AGRONEGÓCIO

ABCZ disponibiliza dados de desempenho e avaliações genéticas de rebanhos participantes do PMGZ Comercial

Publicado em

A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) acaba de disponibilizar os dados de desempenho e as avaliações genéticas dos rebanhos participantes do (Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ Comercial). Os criadores já podem acessar as informações por meio do Sistema Integrado de Avaliação Genética (SIAG), para acompanhar a evolução do rebanho e aprimorar o processo de seleção dos animais.

Para acessar, o criador deve entrar no link de Comunicações Eletrônicas, disponível no site da ABCZ (www.abcz.org.br), fazer login com senha e, dentro do SIAG, acessar as Avaliações Genéticas do PMGZ 2023/4.

Através dos gráficos das tendências genéticas, o criador pode conhecer mais sobre seu rebanho nas 16 características disponibilizadas pelo programa: Peso a Desmama; Peso ao Ano; Peso ao Sobreano; Peso ao Nascimento; Peso a Fase Materna; Total Maternal do Peso a Desmama; Idade ao Primeiro Parto; Stayability; Perímetro Escrotal aos 365 dias; Perímetro Escrotal aos 450 dias; Área de Olho de Lombo; Acabamento de Carcaça; Marmoreio; Endogamia; Estrutura; Precocidade; e Musculosidade; além do Índice PMGZ Comercial (iPMGZ Comercial).

Além de mostrar as médias, os gráficos apresentam as tendências do rebanho, sendo possível comparar com as médias nacionais. Além dos dados, o criador pode consultar ainda as avaliações individuais de cada animal, tanto de fêmeas quanto de machos.

Leia Também:  Feira Cultural do Japão chega ao Museu do Rio em setembro

Veja representação gráfica de fêmea avaliada no PMGZ Comercial (divulgação autorizada por Nelore Hora):

PMGZ Comercial planilha

Na Fazenda Rio Brilhante, do Nelore Boi Z, o PMGZ Comercial vem proporcionando avanços significativos. Praticamente todas as fêmeas do rebanho já foram classificadas como Puras por Avaliação (PA), Puras por Cruzamento (PC) e Puras de Origem (PO), e inseridas no programa. As informações dão base para todas as decisões no criatório.

“A partir do programa, conseguimos analisar melhor nosso rebanho, direcionar os acasalamentos, e fazer todo acompanhamento e controle necessários. Hoje, todo nosso rebanho é registrado e já estamos comercializando touros nascidos dessas matrizes. Também conseguimos um grande resultado, recentemente: fizemos o abate de 30 novilhas “fundo de maternidade”, e elas pesaram 19@, com média de 30 meses, 100% a pasto. Foi um resultado de destaque nacional, evidenciando a qualidade dos nossos animais e provando a relevância do PMGZ no melhoramento do rebanho”, comenta o pecuarista Victor Xandó.

O Nelore Hora também obtém progresso com o PMGZ Comercial. “Participando do PMGZ Corte com nosso gado PO, com todas as informações que o programa disponibiliza, decidimos entrar também no PMGZ Comercial com o rebanho comercial. Com a pecuária cada vez mais seletiva e a gente precisando ter dados nas mãos, ser rápidos nas tomadas de decisão, o programa veio a calhar, nos dando maior acurácia nos resultados”, ressalta Luís Tavares, do Nelore Hora.

Leia Também:  Sorriso se destaca entre os melhores desempenhos do Avalia-MT e Alfabetiza-MT

Para Ulisses Guimarães, da Fazenda Parauapebas, o PMGZ Comercial é a base da seleção do rebanho comercial e do rebanho PO do futuro. “A gente usa o PMGZ Comercial para escolher a cabeceira de matrizes que vão se tornar PA, e que já está dando frutos. Temos filhos dessas fêmeas PA, que já são PC, e que vão produzir filhos PO. Então o programa é a base de toda a nossa seleção”, afirma.

O Gerente de Fomento do Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos da ABCZ, Ricardo Abreu, destaca que o melhoramento genético, através dos produtos e serviços da ABCZ não têm fronteiras. “O PMGZ Comercial comprova isso, já disponibilizando aos criadores participantes do programa as informações e relatórios de seus animais através dos desempenhos produtivos e predições genéticas. Já contamos com mais de 46 mil fêmeas em 13 estados da federação”.

