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ABPA lança relatório anual 2024 com destaques do setor de proteína animal

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A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lançou hoje seu Relatório Anual ABPA 2024, um dos documentos mais importantes para o setor de proteína animal no Brasil. A publicação apresenta um amplo panorama do cenário avícola e suinícola do país, com informações estratégicas para os profissionais do setor e a sociedade em geral. O relatório pode ser acessado online, oferecendo insights valiosos para quem busca compreender mais sobre as tendências do mercado de proteína animal.

Segundo Laíz Foltran, coordenadora de inteligência de mercado da ABPA e organizadora do relatório, a nova edição foi construída com uma abordagem didática, para ser compreensível mesmo para aqueles que não estão familiarizados com os detalhes do setor. “Nosso objetivo é que o relatório seja uma referência não apenas para profissionais do setor, mas também para acadêmicos e outros stakeholders que buscam entender mais sobre a cadeia produtiva”, afirmou Foltran.

O Relatório Anual ABPA 2024 inclui dados atualizados sobre exportações de carne de frango, carne suína, ovos, carne de pato e carne de peru, além de informações sobre genética avícola. A publicação também aborda questões relacionadas à sustentabilidade na cadeia produtiva, trazendo mensagens-chave para orientar práticas responsáveis.

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Ricardo Santin, presidente da ABPA, ressaltou que o ano de 2023 foi desafiador para o setor, mas o relatório busca refletir sobre as decisões tomadas e identificar novas oportunidades e desafios. “Esta publicação serve como uma base sólida, confiável e acessível para o planejamento estratégico setorial”, destacou Santin.

Além de informações sobre produção e consumo, o relatório traz um detalhamento inédito da cadeia global de valor na avicultura e suinocultura brasileiras, fornecendo uma visão abrangente do setor e do seu impacto na economia nacional. Com essa nova edição, a ABPA pretende oferecer um recurso valioso para ajudar a orientar as decisões estratégicas dos stakeholders, mantendo a competitividade do setor de proteína animal do Brasil no cenário global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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