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Abics Forma Primeiros IC Graders no México para Avaliação Sensorial de Café Solúvel

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A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) realizou, entre 18 e 21 de fevereiro, o primeiro curso internacional para formação de Instant Coffee Graders (IC Graders) na cidade de Ixtaczoquitlán, no estado de Veracruz, México. O curso capacitou 11 profissionais mexicanos, das empresas Cafiver, Cafinco, Cafesca e Catoex, que agora estão aptos a avaliar e emitir laudos de análise sensorial de café solúvel, com base na metodologia exclusiva desenvolvida pela Abics, em parceria com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL). Essa metodologia resultou no Protocolo Global de Avaliação Sensorial do Café Solúvel.

Eliana Relvas, consultora da Abics e responsável pela coordenação do curso, destacou que a expansão da formação para outros países é um passo importante para a disseminação de uma metodologia única de avaliação sensorial global. “Concretizamos a ideia de levar a capacitação de IC Graders a outros países. O México é o terceiro maior produtor e o quinto maior consumidor de café solúvel no mundo. A formação desses primeiros profissionais mexicanos é um marco para o fortalecimento do setor e ajudará a guiar os consumidores locais na escolha do melhor produto, conforme seus gostos”, afirmou.

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Eliana também mencionou que um dos pontos comuns identificados pelos profissionais mexicanos foi a percepção negativa da qualidade do café solúvel pelos consumidores. “Essa metodologia contribui para desmistificar essa visão, ao demonstrar que o café solúvel possui atributos específicos que são desejáveis e que o tornam não apenas atraente como bebida, mas também em diversos produtos como bebidas prontas para consumo, balas, doces, chocolates, bombons e sorvetes”, explicou.

O curso realizado no México marca um novo capítulo na história da Abics e reforça seu compromisso com a globalização da qualidade e cultura do café solúvel. Desde a implementação do Protocolo de Avaliação Sensorial, a Abics já formou 56 IC Graders, sendo 14 mexicanos (três dos quais se capacitaram no Brasil) e 42 brasileiros.

“Todas as indústrias que produzem ou comercializam café solúvel no Brasil já contam com, pelo menos, dois profissionais formados, o que fortalece nosso objetivo de proporcionar uma percepção mais precisa da qualidade e versatilidade do café solúvel”, conclui Eliana.

O Protocolo Global de Avaliação Sensorial do Café Solúvel criou selos de qualidade como “Excelência”, “Premium” e “Clássico”, que classificam os produtos de acordo com sua melhor aplicação. Esses selos ajudam os consumidores a identificar a melhor utilização para cada marca de café solúvel. Para mais informações sobre as características e qualidade dos cafés solúveis, acesse: https://descubracafesoluvel.com/.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de madeira movimentaram R$ 860 milhões com retomada dos EUA

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O Brasil vendeu R$ 859 milhões em abril, avanço de 34% no comparativo mensal, em produtos de madeira para os Estados Unidos. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram avanço tanto no volume embarcado quanto no faturamento do setor, impulsionados principalmente pela retomada da demanda dos Estados Unidos.

Segundo o levantamento, os embarques da cesta de produtos florestais saltaram de 515,5 mil metros cúbicos em março para 771,3 mil metros cúbicos em abril, crescimento de 38% em apenas um mês.

O faturamento das exportações passou de R$ 641,5 milhões em março para R$ 859 milhões em abril, avanço de 34% no comparativo mensal. O resultado representa a primeira recuperação consistente de 2026 acima dos níveis registrados no ano passado, tanto em volume quanto em receita.

A retomada do mercado norte-americano foi decisiva para o avanço das exportações brasileiras. Após a redução das tarifas de importação aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, de 50% para 10%, as negociações voltaram a ganhar ritmo e ampliaram a competitividade da madeira nacional.

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Segundo o Mdic, os Estados Unidos responderam por cerca de um terço de todas as exportações brasileiras de madeira em abril. O principal destaque foi o compensado de Pinus destinado ao mercado norte-americano. As vendas do produto saltaram de R$ 41 milhões em março para R$ 132 milhões em abril, praticamente retornando aos níveis observados em 2025.

Entre os produtos mais exportados, a madeira serrada de Pinus liderou os embarques, com 320,5 mil metros cúbicos exportados e faturamento de R$ 370 milhões. Na sequência aparece o compensado de Pinus, que movimentou R$ 346 milhões, com embarques de 234,6 mil metros cúbicos.

Apesar da recuperação em abril, o setor ainda acumula retração em 2026. Entre janeiro e abril, as exportações dos produtos monitorados pela WoodFlow somaram R$ 2,72 bilhões, abaixo dos R$ 3,16 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

Em volume, os embarques também seguem menores, refletindo a desaceleração da demanda internacional observada nos primeiros meses do ano, além das oscilações logísticas e da instabilidade econômica global.

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A avaliação do mercado é de que o ambiente internacional seguirá sendo determinante para o ritmo das exportações brasileiras de madeira ao longo de 2026, especialmente diante da forte dependência do mercado norte-americano para produtos industrializados do setor florestal.

Fonte: Pensar Agro

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