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Abate de bovinos, frangos e suínos cresce no 3º trimestre de 2023

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Foram adquiridos 6,20 bilhões de litros de leite, 0,8% a mais do que no 3º trimestre de 2022 e 8,4% acima do obtido no trimestre imediatamente anterior. Já a aquisição de peças de couro pelos curtumes cresceu 6,6% frente ao 3º trimestre de 2022 e 3,0% ante o trimestre imediatamente anterior, somando 8,63 milhões de peças inteiras de couro cru. Foram produzidos 1,06 bilhão de dúzias de ovos de galinha no 3º trimestre deste ano, com altas de 1,9% no ano e de 1,0% no trimestre.

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Abate de bovinos sobe 11,1% no ano e 5,8% no trimestre

No 3º trimestre de 2023, foram abatidas 8,85 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de inspeção sanitária. Essa quantidade representou uma alta de 11,1% em comparação com o 3º trimestre de 2022 e aumento de 5,8% em relação ao 2º trimestre de 2023.

A produção de 2,36 milhões de toneladas de carcaças bovinas no 3º trimestre de 2023 consistiu em incrementos de 8,9% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e de 8,6% em relação ao apurado no 2º trimestre de 2023.

Abate de frangos cresce 3,1% na comparação anual e 1,4% na trimestral

No 3º trimestre de 2023, foram abatidas 1,58 bilhão de cabeças de frango. Esse resultado significou um acréscimo de 3,1% em relação ao trimestre equivalente do ano anterior e aumento de 1,4% na comparação com o 2º trimestre de 2023.

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O peso acumulado das carcaças foi de 3,31 milhões de toneladas no 3º trimestre de 2023. Esse total significou aumento de 3,4% em relação ao 3º trimestre de 2022 e redução de 1,3% frente ao trimestre imediatamente anterior.

Abate de suínos tem altas de 0,5% no ano e de 3,7% no trimestre

O abate de suínos somou 14,60 milhões de cabeças no 3° trimestre de 2023, com aumentos de 0,5% ante o mesmo trimestre de 2022 e de 3,7% frente ao 2° trimestre de 2023.

O peso acumulado das carcaças registrou 1,37 milhão de toneladas no 3º trimestre de 2023, acréscimo de 2,4% em relação ao 3º trimestre de 2022 e aumento de 3,9% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Aquisição de leite sobe 0,8% na comparação anual e 8,4% ante o trimestre anterior

A aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal), no 3º trimestre de 2023, foi de 6,20 bilhões de litros. O valor correspondeu a um aumento de 0,8% em comparação ao 3º trimestre de 2022 e alta de 8,4% frente ao obtido no trimestre imediatamente anterior.

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Aquisição de couro tem altas de 6,6% no ano e de 3,0% no trimestre

Os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro – aqueles que efetuam curtimento de pelo menos 5 000 unidades inteiras de couro cru bovino por ano – declararam ter recebido 8,63 milhões de peças inteiras de couro cru bovino no 3º trimestre de 2023. Essa quantidade representa um acréscimo de 6,6% em comparação à registrada no 3º trimestre de 2022 e aumento de 3,0% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

Produção de ovos de galinha cresce 1,9% no ano e 1,0% na comparação trimestral

A produção de ovos de galinha foi de 1,06 bilhão de dúzias no 3º trimestre de 2023. O resultado representou acréscimos de 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 1,0% em comparação ao 2º trimestre de 2023.

Fonte: IBGE

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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