AGRONEGÓCIO

ABAG destaca contribuição da agropecuária na COP28 com Roberto Azevedo, Ex-OMC

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A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) enfatiza o papel crucial da agropecuária no multilateralismo climático durante a COP28, em Dubai, liderada pelo ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo. O Brasil apresenta um ambicioso plano de descarbonização, visando a redução de até um bilhão de toneladas de emissões até 2030 e a recuperação de 30 milhões de hectares de pastagens degradadas.

O documento apresentado destaca propostas para que o setor agropecuário continue garantindo a segurança alimentar global, associada à redução das emissões de carbono. O Brasil desempenha um papel central nessas discussões, sendo incontornável em debates sobre segurança alimentar e vital no sequestro de carbono.

A ABAG, em parceria com a Sociedade Rural Brasileira (SRB), elaborou o “Soluções Climáticas do Brasil para o mundo – Propostas para fortalecer o multilateralismo climático na COP28”. O documento destaca a atualização das metas nacionais de redução de emissões, com o Brasil comprometido em reduzir 48,4% até 2025 e 53,1% até 2030, em relação aos níveis de 2005.

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O texto defende ações para favorecer a transição energética, aumentar a produção agropecuária de baixo carbono e conservar e restaurar florestas. O mercado regulado de carbono no Brasil, integrado internacionalmente, é proposto como um mecanismo importante para incentivar projetos de redução e remoção de gases de efeito estufa.

A agropecuária é destacada como setor prioritário na adaptação às mudanças climáticas, com a necessidade de incentivos específicos para o desenvolvimento de práticas sustentáveis. A COP28 pode resultar na criação de um plano de adaptação para a agropecuária em 2024, considerando iniciativas como o Plano ABC+ lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em 2021.

Além de Roberto Azevedo, a delegação da ABAG inclui representantes do setor, como Eduardo Leão de Sousa (CropLife Brasil), Grazielle Parenti (Syngenta), Liegé Vergili Correia (JBS) e Giuliano Ramos Alves (ABAG). A agenda destaca as soluções climáticas já adotadas pela agropecuária brasileira, fundamentais para impulsionar a economia de baixo carbono no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Mato Grosso deve ampliar produção de etanol em 16% na safra 2026/27 e reforça liderança nacional em biocombustíveis

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Mato Grosso deve consolidar ainda mais sua posição estratégica no setor brasileiro de biocombustíveis na safra 2026/27. Projeção divulgada pelo Bioind-MT, com elaboração do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), aponta crescimento de 16,08% na produção estadual de etanol, que poderá atingir 8,44 milhões de metros cúbicos no próximo ciclo.

O avanço será liderado principalmente pelo etanol de milho, segmento em que Mato Grosso já responde por 62% da produção nacional de etanol de cereais. O crescimento também será sustentado pela entrada de novas plantas industriais e pela ampliação da moagem de milho destinada à produção de biocombustíveis.

Segundo o presidente do Bioind-MT e da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, o setor ganha importância crescente na matriz energética brasileira e no processo de descarbonização dos transportes.

“O avanço do etanol de milho fortalece a segurança energética e amplia o papel estratégico do Brasil na oferta de combustíveis renováveis, inclusive para setores como aviação e navegação marítima”, afirma.

Produção de etanol de milho deve crescer quase 19%

Antes mesmo da safra 2026/27, Mato Grosso já deve encerrar o ciclo 2025/26 com forte expansão na produção de etanol. A estimativa aponta crescimento de 8,52%, alcançando 7,27 milhões de metros cúbicos, enquanto a produção nacional deverá ficar praticamente estável, com leve alta de 0,22%.

Com esse desempenho, o estado mantém a segunda posição no ranking brasileiro de produção de etanol, atrás apenas de São Paulo.

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Na safra atual, a produção de etanol de milho deverá atingir 6,18 milhões de metros cúbicos, avanço de 9,89% em relação ao ciclo anterior. Já o etanol de cana-de-açúcar deve alcançar 1,09 milhão de metros cúbicos, com crescimento mais moderado de 1,37%.

Para 2026/27, a expectativa é de aceleração ainda maior no segmento de milho. A produção deverá subir 18,67%, alcançando 7,33 milhões de metros cúbicos. O etanol de cana, por sua vez, deve crescer 1,42%, chegando a 1,11 milhão de metros cúbicos.

O levantamento também mostra expansão significativa da moagem de milho para etanol. O volume processado deve atingir 13,81 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 10,45%. Já para 2026/27, a projeção é de crescimento de 18,52%, totalizando 16,36 milhões de toneladas.

A entrada de duas novas plantas industriais no estado aparece como um dos principais fatores de impulso para o setor.

Cadeia de coprodutos amplia relevância econômica

Além do combustível, a indústria de etanol de milho segue fortalecendo a produção de coprodutos utilizados principalmente na nutrição animal e na indústria de alimentos.

A produção de DDG e DDGS — coprodutos proteicos derivados do processamento do milho — deverá crescer 16,14% na safra 2026/27, chegando a 3,41 milhões de toneladas.

Já a produção de óleo de milho deve avançar 12,9%, alcançando 338,9 mil toneladas.

No segmento sucroenergético, a moagem de cana-de-açúcar deverá permanecer praticamente estável no próximo ciclo, com previsão de 18,61 milhões de toneladas, alta de 0,39%.

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A produção de açúcar, por outro lado, poderá registrar leve retração de 1,42%, ficando em 579,7 mil toneladas.

Segundo o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, o setor vem ampliando sua participação em diferentes segmentos da economia.

“A cadeia de bioenergia em Mato Grosso amplia sua relevância na produção de combustíveis renováveis, coprodutos para nutrição animal, óleo vegetal, bioenergia e créditos de descarbonização”, destaca.

Mato Grosso pode dobrar produção até 2033

As projeções de longo prazo indicam continuidade do forte crescimento da indústria de biocombustíveis no estado.

Segundo o levantamento, Mato Grosso poderá alcançar produção de 15,02 milhões de metros cúbicos de etanol até a safra 2033/34 — mais que o dobro do volume estimado para o ciclo atual.

O estudo também destaca os impactos ambientais positivos da cadeia de bioenergia. Desde o início do programa de Créditos de Descarbonização (CBIOs), o setor já contribuiu para mitigação equivalente a 189,64 milhões de toneladas de CO₂, sendo 40,06 milhões de toneladas apenas em 2025.

Além da relevância energética e ambiental, a cadeia produtiva do etanol em Mato Grosso também amplia sua importância econômica e social. Atualmente, o setor gera mais de 12 mil empregos diretos e movimenta arrecadação superior a R$ 2,5 bilhões em ICMS no estado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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