AGRONEGÓCIO

A Importância da Silvicultura para a Sustentabilidade no Brasil

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A silvicultura, prática voltada para o manejo e cultivo de florestas plantadas, desempenha um papel crucial tanto no cenário econômico quanto ambiental do Brasil. De acordo com Renato Zanetti, Diretor de Operações Florestais da Bracell, a silvicultura é um setor de grande relevância para a economia nacional, sendo responsável pela produção de matérias-primas essenciais, como papel, celulose e madeira. Além disso, a atividade contribui para a inovação, com o desenvolvimento de produtos como bioplásticos e alternativas aos derivados de petróleo. No âmbito ambiental, as florestas plantadas atuam como aliadas na captura de carbono, redução de emissões de gases de efeito estufa e preservação da biodiversidade.

O Brasil se destaca mundialmente pela sua alta produtividade florestal, resultado da combinação do clima favorável, manejo eficiente e constante investimento em tecnologia. No entanto, no Dia Nacional da Silvicultura, comemorado em 7 de dezembro, é necessário refletir sobre um dos maiores desafios enfrentados pelo setor: a escassez de profissionais qualificados.

A Escassez de Mão de Obra Qualificada

Apesar de sua relevância para o desenvolvimento sustentável e a economia verde, a silvicultura enfrenta dificuldades para preencher vagas em diversos níveis, desde posições operacionais até funções de liderança. Este cenário destaca a necessidade urgente de investimento em programas de capacitação e na atração de talentos para garantir que o setor continue a desempenhar um papel fundamental no crescimento do Brasil, promovendo uma economia mais sustentável.

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A Iniciativa da Bracell e as Oportunidades no Setor

Para enfrentar essa questão, a Bracell tem investido fortemente no desenvolvimento de pessoas e na formação de profissionais, com foco na sustentabilidade e na inovação. A empresa atua em grande escala na formação de florestas e na produção de celulose kraft, solúvel e especial, em estados como São Paulo, Bahia e Mato Grosso do Sul, empregando milhares de profissionais e praticando um manejo florestal alinhado aos mais altos padrões ambientais.

No entanto, ainda há muitas vagas abertas no setor, representando oportunidades para quem deseja ingressar ou crescer profissionalmente na silvicultura. Renato Zanetti compartilha sua própria trajetória como exemplo de como a silvicultura oferece uma carreira dinâmica e de crescimento. “Vim de outro segmento do agronegócio e encontrei na silvicultura um campo de grande inovação tecnológica, impacto ambiental positivo e desenvolvimento social. É inspirador ver pessoas começando em funções operacionais e, com dedicação e qualificação, ascendendo a posições de liderança”, comenta Zanetti.

Reflexões para o Futuro da Silvicultura

No Dia Nacional da Silvicultura, além de celebrar os avanços e conquistas do setor, é fundamental olhar para o futuro. O potencial da silvicultura no Brasil será plenamente alcançado apenas se houver um compromisso firme com a qualificação da mão de obra, capacitação constante e a implementação de tecnologias inovadoras. Dessa forma, a silvicultura se consolidará como um dos pilares para o desenvolvimento de um Brasil mais equilibrado, onde o crescimento econômico se alinha com a preservação ambiental e o desenvolvimento social.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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