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ABPA antecipa retomada das exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul

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O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirmou, em evento online de divulgação promovido pela Organização Avícola do Rio Grande do Sul (OARS), que a entidade aguarda a retomada iminente das exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul para países como China, México, África do Sul e Chile. Essas exportações estão suspensas desde 17 de julho, quando um caso isolado da Doença de Newcastle foi confirmado no município de Anta Gorda.

Segundo Santin, mesmo diante das adversidades, o estado conseguiu exportar um volume expressivo de 63 mil toneladas de carne de frango em agosto. Uma notícia alentadora foi o anúncio da Argentina, que encerrou o embargo às exportações do Rio Grande do Sul. “A expectativa agora é que, a partir de 23 de outubro, quando o estado completar um prazo de 90 dias desde a declaração do fim do caso de Doença de Newcastle, possamos comunicar ao Brasil e à Organização Mundial de Sanidade Animal (OMSA) para iniciar a tratativa de retomada dos mercados ainda embargados”, declarou.

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O presidente da ABPA enfatizou que serão necessárias missões no estado com autoridades chilenas e mexicanas para facilitar a reabertura das exportações, além de uma análise mais detalhada sobre a situação com a China. “Esperamos que, com o suporte do Ministério da Agricultura, consigamos restabelecer o mercado chinês até a visita do presidente Xi Jinping ao Brasil, agendada para novembro”, acrescentou.

Em relação ao evento Conbrasfran, Santin destacou que a realização da conferência demonstra a resiliência e o compromisso do Rio Grande do Sul com a sanidade avícola. “Após enfrentar uma calamidade com as enchentes, o estado registrou apenas um caso isolado de frango contaminado pela Doença de Newcastle. Essa situação causou um impacto significativo na avicultura local. Contudo, a atividade está se recuperando e buscando alternativas para manter a produção, mesmo sem a rentabilidade que o setor merece”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Acordo Mercosul-União Europeia inaugura nova era para o agro brasileiro, avaliam especialistas

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A entrada em vigor do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, em 1º de maio de 2026, marca o início de uma transformação histórica para o agronegócio brasileiro. Essa é a avaliação dos especialistas Hugo Centurion e Patrícia Cesarino, que classificam o tratado como um divisor de águas para a competitividade do agro nacional.

Segundo os autores, mais do que um acordo comercial, o tratado representa uma mudança estrutural na forma como o Brasil se posiciona no mercado internacional.

“O acordo começa forte, mas seu verdadeiro impacto será percebido ao longo dos próximos anos, na consolidação das cadeias exportadoras brasileiras”, destacam.

Especialistas avaliam que acordo cria oportunidade histórica para o agro

Na análise de Centurion e Cesarino, o acordo não cria competitividade para o Brasil, mas remove barreiras que historicamente limitavam o potencial exportador do país.

Os especialistas ressaltam que o cronograma gradual de liberalização tarifária permitirá que o agronegócio brasileiro amplie presença na Europa de forma consistente nos próximos 5 a 10 anos.

Atualmente, mais de 80% das exportações brasileiras destinadas à União Europeia passam a contar com tarifa zero já na entrada em vigor do tratado. No agro, cerca de 39% dos produtos brasileiros terão acesso imediato sem tarifas.

Para os autores, esse cenário abre espaço especialmente para produtos com maior valor agregado.

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Fruticultura brasileira deve ser uma das maiores beneficiadas

Hugo Centurion e Patrícia Cesarino avaliam que o setor de frutas tende a ser o principal beneficiado no curto prazo, devido à combinação entre alta demanda europeia e baixa proteção tarifária para produtos tropicais.

“Frutas como abacate, melão, uva e maçã terão vantagens importantes porque muitas delas não estarão sujeitas a cotas, eliminando uma das principais barreiras históricas ao crescimento das exportações”, analisam.

Segundo os especialistas, o Brasil reúne vantagens competitivas naturais relevantes:

  • Produção em contra-estação em relação à Europa;
  • Diversidade climática;
  • Capacidade de oferta contínua;
  • Custos competitivos de produção.

Para os autores, o acordo apenas libera um potencial exportador que já existia, mas permanecia limitado pelas tarifas europeias.

Café brasileiro ganha espaço para produtos premium

Outro ponto destacado na análise é o impacto direto sobre a cadeia do café.

Os especialistas afirmam que o tratado favorece especialmente cafés industrializados, especiais e produtos de maior valor agregado, já que o setor passa a operar com tarifa zerada desde o início da vigência.

“Em um mercado sofisticado como o europeu, o Brasil poderá ampliar margens, diferenciar produtos e consolidar marcas próprias”, afirmam.

Na avaliação dos autores, a tendência é de fortalecimento da industrialização e da exportação de produtos processados, reduzindo a dependência exclusiva das commodities agrícolas.

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União Europeia exigirá nova postura do produtor brasileiro

Apesar das oportunidades, Centurion e Cesarino alertam que o acordo também eleva significativamente o nível de exigência técnica e ambiental.

Segundo os especialistas, o mercado europeu continuará sendo um dos mais rigorosos do mundo em temas como:

  • Rastreabilidade;
  • Sustentabilidade;
  • Resíduos químicos;
  • Certificações internacionais;
  • Compliance agrícola.

Para os autores, produtores e agroindústrias precisarão acelerar investimentos em tecnologia, gestão e controle produtivo para atender às exigências do novo ambiente comercial.

Especialistas apontam cinco pilares para competitividade

Na avaliação de Hugo Centurion e Patrícia Cesarino, o sucesso do agro brasileiro dentro do acordo dependerá da capacidade do setor em avançar em cinco frentes estratégicas:

Profissionalização e rastreabilidade;

  • Adoção de tecnologias sustentáveis;
  • Redução de resíduos químicos;
  • Ampliação do valor agregado;
  • Integração entre produtores, cooperativas e exportadores.

Os autores afirmam que os próximos anos serão decisivos para definir quais cadeias produtivas conseguirão transformar a abertura comercial em ganhos permanentes de mercado.

“O desafio do produtor brasileiro não será apenas vender mais, mas vender melhor”, concluem os especialistas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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