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ABS doa 15 mil Doses de Sêmen a Pequenos Produtores de Leite em Minas Gerais

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O aumento da produtividade nas fazendas leiteiras está diretamente relacionado à qualidade genética dos rebanhos. O melhoramento genético não só aumenta a produtividade dos animais como também impacta positivamente a renda dos produtores.

Em um esforço para apoiar o avanço de pequenos produtores de leite em Minas Gerais, a ABS, líder no setor de genética bovina, uniu forças com a Fazenda Santa Luzia, referência na seleção da raça Girolando, para doar 15 mil doses de sêmen. Esta doação beneficiará produtores participantes do Programa Mais Genética, iniciativa do deputado federal Emidinho Madeira, executada pela Emater-MG. A entrega simbólica ocorreu durante a Megaleite, a maior feira de pecuária leiteira da América Latina, realizada em Belo Horizonte de 11 a 15 de junho.

Impulsionando a Qualidade Genética dos Rebanhos

O objetivo do programa é melhorar a qualidade genética dos rebanhos, aumentando a produção de leite e, consequentemente, a renda dos pequenos produtores. Desde sua criação em 2016, o Programa Mais Genética já realizou mais de 300 mil inseminações. “É uma honra fazer parte deste projeto, que está fortalecendo a produção de leite em diversos municípios mineiros através do melhoramento genético dos rebanhos”, destaca Marcello Mamedes, gerente de Mercado e Contas-Chave Leite da ABS.

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Transformando a Realidade dos Produtores

Segundo Odilon de Rezende Barbosa Filho, supervisor do Distrito Sudeste da ABS, a doação permite que os produtores transformem suas realidades. “O produtor passa de uma vaca com baixo valor genético e baixa produtividade para um rebanho geneticamente melhorado, que oferece retorno financeiro e possibilita a melhoria de vida dos pequenos produtores e suas famílias. Tudo isso faz parte do propósito da ABS”, explica Barbosa Filho.

Impacto Duradouro

Com o auxílio das doses de sêmen doadas, espera-se que os pequenos produtores mineiros possam aumentar significativamente a qualidade e a quantidade de leite produzido, assegurando um futuro mais promissor e sustentável para suas operações. A parceria entre a ABS, a Fazenda Santa Luzia e o Programa Mais Genética exemplifica como a colaboração e o investimento em tecnologia genética podem gerar benefícios de longo prazo para o setor agrícola e para a comunidade.

Esta iniciativa não apenas fortalece a economia local, mas também promove o desenvolvimento sustentável da pecuária leiteira em Minas Gerais, reafirmando o compromisso das empresas envolvidas com o progresso e a melhoria da qualidade de vida dos pequenos produtores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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