AGRONEGÓCIO

Abertura da Colheita do Arroz recebe novamente Seminário Duas Safras

Publicado em

No cenário do setor arrozeiro, a Abertura da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, que chega à sua 34ª edição e ocorre de 21 a 23 de fevereiro na Estação Experimental Terras Baixas, da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), é marcada por uma série de discussões relevantes que compõem a programação. Entre estes eventos que ocorrem dentro da abertura, um que se destaca é o seminário Duas Safras, que será realizado pela manhã no dia 23 de fevereiro no auditório Frederico Costa.

O superintendente do Senar RS, Eduardo Condorelli, reforça que o evento, com a parceria de diversas outras entidades do setor, como a Embrapa, a Farsul, a Federarroz e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), tem trazido como foco fornecer tecnologias que impulsionem a intensificação do processo produtivo nas lavouras e na pecuária. “A Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, organizada pela Federarroz, com participação significativa da Embrapa, é um espaço estratégico para lançar diversas ações que certamente encontrarão no público presente a receptividade necessária para sua disseminação”, destaca.

O dirigente observa que serão discutidos temas modernos relacionados a intensificação e diversificação. “Tenhamos a certeza, os senhores produtores e produtoras que lá estarão, que no auditório Frederico Costa, na manhã da sexta-feira, dia 23 de fevereiro, poderemos discutir o que há de mais moderno no sentido da intensificação e da diversificação na busca de mais resultados para o produtor rural, principalmente se valendo daquilo que nós já temos como recurso em nossas propriedades”, frisa.

Leia Também:  Carne de frango: volume exportado aumenta em relação a 2023, mas 13 UFs continuam com resultado negativo

A programação será aberta pela pesquisadora da Embrapa Clima Temperado, Walkyria Bueno Scivittaro, falando sobre a “Dinâmica do nitrogênio em Terras Baixas e a influência do manejo da adubação nos cultivos”. Na sequência será a vez do também pesquisador da Embrapa Clima Temperado, André Andres, abordar o assunto “Ferramentas para manejos de Plantas Daninhas em sistemas agrícolas”. Logo após, o tema será “Manejo do milho em várzea”, com o representante comercial da Pioneer Sementes, Fábio Freitas.

Seguindo pela manhã, Julio Cattoni e Jussara Stinghen, da Farmer Up, de Tubarão (SC), apresentam o painel “Cultivo de cereais de inverno em Terras Baixas: alternativa rentável em sistemas de rotação”. Fechando o turno, a vez será de Emerson Rosa Peres, da Fazenda São José, de Camaquã (RS), abordar o tema “Estabilidade produtiva com Sulco Camalhão”.

O programa Duas Safras, uma iniciativa das principais entidades gaúchas do setor agropecuário, criado em 2021, visa otimizar ainda mais o agronegócio no Estado, aumentando a produtividade no campo e ampliando o mercado para quem produz. Além de Senar RS, Farsul, ABPA, Embrapa e Federarroz, participam da iniciativa FecoAgro/RS, Ocergs, Asgav, Acergs, Aprosoja RS, Sips, Apassul e Sindag.

Leia Também:  Safra de inverno avança com bom potencial produtivo

Palestras, arena digital, feira, salão da indústria 4.0, vitrines tecnológicas, homenagens e o Ato da Abertura Oficial da Colheita do Arroz fazem parte da programação do evento que pode ser conferida no site colheitadoarroz.com.br, assim como as inscrições, que já estão abertas e são gratuitas. A 34ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas é uma realização da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e correalização da Embrapa e do Senar RS, com patrocínio Premium do Instituto Riograndense do Arroz (Irga) e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Fonte: Assessoria de Comunicação da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz)

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Queda de 27,5% no suíno vivo aprofunda perdas na suinocultura

Published

on

A suinocultura brasileira enfrenta um início de 2026 marcado por forte compressão de margens, com queda nas cotações do animal vivo e custos ainda elevados. Em Mato Grosso, o movimento é mais intenso: o preço do quilo do suíno vivo recuou de R$ 8,00 em janeiro para R$ 5,80 nesta semana, retração de 27,5%, segundo levantamento da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). A queda atinge diretamente a receita do produtor e já coloca a atividade no vermelho no estado.

O Brasil mantém uma das maiores cadeias de suinocultura do mundo, com produção anual próxima de 5 milhões de toneladas de carne suína e exportações que superaram 1,2 milhão de toneladas em 2025, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O setor segue sustentado pelo mercado externo e por um consumo interno que absorve cerca de 75% da produção, mas enfrenta, em 2026, um ambiente de margens mais apertadas, pressionadas pela combinação de custos elevados e ajustes nos preços ao produtor.

Nos principais estados produtores, o início do ano foi marcado por recuo nas cotações do suíno vivo, movimento associado ao aumento da oferta e à desaceleração sazonal da demanda no primeiro trimestre. Em polos consolidados como Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, a forte integração com a agroindústria e a maior participação nas exportações ajudam a amortecer esse ciclo de baixa, ainda que também haja compressão de margens. Nesses estados, a capacidade de direcionar produção ao mercado externo funciona como válvula de equilíbrio, reduzindo a exposição direta às oscilações do consumo doméstico.

Leia Também:  Governador participa da abertura de 30 leitos pediátricos no Hospital Regional de Sinop

Nesse contexto, Mato Grosso apresenta um quadro mais sensível. Além da queda acentuada nas cotações, o estado opera com custos ainda elevados, especialmente com alimentação, o que compromete diretamente a rentabilidade da atividade. O recuo para R$ 5,80 por quilo representa o menor patamar desde abril de 2024.

O descompasso na cadeia agrava o cenário. Apesar da queda expressiva no preço do animal vivo e da carcaça, os valores da carne suína ao consumidor final seguem elevados no varejo, impedindo o repasse da redução e limitando o potencial de estímulo ao consumo. Com isso, o ajuste de mercado não se completa e a pressão permanece concentrada na base produtiva.

Frederico Tannure Filho

Atualmente, o prejuízo médio no estado é estimado em cerca de R$ 60 por animal abatido, segundo a Acrismat. Para o presidente da entidade, Frederico Tannure Filho, é necessário reequilibrar a cadeia. “Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.

Leia Também:  Sine fecha o mês com 233 vagas de emprego e salários de até R$ 3,5 mil

A avaliação do setor é que, sem ajuste no varejo, a tendência é de continuidade da pressão sobre os produtores, especialmente em regiões menos integradas à exportação. Em um país que combina grande escala produtiva com forte dependência do mercado interno, o reequilíbrio entre preço ao produtor, custo de produção e preço ao consumidor será determinante para evitar a ampliação das perdas no campo ao longo de 2026.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA