AGRONEGÓCIO

ABCZ Celebra Resultados da 3ª Prova de Eficiência Alimentar da Confraria da Carcaça Nelore

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No último fim de semana, a ABCZ participou ativamente da divulgação dos resultados da 3ª Prova de Eficiência Alimentar da Confraria da Carcaça Nelore, realizada na Central Bela Vista, em Botucatu (SP). Esta prova, oficializada pela ABCZ, tem como propósito identificar animais com alto desempenho em eficiência alimentar, menor consumo e produção de carcaça de qualidade. Os critérios avaliados incluem ganho de peso, conversão alimentar, ultrassonografia de carcaça e avaliação morfológica.

Destaque para os Melhores Desempenhos

A edição contou com a participação de 96 animais, dos quais foram selecionados os dez melhores reprodutores com base em rigorosas avaliações e pesagens. A escolha final foi realizada por três jurados da ABCZ, utilizando o método EPMURAS e o Índice Confraria, que considera diversos aspectos como AOL, MAR, EGS, CAR e GMDR.

Próximos Passos: Coleta de Sêmen e Impacto no Mercado

A próxima fase envolve a coleta de sêmen dos animais selecionados, com a meta de produzir pelo menos 500 doses de cada. Esse material será distribuído aos criadores associados, que poderão utilizar a genética nas futuras estações reprodutivas. Shiro Nishimura, da Confraria da Carcaça Nelore, destaca a importância desses avanços para o mercado de carne bovina.

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Reflexões sobre a Seleção Genética

Durante a apresentação dos resultados, Luiz Antonio Josahkian, Superintendente Técnico da ABCZ, ressaltou os significativos avanços observados ao longo das edições da prova. Ele enfatizou que os critérios cientificamente embasados estão moldando um biotipo animal que influencia positivamente diversos setores da genética zebuína no Brasil. Josahkian destacou ainda a harmonia entre desenvolvimento estrutural, massa muscular e deposição de gordura nos animais classificados, refletindo um modelo com frame moderado e excelente desenvolvimento muscular.

Reconhecimento da Parceria

Shiro Nishimura também expressou sua gratidão pela parceria com a ABCZ, enfatizando a relevância das avaliações realizadas pelos jurados da associação. Ele manifestou o desejo de fortalecer ainda mais essa colaboração para futuras edições da prova.

Esta prova não apenas reforça a importância da seleção genética para o setor zebuíno, mas também evidencia o compromisso da ABCZ em promover avanços contínuos na pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Governo define regras para exportações do agronegócio para a Europa

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O governo federal detalhou as regras para uso das cotas tarifárias previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia, definindo como o agro brasileiro poderá acessar, na prática, os benefícios comerciais já em vigor desde 1º de maio.

As normas, publicadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), nesta segunda-feira (04.05), estabelecem critérios operacionais para exportação e importação dentro do novo regime. O objetivo é dar previsibilidade à aplicação do acordo, que ainda depende de ratificação definitiva pelo Parlamento Europeu.

O sistema de cotas atinge diretamente produtos centrais da pauta agropecuária brasileira, como carnes, açúcar, etanol, arroz, milho e derivados, mel, ovos e bebidas como cachaça e rum. São cadeias que passam a disputar um volume limitado com tarifa reduzida ou zerada. Dentro da cota, o produto entra com vantagem competitiva; fora dela, continua sendo exportado, mas com imposto cheio, o que reduz margem.

Esse desenho tem efeito direto na formação de preço ao produtor. Cadeias que conseguirem acessar as cotas tendem a capturar melhor valor no mercado europeu, enquanto operações fora desse limite ficam mais expostas à concorrência internacional. Como a distribuição seguirá, em regra, a ordem de solicitação, empresas com maior organização comercial, tradings, cooperativas e agroindústrias, terão vantagem na captura desse espaço.

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Outro ponto central é a exigência do Certificado de Origem, documento que comprova que o produto atende às regras do acordo. Na prática, isso eleva o nível de exigência dentro da porteira. Rastreabilidade, regularidade de entrega e padronização passam a ser condição para acessar os mercados com melhor remuneração.

Além de definir o uso das cotas, o governo atualizou as regras de certificação de origem. Entre os avanços estão a criação de um modelo específico de Certificado de Origem para o acordo com a União Europeia, a ampliação do uso do certificado eletrônico para mercados como o europeu e a Índia, a autorização de assinatura digital e regras mais claras para autocertificação. Também foi regulamentada a transferência de cotas entre empresas do mesmo grupo econômico, o que tende a dar mais flexibilidade às operações.

Embora as cotas representem uma parcela pequena do comércio, cerca de 4% das exportações, elas se concentram justamente em produtos de maior valor agregado. Isso aumenta a disputa dentro do próprio Mercosul e tende a diferenciar produtores integrados a cadeias exportadoras daqueles que operam fora desses arranjos.

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Para o produtor rural, o efeito é claro: o acesso ao mercado europeu passa a depender menos do volume produzido e mais da capacidade de atender exigências técnicas e comerciais. Quem estiver inserido em cadeias organizadas e conseguir cumprir esses critérios tende a capturar melhores preços. Quem não estiver, continuará exposto ao mercado tradicional, com menor poder de barganha.

Fonte: Pensar Agro

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