AGRONEGÓCIO

Abilio intervém em paralisação e cobra obrigações contratuais de empresa

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O prefeito Abilio Brunini comandou uma mesa de negociação entre a empresa MD Terceirizações e seus funcionários, responsáveis por serviços de limpeza e zeladoria na capital, na tarde desta sexta-feira (17).

Um grupo, composto por cerca de 50 funcionários, protestou em frente a prefeitura cobrando pagamento do salário de dezembro, que estava em atraso, além de melhores condições de trabalho.

A equipe econômica da Prefeitura de Cuiabá identificou uma dívida de R$ 8 milhões deixada pela administração anterior, o que estava prejudicando a saúde financeira da empresa e os prestadores de serviço.

O prefeito deixou claro que dívidas deixadas pela administração passada devem ser reorganizadas e que os pagamentos da atual gestão serão feitos de forma consistente, para que a empresa tenha segurança financeira. Em contrapartida, o prefeito cobrou o cumprimento explicito de cláusulas contratuais e condições de trabalho.

“O nosso compromisso será cumprido, pois é nossa responsabilidade. Não tenho interesse de atrasar repasses. Agora, não existe greve de empresa privada, de CNPJ. Se parar de prestar serviço para o município por ingerência dos funcionários, a prefeitura não vai pagar a empresa e procurar os meios de encerrar o contrato”, reforçou o prefeito.

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O presidente da Comissão de Renegociação, Murilo Bianchini, explicou que um repasse emergencial foi feito para a empresa nesta sexta-feira (17), afim de que o serviço essencial não seja paralisado.

“A determinação do nosso prefeito é que os serviços essenciais sejam analisados com prioridade. A prefeitura e todas as pastas herdaram essas dívidas de três meses consecutivos da gestão anterior e a empresa MD estava com dificuldade de fazer o pagamento dos servidores. Fizemos essa mesa de negociação para que nós revisássemos os contratos e não ter interrupção dos serviços essenciais de limpeza urbana”, afirmou Bianchini.

Com o repasse emergencial, a empresa pagou o salário atrasado dos funcionários e a paralisação foi encerrada. Participaram da mesa de negociação o secretário de Fazenda, Marcelo Bussik e Reginaldo Teixeira, que é secretário de Obras e Diretor Geral da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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