Fonte: ABCZ

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações do setor de árvores cultivadas somam US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026 apesar de cenário global adverso

Published

on

O setor brasileiro de árvores cultivadas para fins industriais e de restauração ambiental exportou US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026, mesmo diante de um cenário internacional marcado pelo avanço de medidas protecionistas, desaceleração econômica em importantes mercados e pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Os dados constam na mais recente edição do Boletim Mosaico, divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Árvores (Ibá), que apresenta um panorama do desempenho econômico e produtivo da cadeia florestal brasileira entre janeiro e março deste ano.

Setor mantém relevância na balança comercial brasileira

Nos três primeiros meses de 2026, a indústria de árvores cultivadas respondeu por 4,4% das exportações totais do Brasil e representou 9,6% das vendas externas do agronegócio nacional.

O saldo da balança comercial do setor alcançou US$ 3,3 bilhões, reforçando a importância estratégica da atividade para a geração de divisas, empregos e desenvolvimento sustentável.

Celulose segue como principal produto exportado

A celulose permaneceu como o principal item da pauta exportadora do segmento florestal brasileiro. A produção atingiu 6,7 milhões de toneladas no primeiro trimestre, registrando retração de 3,8% em comparação ao mesmo período de 2025.

As exportações totalizaram 4,8 milhões de toneladas, volume 10,2% inferior ao observado um ano antes. Em valor, as vendas externas da commodity somaram US$ 2,6 bilhões, uma queda de 6,3% na comparação anual.

Leia Também:  Plataforma digital gratuita conecta produtores, técnicos e pesquisadores em todo o Brasil

Apesar da redução nos embarques, a celulose continua sendo o principal motor das exportações do setor, sustentada pela demanda internacional e pela competitividade da produção brasileira.

Produção de papel apresenta estabilidade

O segmento de papel registrou desempenho estável no período. A produção alcançou 2,8 milhões de toneladas, com leve crescimento de 0,2% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

No mercado interno, as vendas avançaram 1,8%, demonstrando resiliência do consumo doméstico. Já as exportações apresentaram pequena retração de 0,6%.

Em termos financeiros, as vendas externas de papel movimentaram US$ 566,6 milhões entre janeiro e março, resultado 4,2% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Mercado de painéis de madeira cresce no Brasil, mas exportações recuam

Os painéis de madeira apresentaram desempenho positivo no mercado interno. As vendas domésticas cresceram 7,4% no primeiro trimestre, atingindo 2,1 milhões de metros cúbicos.

No entanto, o segmento enfrentou dificuldades no comércio exterior. As exportações recuaram 27,9% em volume, refletindo a menor demanda internacional e os desafios enfrentados pelos principais mercados consumidores.

Em valor, as vendas externas de painéis de madeira somaram US$ 74,4 milhões, uma queda expressiva de 34,3% na comparação anual.

China lidera demanda pelos produtos florestais brasileiros

A China manteve sua posição como principal destino das exportações do setor brasileiro de árvores cultivadas. Entre janeiro e março, o país asiático importou aproximadamente US$ 1,3 bilhão em produtos florestais brasileiros.

Leia Também:  Procon faz mutirão de atendimento e conciliação na Semana da Mulher

Europa e América do Norte aparecem na sequência entre os maiores mercados compradores, embora o ambiente econômico global continue marcado por crescimento moderado e incertezas comerciais.

Competitividade e sustentabilidade sustentam o setor

Segundo o presidente da Ibá, Paulo Hartung, o desempenho registrado no primeiro trimestre demonstra a capacidade de adaptação e a força competitiva da indústria florestal brasileira diante de um ambiente global desafiador.

De acordo com Hartung, mesmo diante das incertezas que afetam o comércio internacional, o setor segue ampliando sua presença nos mercados externos, apoiado pela eficiência produtiva, pela oferta de produtos renováveis e pelo compromisso com práticas sustentáveis.

A expectativa é que a indústria continue buscando novas oportunidades comerciais ao longo de 2026, fortalecendo sua contribuição para a economia brasileira e para a transição global rumo a uma economia de baixo carbono.

Perspectivas para 2026

Com a demanda internacional ainda sujeita aos efeitos das tensões geopolíticas, das políticas comerciais e do ritmo de crescimento das principais economias globais, o setor de árvores cultivadas deverá manter atenção redobrada aos movimentos do mercado externo.

Ainda assim, a combinação entre produtividade florestal, competitividade industrial e crescente demanda por produtos de origem renovável posiciona o Brasil como um dos principais protagonistas globais da bioeconomia e da indústria florestal sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA