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A Importância da Rastreabilidade de Produtos: Transparência e Responsabilidade na Cadeia Produtiva

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Luciana Camponez Pereira Moralles, advogada especializada em Direito Ambiental e Regulatório do escritório Finocchio & Ustra Sociedade de Advogados, destaca que a rastreabilidade de produtos e serviços está se tornando cada vez mais relevante no contexto jurídico. O conceito se relaciona diretamente com a responsabilidade na cadeia produtiva e a verificação da origem legal dos produtos finais. Além de promover transparência e confiança entre produtores, consumidores e órgãos reguladores, a rastreabilidade se revela essencial para assegurar a conformidade legal e a proteção ambiental.

A rastreabilidade refere-se à capacidade de acompanhar e verificar o histórico, a aplicação ou a localização de um produto através de registros identificáveis. Esse processo permite monitorar todas as fases de produção, desde a origem da matéria-prima até o produto final, passando por todos os intermediários da cadeia produtiva.

Transparência e Responsabilidade: A rastreabilidade garante que todas as partes envolvidas no processo produtivo tenham acesso a informações claras e precisas sobre a origem e o percurso dos produtos. Isso não apenas aumenta a transparência, mas também fortalece a confiança entre produtores, consumidores e órgãos reguladores.

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Em casos de irregularidades ou problemas com o produto, a rastreabilidade possibilita a identificação rápida do ponto exato onde ocorreu o erro ou inconsistência. Com isso, é possível responsabilizar de maneira justa o elo da cadeia produtiva responsável pela não conformidade. Atualmente, há uma crescente pressão sobre as empresas para realizarem auditorias (due diligence) de seus fornecedores, evitando assim a responsabilização por ações de terceiros.

A rastreabilidade é particularmente crucial para demonstrar a origem legal dos produtos em setores como o agropecuário e o madeireiro, onde há preocupações significativas com práticas ilegais, como desmatamento e trabalho escravo. O Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento, por exemplo, exige que as empresas comprovem que seus produtos não contribuíram para o desmatamento e a degradação florestal.

Além disso, a rastreabilidade traz benefícios diretos aos consumidores, que cada vez mais buscam produtos com origem e processos de produção transparentes e certificados. Produtos rastreáveis permitem que os consumidores façam escolhas informadas e optem por aqueles que seguem padrões éticos e ambientais, incentivando práticas empresariais mais sustentáveis e responsáveis.

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A tecnologia desempenha um papel fundamental na rastreabilidade, com ferramentas como códigos de barras, QR codes e sistemas de blockchain que asseguram a integridade e a transparência das informações ao longo de toda a cadeia produtiva. Esses recursos tecnológicos facilitam a implementação de padrões de qualidade rigorosos e a auditoria regulatória.

Portanto, a rastreabilidade de produtos é um conceito essencial que se integra cada vez mais ao direito, promovendo transparência, responsabilidade e conformidade regulatória e ambiental. Além de proteger consumidores e o meio ambiente, a rastreabilidade promove uma cadeia produtiva mais ética e sustentável. É fundamental que empresas, governos e consumidores reconheçam e valorizem a importância desse processo, garantindo um futuro mais responsável e transparente para todos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Voto deste domingo pesa no custo e no futuro do agronegócio brasileiro

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Mais de 158 milhões de brasileiros estão aptos a votar neste domingo (04.10) para escolher os representantes que participarão das decisões sobre crédito, impostos, infraestrutura e condições de produção no País. Para o agronegócio, a eleição coincide com o avanço do plantio da safra de verão e coloca em discussão políticas que interferem diretamente no custo de produzir, na proteção contra perdas e no acesso aos mercados.

A ligação entre a urna e a propriedade rural aparece em decisões concretas. O dinheiro disponível para financiar uma lavoura depende das regras do crédito e das condições oferecidas pelas instituições financeiras. A contratação de seguro pode depender da ajuda pública para pagar a apólice. O escoamento exige estradas conservadas, armazenagem e portos eficientes. A exportação precisa de negociação comercial, defesa sanitária e comprovação de origem.

Essas relações orientam a reportagem de capa da edição de setembro da Revista Pensar Agro. A publicação examina como as escolhas políticas chegam à rotina de produtores, cooperativas, agroindústrias, transportadores e exportadores. Às vésperas da votação, a análise ajuda a avaliar propostas pelo efeito que poderão produzir sobre a atividade econômica.

O financiamento mostra a dimensão dos interesses envolvidos. O Plano Safra 2026/27 prevê R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial, dos quais R$ 384,9 bilhões destinados a custeio e comercialização. São recursos programados para sustentar despesas que começam meses antes da receita da colheita. Para quem planta, tão importante quanto o montante anunciado é conseguir contratar a tempo, com juros e exigências compatíveis com sua capacidade de pagamento.

