AGRONEGÓCIO
22ª Tecnoshow COMIGO reafirma compromisso com a sustentabilidade e será carbono zero
Publicado em
27 de fevereiro de 2025por
Da Redação
Com o tema “Gerações do Agro”, a 22ª edição da Tecnoshow COMIGO visa promover a sucessão familiar no agronegócio e atrair novos produtores rurais. O evento ocorrerá entre os dias 7 e 11 de abril no Centro Tecnológico COMIGO, em Rio Verde (GO), e foi oficialmente lançado nesta quarta-feira (19), durante coletiva de imprensa. Um dos principais compromissos da edição de 2025 é a neutralização total da emissão de carbono.
De acordo com Claudio Teoro, diretor de insumos da COMIGO e coordenador geral da Tecnoshow, a sustentabilidade será um dos grandes destaques deste ano. “Em parceria com a Eccaplan, a cooperativa compensará todas as emissões de carbono geradas pela estruturação do evento, garantindo o Selo Evento Neutro por meio da aquisição de créditos de carbono”, afirmou. Os visitantes também poderão calcular sua pegada de carbono utilizando totens interativos e QR Codes espalhados pela feira.
Outro destaque ambiental da edição será a meta de coleta seletiva, com previsão de reciclagem de 70% das 100 toneladas de resíduos gerados, em parceria com a Coop-Recicla. Os 30% restantes serão encaminhados ao aterro sanitário. O evento também contará com estandes informativos em parceria com o Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba e do Rio dos Bois, além da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (SEMAD-GO), que orientarão produtores sobre licenciamento ambiental, uso de recursos hídricos e regularização fundiária. Também serão distribuídas mais de 20 mil mudas de árvores nativas.
Segundo o presidente executivo da COMIGO, Dourivan Cruvinel, a sustentabilidade é um reflexo das práticas diárias da cooperativa. “A Tecnoshow é uma vitrine para demonstrar todo o trabalho realizado ao longo do ano. Este compromisso se intensifica em 2025, quando celebramos 50 anos de história, reforçando o papel de diferentes gerações na evolução do setor”, ressaltou.
Infraestrutura ampliada e previsão de crescimento
A edição de 2025, que está 100% comercializada e contará com 695 expositores, trará melhorias na infraestrutura, incluindo a ampliação dos espaços de convivência e da área gramada, melhorias na segurança e aprimoramentos nas instalações. Entre as principais mudanças estão a ampliação dos banheiros femininos, a pavimentação de 1.800 m², a expansão da área gramada em 2.000 m² e a instalação de um transformador adicional de 150 KVA, totalizando 20 unidades.
“Essas melhorias visam proporcionar mais conforto e segurança para os visitantes, que este ano devem chegar a 150 mil pessoas, um aumento de 10% em relação à edição anterior. Além disso, estimamos um crescimento de 5% na comercialização, alcançando aproximadamente R$ 10 bilhões”, destacou Claudio Teoro.
Antonio Chavaglia, presidente do Conselho Administrativo da COMIGO, ressaltou que o otimismo está ligado ao bom desempenho da safra anterior. “A região tem apresentado resultados positivos, mesmo diante de desafios climáticos. A expectativa é que isso se traduza em bons números durante a feira”, afirmou.
Destaques na pecuária e paisagismo
A área de pecuária contará com aproximadamente 800 animais, incluindo bovinos de corte e leite, equinos, muares, ovinos, peixes, pôneis e cães pastores. Estão previstas exibições de equinos e muares, além de palestras sobre nutrição e manejo animal, e apresentações tecnológicas no auditório 3. Dinâmicas pecuárias também estão programadas.
No setor de paisagismo, serão plantadas 90 mil mudas ornamentais de 12 espécies diferentes, além de cerca de 100 vasos com flores variadas. O processo teve início em julho de 2024 com os pedidos de mudas e o plantio foi iniciado no CTC em janeiro de 2025.
O evento também contará com um heliponto com capacidade para até 12 aeronaves, ampliando a comodidade para os visitantes.
Programação diversificada com mais de 300 horas de palestras
A programação incluirá mais de 300 horas de palestras, conduzidas por especialistas como Fernando Beltrame, Thiago Bernardino, Paulo Arbex, Aldo Rebelo e José Luiz Tejon. Segundo Claudio Teoro, a seleção dos temas e palestrantes levou em consideração os desafios e oportunidades do agronegócio.
“Nosso objetivo é apresentar conteúdos relevantes para o futuro do setor, abordando estratégias seguras e eficientes de crescimento. As palestras serão realizadas em três auditórios com apresentações diárias”, explicou.
