AGRONEGÓCIO

4ª Edição do Fórum Pecuária Brasil Debaterá Futuro do Setor com Líderes da Indústria

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No próximo dia 10 de setembro, o World Trade Center São Paulo será palco da 4ª edição do Fórum Pecuária Brasil, organizado pela DATAGRO. Este ano, o evento ganhará destaque com a apresentação dos resultados da pesquisa de campo ‘Beef Survey’, fruto da jornada do Indicador do Boi DATAGRO na Estrada, em parceria com a Nova Futura Investimentos. A pesquisa percorreu confinamentos e frigoríficos em diversos estados do Brasil ao longo do ano, levantando dados essenciais para o setor pecuário.

Desde o início de 2024, a equipe da DATAGRO visitou estados como São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rondônia e Pará, coletando informações valiosas sobre as realidades enfrentadas pelos pecuaristas e as condições da indústria frigorífica. “Essa jornada pelo país nos oferece uma visão detalhada dos desafios do setor, permitindo que nossa base de dados do Indicador do Boi se torne uma referência cada vez mais robusta para todos os elos da cadeia produtiva,” afirma João Otávio Figueiredo, líder de pesquisa da DATAGRO Pecuária.

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Atualmente, mais de 70% dos abates registrados no Brasil já são mapeados pela plataforma da DATAGRO. O Fórum Pecuária Brasil deste ano visa não apenas traçar perspectivas para o setor, mas também oferecer análises aprofundadas e fomentar novas oportunidades de mercado. O evento reunirá pecuaristas, fornecedores de insumos e equipamentos, entidades de classe, especialistas, representantes do mercado financeiro, do setor público e líderes da indústria, em um espaço para discussões que impactam diretamente a cadeia produtiva.

Entre os temas que serão debatidos, destacam-se as “Perspectivas de Mercado 2024/25”, os “Desafios da Indústria no Mercado Interno” e as “Oportunidades no Mercado Internacional”. Além disso, serão apresentados indicadores de qualidade que auxiliam na tomada de decisões estratégicas, essenciais para o sucesso do setor.

Na edição anterior, o Fórum contou com a participação de 30 palestrantes e atraiu mais de 600 participantes, oferecendo quase 10 horas de conteúdo relevante para a pecuária nacional. A expectativa para este ano é ainda maior, com discussões que prometem moldar o futuro do setor no Brasil.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio lidera crescimento da economia com alta de 2,8% no segundo trimestre

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A agropecuária voltou a ocupar o centro do crescimento da economia brasileira no segundo trimestre de 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (1º.09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor avançou 2,8% entre abril e junho, mais de cinco vezes a alta de 0,5% registrada pelo Produto Interno Bruto (PIB) do País no mesmo período.

O desempenho foi o melhor entre os três grandes setores da economia. Enquanto a agropecuária cresceu 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano, os serviços avançaram 0,2% e a indústria ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.

A diferença também aparece na comparação com o mesmo período do ano passado. A economia brasileira cresceu 2% frente ao segundo trimestre de 2025, enquanto a agropecuária avançou 6,8%. Indústria e serviços cresceram 1,5% cada.

Segundo o IBGE, o resultado do campo foi favorecido pelo desempenho da pecuária e por culturas que registraram aumento da produção e ganhos de produtividade. Entre os produtos agrícolas com peso relevante no período, a estimativa para a soja aumentou 5,3% em relação a 2025 e a do café avançou 15,1%.

Nem todas as culturas acompanharam o movimento. A produção de arroz apresentou queda de 11,3% e a de algodão recuou 6,7%, enquanto o milho permaneceu praticamente estável.

Essas variações das lavouras, porém, não podem ser comparadas diretamente com os 2,8% de crescimento trimestral da agropecuária. O IBGE explica que não dispõe de séries com ajuste sazonal para cada cultura, o que impede determinar exatamente quanto soja, café ou qualquer outro produto contribuiu para o avanço entre o primeiro e o segundo trimestre.

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O resultado divulgado nesta terça-feira ganha relevância também pelo comportamento do restante da economia. O crescimento do PIB perdeu velocidade em relação aos primeiros três meses do ano, quando havia avançado 1,1%. No segundo trimestre, indústria e serviços praticamente ficaram de lado, enquanto o consumo das famílias recuou.

Na indústria, a alta de apenas 0,1% foi garantida principalmente pelas atividades extrativas, que cresceram 3,4%, favorecidas pelo aumento da produção de petróleo e gás. A indústria de transformação caiu 0,4%, mesma retração registrada pela construção. Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%.

Os serviços, responsáveis pela maior parcela da economia brasileira, avançaram 0,2%. Informação e comunicação cresceu 2,1% e transporte, armazenagem e correio, atividade diretamente ligada ao escoamento da produção agropecuária, aumentou 1,1%. As atividades imobiliárias avançaram 0,2%, enquanto comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis.

Pelo lado da demanda, também houve sinais de perda de força da economia. O consumo das famílias caiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre, apesar do aumento da massa salarial real e da disponibilidade de crédito. O consumo do governo avançou 0,4%.

Os investimentos apresentaram resultado melhor, com crescimento de 1,2%. Já no comércio exterior, as exportações de bens e serviços recuaram 0,8% no trimestre, enquanto as importações aumentaram 1,8%.

O desempenho da agropecuária também aparece nos números acumulados do ano. No primeiro semestre, o PIB brasileiro cresceu 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025. O campo avançou 3,6%, praticamente o dobro da economia como um todo e acima dos serviços, com alta de 1,8%, e da indústria, com 1,6%.

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A comparação com 2025 mostra ainda uma mudança importante na dinâmica trimestral do setor. No segundo trimestre do ano passado, a agropecuária havia recuado 0,1% frente aos três primeiros meses. Agora, no mesmo tipo de comparação, registra expansão de 2,8%.

O crescimento ocorre depois de um 2025 excepcional para o campo. No ano passado, a agropecuária avançou 11,7%, resultado que teve peso importante para o crescimento de 2,3% do PIB brasileiro. A base elevada torna o avanço de 6,8% registrado no segundo trimestre deste ano ainda mais relevante.

Nos quatro trimestres encerrados em junho, a agropecuária acumula crescimento de 6,2%. É novamente o melhor resultado entre os grandes setores: os serviços avançam 1,7% e a indústria, 1,4%. A economia brasileira acumula alta de 1,9% nesse intervalo.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam também uma diferença importante entre o desempenho da produção e o ambiente financeiro enfrentado pelo produtor. O crescimento ocorre em um período ainda marcado por juros elevados, crédito mais caro e pressão sobre as margens de algumas atividades.

Mesmo nesse cenário, o campo inicia a segunda metade de 2026 crescendo acima do restante da economia. O PIB perdeu velocidade entre o primeiro e o segundo trimestre, mas a agropecuária seguiu na direção contrária e apresentou a maior expansão entre os principais setores produtivos do País.

Fonte: Pensar Agro

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