Nos dois primeiros meses do ciclo, entre julho e agosto, as contratações somaram R$ 65,7 bilhões, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). As Cédulas de Produto Rural (CPRs) responderam por 49,2% desse total. A participação desses instrumentos evidencia a importância do financiamento privado e amplia o peso das decisões sobre garantias, contratos e segurança jurídica.

O resultado da eleição também terá consequências para os investimentos que ajudam a preservar a margem do produtor. Um armazém permite organizar estoques e escolher melhor o momento da venda. Uma estrada em boas condições reduz dificuldades de transporte. Pesquisa e assistência técnica contribuem para enfrentar pragas, doenças e limitações do solo. São benefícios que exigem continuidade, orçamento e capacidade de execução.

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Por isso, a avaliação do eleitor precisa alcançar todos os cargos em disputa. O presidente conduz a administração federal, propõe o Orçamento e define prioridades para a política agrícola e as negociações internacionais. Deputados e senadores votam leis, analisam os recursos e fiscalizam o Executivo. Governadores e assembleias estaduais participam de decisões sobre rodovias, segurança rural, defesa sanitária, tributação e serviços ambientais.

A disputa presidencial concentra atenção, mas o Congresso eleito terá influência sobre regras que podem atravessar várias safras. Toda a Câmara dos Deputados será renovada, assim como dois terços do Senado. Cada eleitor poderá escolher dois senadores, além dos representantes para os demais cargos. A composição dessas bancadas será relevante para transformar compromissos de campanha em medidas efetivas.

Na leitura das propostas, importa identificar como serão executadas. Ampliar crédito exige indicar recursos e condições de acesso. Prometer obras pressupõe planejamento, financiamento e fiscalização. Simplificar procedimentos requer preservar critérios técnicos e oferecer prazos claros. Abrir mercados depende de trabalho diplomático, qualidade dos produtos e confiança nos controles brasileiros.

A reportagem da revista acompanha essas escolhas sem reduzir o agronegócio a uma única demanda. O setor reúne atividades, regiões e produtores com necessidades diferentes. Uma medida que favoreça a indústria pode pressionar o preço da matéria-prima; outra que estimule exportações precisa considerar logística e abastecimento. Avaliar esses efeitos ajuda a separar propostas consistentes de soluções que transferem o problema de um elo para outro.

O PODER DO VOTO

Na opinião do presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT) , o produtor conhece o peso de uma decisão porque trabalha com dinheiro comprometido muito antes de receber pela produção. Quando vai às urnas, precisa levar essa mesma responsabilidade.

“As decisões do poder público entram na conta da propriedade: no custo do financiamento, na disponibilidade do seguro, na estrada por onde passa a colheita e nas condições de acesso aos mercados. A importância desta eleição está também na escolha de quem terá a responsabilidade de administrar recursos, estabelecer regras e acompanhar sua execução. Tudo isso afeta a capacidade de produzir, investir e manter empregos”, explica Isan

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“O agronegócio precisa de planejamento que dure mais do que uma safra. Pesquisa, armazenagem, irrigação, defesa sanitária e infraestrutura exigem investimentos contínuos, com objetivos claros e resultados acompanhados. Não adianta anunciar crédito se o recurso não chega durante a janela de plantio, nem aprovar uma obra que permanece anos sem conclusão”.

“Precisamos de instituições capazes de transformar orçamento em serviço e de regras que permitam ao produtor cumprir suas obrigações sem ficar preso à demora e à insegurança. Essa qualidade da gestão pública interessa tanto a quem produz quanto a quem depende do abastecimento”, diz o presidente do IA.

“A responsabilidade com o voto deve continuar depois da eleição. Cabe ao setor acompanhar os orçamentos, cobrar a execução das políticas e apresentar suas necessidades com dados e propostas consistentes. Uma dificuldade na propriedade pode repercutir na cooperativa, na indústria, no transporte e no comércio. Da mesma forma, uma política bem executada pode ampliar oportunidades em toda essa cadeia. O compromisso que esperamos do poder público é criar condições para que o trabalho no campo tenha continuidade, que os investimentos sejam viáveis e que o crescimento da produção gere renda e benefícios para a sociedade”, completa Tezende.

Neste domingo, a votação ocorrerá das 8 às 17 horas, pelo horário de Brasília. A ordem na urna será deputado federal, deputado estadual ou distrital, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente. São escolhas feitas em poucos minutos, com consequências que acompanharão a produção por anos.

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Fonte: Pensar Agro

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