Estrutura especial para a imprensa
Para atender à imprensa, foi construído um espaço exclusivo, climatizado e estruturado em alvenaria. O ambiente conta com estúdios rotativos, coworking, internet de alta velocidade, quatro estúdios parceiros e uma área reservada para coletivas de imprensa e eventos especializados.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Pressão sobre preços nos EUA abre nova oportunidade para o agronegócio brasileiro
Published
1 hora agoon
28 de agosto de 2026By
Da Redação
A escalada do custo dos alimentos e dos combustíveis nos Estados Unidos começa a produzir uma mudança que pode favorecer o agronegócio brasileiro. Pressionado pela inflação e pela proximidade das eleições legislativas de novembro, o governo de Donald Trump passou a adotar medidas para ampliar a oferta de produtos e tentar reduzir preços ao consumidor. Na carne bovina, a decisão já abre uma nova janela para exportadores do Brasil.
Trump autorizou nesta semana a entrada adicional de 300 mil toneladas de carne bovina magra pelas condições mais favoráveis da cota tarifária americana. O volume será dividido em três parcelas de 100 mil toneladas, entre setembro e novembro, e ficará disponível para países enquadrados na categoria de “outros países ou áreas”, na qual o Brasil disputa espaço com outros fornecedores.
A mudança é relevante porque a cota compartilhada à qual a carne brasileira tem acesso normalmente é preenchida rapidamente. Depois de esgotado o limite, os embarques passam a enfrentar uma tarifa extra-cota de 26,4%, reduzindo a competitividade do produto.
Com a ampliação temporária, abre-se espaço para que mais carne brasileira chegue ao mercado norte-americano sem essa tarifa adicional. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) considera a medida uma oportunidade comercial, embora ressalte que o Brasil terá de disputar o novo volume com outros países habilitados.
O momento é particularmente favorável porque os Estados Unidos enfrentam falta de animais. O rebanho bovino americano caiu para o menor nível em cerca de 75 anos, depois de anos de seca, custos elevados e redução do número de matrizes. Como a recomposição do plantel leva tempo, aumentar as importações tornou-se uma das alternativas de curto prazo para ampliar a oferta.
O Brasil chega a essa abertura em posição importante. Entre janeiro e julho deste ano, os Estados Unidos compraram 233,8 mil toneladas de carne bovina brasileira, 17,1% mais que no mesmo período de 2025, tornando-se o segundo maior destino do produto nacional.
No total, o Brasil exportou 1,97 milhão de toneladas de carne bovina nos primeiros sete meses de 2026, crescimento de 9,9%. A China continua como principal compradora, mas a abertura de espaço adicional nos Estados Unidos ganha importância justamente porque permite ao setor reduzir a dependência do mercado chinês.
Para o pecuarista brasileiro, uma demanda externa maior significa mais competição pela matéria-prima dentro do País. O efeito sobre a arroba não é automático, mas novos canais de exportação tendem a ampliar as alternativas comerciais dos frigoríficos e, principalmente em períodos de oferta mais ajustada de animais, podem contribuir para dar sustentação aos preços pagos pelo boi.
Combustível entra na mesma pressão
A carne não é o único produto que levou o governo americano a buscar alternativas para aumentar a oferta. A guerra contra o Irã elevou fortemente os preços do petróleo e levou a gasolina comum nos Estados Unidos para acima de US$ 4 por galão, cerca de US$ 1 a mais que há um ano.
Trump deve se reunir na próxima semana com representantes de refinarias e grandes redes de combustíveis para discutir formas de reduzir o preço nas bombas. O petróleo chegou a superar US$ 110 por barril durante o conflito, principalmente depois das restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passava aproximadamente 20% do petróleo mundial.
Nesta sexta-feira (28), as cotações internacionais recuavam e caminhavam para encerrar a semana em queda, acompanhando a retomada parcial do fluxo de navios pela região. Ainda assim, o petróleo permanece bem acima dos níveis anteriores à guerra.
A situação colocou também os biocombustíveis no centro da disputa. Os Estados Unidos possuem uma das maiores indústrias de etanol do mundo e adotaram neste ano metas recordes de incorporação de combustíveis renováveis. Ao mesmo tempo, refinarias pressionam por dispensas que reduziriam temporariamente suas obrigações de mistura.
O governo Trump discute justamente como aliviar os custos das refinarias sem prejudicar agricultores e produtores de biocombustíveis. Uma das possibilidades avaliadas é compensar eventuais dispensas concedidas agora com aumento das metas de combustíveis renováveis em 2027.
Para o Brasil, maior utilização de etanol nos Estados Unidos seria positiva para o mercado internacional, mas ainda não há uma decisão que permita afirmar que haverá aumento das compras do produto brasileiro. Ao contrário da carne bovina, portanto, a oportunidade para o etanol ainda é potencial.
O ponto em comum entre os dois mercados está na mudança de prioridade em Washington. Com alimentos e combustíveis mais caros pressionando o orçamento das famílias, o governo americano passou a procurar rapidamente formas de aumentar a oferta e reduzir custos.
Na carne, essa necessidade já derrubou parcialmente uma barreira que limitava o acesso ao maior mercado consumidor do mundo. Para o Brasil, que já é o maior exportador global de carne bovina e tem capacidade para ampliar embarques, a crise de preços americana pode se transformar em uma oportunidade adicional para pecuaristas e frigoríficos nos últimos meses de 2026.
Fonte: Pensar Agro
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