reservatório representa mais um avanço no fortalecimento do saneamento básico da capital. “Estamos trabalhando para que Cuiabá tenha um saneamento pleno e de qualidade para toda a população”, afirmou.

O diretor de Abastecimento da Agência Cuiabá Regula, Hemerson Leite, destacou que a nova RAP funciona como uma grande caixa-d’água responsável por armazenar água tratada antes da distribuição aos bairros atendidos. Segundo ele, o aumento da capacidade de reservação deve reduzir os períodos de intermitência no abastecimento. “Antes, o abastecimento não acontecia de forma contínua ao longo do dia. Com o aumento da reserva e da capacidade de distribuição, a expectativa é reduzir os intervalos sem abastecimento, permitindo que a água chegue às casas com mais frequência e garantindo mais conforto e segurança para os moradores”, afirmou.

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Os reflexos da melhoria já são percebidos pela comunidade. Vice-presidente da Associação de Moradores do bairro Novo Mato Grosso, Teylor Lopes afirmou que o abastecimento passou a funcionar com mais regularidade após a conclusão das obras. “Hoje o fornecimento está operando com 100% de eficiência e não tem faltado água para os moradores. Desde a ampliação do reservatório, a situação melhorou significativamente. É uma obra essencial, que trouxe mais dignidade e benefício para todos nós”, declarou.

O presidente do bairro Novo Mato Grosso, Genivaldo Gomes, também destacou os avanços no sistema de abastecimento. Segundo ele, anteriormente havia falta de água e baixa pressão na rede. “Agora, com esse novo reservatório, o sistema melhorou muito e a pressão ajuda bastante no abastecimento”, relatou. Ele observou ainda a necessidade de manutenção pontual na Rua Goiás, onde parte dos moradores ainda enfrenta oscilações por conta da localização no final da rede.

O projeto prevê ainda a desativação do reservatório antigo e a implantação de uma nova estrutura com capacidade de 3.100 metros cúbicos de armazenamento. As obras foram executadas em etapas, envolvendo serviços civis, hidromecânicos e elétricos.

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Além da ampliação do RAP Novo Mato Grosso, outras melhorias no sistema de abastecimento também estão previstas em diferentes regiões da capital. Entre elas, a interligação de redes no bairro Dom Aquino, com substituição da antiga estrutura para reforçar a distribuição de água na localidade.

Durante a execução das intervenções, foram adotadas medidas para minimizar os impactos à população, incluindo reforço no abastecimento por caminhões-pipa e atendimento prioritário a hospitais, escolas e creches.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio lidera crescimento da economia com alta de 2,8% no segundo trimestre

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A agropecuária voltou a ocupar o centro do crescimento da economia brasileira no segundo trimestre de 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (1º.09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor avançou 2,8% entre abril e junho, mais de cinco vezes a alta de 0,5% registrada pelo Produto Interno Bruto (PIB) do País no mesmo período.

O desempenho foi o melhor entre os três grandes setores da economia. Enquanto a agropecuária cresceu 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano, os serviços avançaram 0,2% e a indústria ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.

A diferença também aparece na comparação com o mesmo período do ano passado. A economia brasileira cresceu 2% frente ao segundo trimestre de 2025, enquanto a agropecuária avançou 6,8%. Indústria e serviços cresceram 1,5% cada.

Segundo o IBGE, o resultado do campo foi favorecido pelo desempenho da pecuária e por culturas que registraram aumento da produção e ganhos de produtividade. Entre os produtos agrícolas com peso relevante no período, a estimativa para a soja aumentou 5,3% em relação a 2025 e a do café avançou 15,1%.

Nem todas as culturas acompanharam o movimento. A produção de arroz apresentou queda de 11,3% e a de algodão recuou 6,7%, enquanto o milho permaneceu praticamente estável.

Essas variações das lavouras, porém, não podem ser comparadas diretamente com os 2,8% de crescimento trimestral da agropecuária. O IBGE explica que não dispõe de séries com ajuste sazonal para cada cultura, o que impede determinar exatamente quanto soja, café ou qualquer outro produto contribuiu para o avanço entre o primeiro e o segundo trimestre.

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O resultado divulgado nesta terça-feira ganha relevância também pelo comportamento do restante da economia. O crescimento do PIB perdeu velocidade em relação aos primeiros três meses do ano, quando havia avançado 1,1%. No segundo trimestre, indústria e serviços praticamente ficaram de lado, enquanto o consumo das famílias recuou.

Na indústria, a alta de apenas 0,1% foi garantida principalmente pelas atividades extrativas, que cresceram 3,4%, favorecidas pelo aumento da produção de petróleo e gás. A indústria de transformação caiu 0,4%, mesma retração registrada pela construção. Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%.

Os serviços, responsáveis pela maior parcela da economia brasileira, avançaram 0,2%. Informação e comunicação cresceu 2,1% e transporte, armazenagem e correio, atividade diretamente ligada ao escoamento da produção agropecuária, aumentou 1,1%. As atividades imobiliárias avançaram 0,2%, enquanto comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis.

Pelo lado da demanda, também houve sinais de perda de força da economia. O consumo das famílias caiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre, apesar do aumento da massa salarial real e da disponibilidade de crédito. O consumo do governo avançou 0,4%.

Os investimentos apresentaram resultado melhor, com crescimento de 1,2%. Já no comércio exterior, as exportações de bens e serviços recuaram 0,8% no trimestre, enquanto as importações aumentaram 1,8%.

O desempenho da agropecuária também aparece nos números acumulados do ano. No primeiro semestre, o PIB brasileiro cresceu 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025. O campo avançou 3,6%, praticamente o dobro da economia como um todo e acima dos serviços, com alta de 1,8%, e da indústria, com 1,6%.

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A comparação com 2025 mostra ainda uma mudança importante na dinâmica trimestral do setor. No segundo trimestre do ano passado, a agropecuária havia recuado 0,1% frente aos três primeiros meses. Agora, no mesmo tipo de comparação, registra expansão de 2,8%.

O crescimento ocorre depois de um 2025 excepcional para o campo. No ano passado, a agropecuária avançou 11,7%, resultado que teve peso importante para o crescimento de 2,3% do PIB brasileiro. A base elevada torna o avanço de 6,8% registrado no segundo trimestre deste ano ainda mais relevante.

Nos quatro trimestres encerrados em junho, a agropecuária acumula crescimento de 6,2%. É novamente o melhor resultado entre os grandes setores: os serviços avançam 1,7% e a indústria, 1,4%. A economia brasileira acumula alta de 1,9% nesse intervalo.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam também uma diferença importante entre o desempenho da produção e o ambiente financeiro enfrentado pelo produtor. O crescimento ocorre em um período ainda marcado por juros elevados, crédito mais caro e pressão sobre as margens de algumas atividades.

Mesmo nesse cenário, o campo inicia a segunda metade de 2026 crescendo acima do restante da economia. O PIB perdeu velocidade entre o primeiro e o segundo trimestre, mas a agropecuária seguiu na direção contrária e apresentou a maior expansão entre os principais setores produtivos do País.

Fonte: Pensar Agro

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