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Abates de Novilho Precoce em MS Crescem 55% em 2024

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Os abates de bovinos em Mato Grosso do Sul apresentam um crescimento notável, acompanhando uma tendência observada em todo o país. Entre janeiro e junho de 2024, a Associação Sul-Mato-Grossense de Novilho Precoce registrou a contabilização de mais de 99.445 animais abatidos, o que representa um aumento de 55,24% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Alexandre Guimarães, superintendente da Novilho Precoce, destaca a importância desse avanço, especialmente em um cenário desafiador para a pecuária. “Apesar das dificuldades enfrentadas pelo setor nos últimos anos, o crescimento no número de abates mostra que os produtores estão encontrando formas eficazes de melhorar sua rentabilidade e lucratividade. Este aumento é um testemunho da resiliência e adaptabilidade dos pecuaristas,” afirma Guimarães.

O mês de junho deste ano marcou um recorde para a Associação, com mais de 22 mil bovinos abatidos, superando significativamente a média mensal de 15 mil cabeças. “O desempenho excepcional de junho pode ser atribuído à antecipação da seca e ao aumento no abate de fêmeas,” explica Guimarães.

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Isabelli Silveira, diretora de comunicação da associação, ressalta o crescimento no número de associados, que, impulsionados pelas ações da entidade, conseguiram superar a baixa do ciclo pecuário e alcançar resultados mais positivos. “Estamos mobilizando os produtores em torno do associativismo. Realizamos encontros com mais de 150 pecuaristas em várias cidades do interior do Estado, como Camapuã, Santa Rita, Dourados, Nova Andradina, Aquidauana e Maracaju. Esses encontros mostram aos associados não apenas os bônus, mas também o valor dos serviços e da mobilização promovida pela associação. Pretendemos continuar com essas rodadas de encontros,” afirma Isabelli.

Henrique Catenacci, diretor da Fazenda 3R em Figueirão (MS), conhecida pela produção de bezerros, explica que a decisão de se associar à Novilho Precoce foi incentivada pelo conhecimento adquirido durante um dos encontros promovidos pela associação. “Embora eu acompanhasse o trabalho da associação, não tinha plena consciência dos benefícios oferecidos. Após participar de um evento realizado em parceria com o Sindicato Rural de Camapuã durante a Expocam deste ano, percebi as vantagens do grupo de compras e descontos que impactam diretamente na aquisição de insumos. Dado o aumento no número de animais destinados ao abate, faz todo sentido nos associarmos,” conclui Catenacci.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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UFV lidera projeto de melhoramento genético participativo de pimentas para fortalecer a agricultura sustentável em Minas Gerais

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A Universidade Federal de Viçosa (UFV), por meio de uma equipe coordenada pelo professor Dr. Agustin Zsögön, está desenvolvendo um projeto inovador que busca fortalecer a agricultura sustentável em Minas Gerais por meio do melhoramento genético participativo de pimentas. A iniciativa integra o Programa Participa Minas – Edital nº 01/2024 e tem como foco a construção conjunta de soluções entre pesquisadores e agricultores familiares.

O projeto pretende selecionar e desenvolver variedades de pimentas mais adaptadas às diferentes condições de cultivo da Zona da Mata mineira, promovendo ganhos de produtividade, sustentabilidade, segurança alimentar e geração de renda para os produtores rurais.

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Agricultores participam diretamente da pesquisa

Um dos diferenciais da iniciativa é a participação ativa dos agricultores em diversas etapas do processo de pesquisa. O modelo de melhoramento genético participativo permite que produtores e pesquisadores definam conjuntamente as prioridades de seleção das variedades, considerando características de interesse econômico, agronômico e comercial.

O projeto será desenvolvido em dez propriedades rurais localizadas nos municípios de Viçosa, Guaraciaba, Muriaé, Barão de Monte Alto, Raul Soares e Espera Feliz, envolvendo agricultores orgânicos vinculados ao Sistema Participativo de Garantia (SPG) Floriô.

Segundo os pesquisadores, a diversidade geográfica das áreas participantes permitirá avaliar o desempenho dos materiais genéticos em diferentes ambientes de produção, ampliando as possibilidades de adaptação das futuras cultivares.

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Ciência e tecnologia impulsionam o desenvolvimento de novas variedades

O trabalho envolve o cultivo e avaliação de variedades comerciais e acessos provenientes do Banco de Germoplasma de Hortaliças da UFV e da Embrapa Hortaliças. Os materiais serão submetidos a análises agronômicas, fisiológicas, metabólicas e genéticas para identificar características de interesse para os agricultores e para o mercado.

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Entre os parâmetros avaliados estão produtividade, crescimento das plantas, qualidade dos frutos, resistência a condições adversas, eficiência fisiológica, composição nutricional e presença de compostos responsáveis pela pungência das pimentas.

A equipe também utilizará técnicas modernas de genotipagem por sequenciamento para identificar variedades promissoras e compreender melhor a diversidade genética existente nos materiais avaliados.

Capacitação e transferência de conhecimento

Além da pesquisa científica, o projeto prevê uma ampla agenda de capacitação voltada para agricultores, estudantes e profissionais das ciências agrárias. Serão realizados cursos presenciais e online abordando temas como melhoramento genético participativo, produção de sementes, avaliação de cultivares, manejo sustentável e coleta de dados em campo.

O projeto também terá uma vertente formativa, envolvendo estudantes de graduação em Agronomia da UFV em atividades de pesquisa, extensão e interação direta com agricultores. A participação dos estudantes proporcionará experiência prática em melhoramento genético, coleta e análise de dados em campo, produção de sementes e avaliação de cultivares, além de ampliar o contato com os desafios reais da produção agrícola e com os processos de construção conjunta do conhecimento entre universidade e produtores rurais.

A proposta busca fortalecer a autonomia dos produtores e ampliar o acesso às tecnologias de inovação agrícola, promovendo a formação de uma rede regional de conhecimento voltada ao desenvolvimento sustentável.

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Agricultura sustentável e preservação da biodiversidade

De acordo com o projeto, um dos objetivos centrais é promover sistemas produtivos mais resilientes e ambientalmente responsáveis. A iniciativa pretende incentivar o uso sustentável dos recursos genéticos vegetais, ampliar a biodiversidade agrícola e reduzir a dependência de insumos externos.

A expectativa é que as variedades selecionadas apresentem melhor adaptação às condições locais e de cultivo, maior resistência a pragas e doenças e melhor desempenho produtivo, contribuindo para a sustentabilidade econômica e ambiental das propriedades rurais.

Resultados devem beneficiar produtores e consumidores

Entre os resultados esperados estão o desenvolvimento de novas variedades de pimentas com características superiores de produtividade, qualidade e adaptação regional, além do fortalecimento da participação dos agricultores nos processos de inovação tecnológica.

O projeto também prevê impactos positivos na geração de renda, segurança alimentar e fortalecimento da agricultura familiar, criando oportunidades para a diversificação produtiva e agregação de valor nas propriedades rurais mineiras.

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Divulgação dos resultados e fortalecimento da extensão rural

Os conhecimentos gerados serão compartilhados por meio de artigos científicos, cartilhas técnicas, cursos, workshops, eventos presenciais e plataformas digitais. A estratégia busca ampliar o acesso às informações e aproximar ainda mais a universidade das comunidades rurais.

Ao unir ciência, extensão rural e participação dos agricultores, o projeto coordenado pela UFV reforça o papel da pesquisa pública na construção de uma agricultura mais sustentável, inovadora e adaptada aos desafios do campo em Minas Gerais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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