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12ª Semana Internacional do Café: Clima, Ciência e Futuro Cafeeiro em Debate

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Entre os dias 20 e 22 de novembro de 2024, Belo Horizonte sediará a 12ª edição da Semana Internacional do Café (SIC), um dos maiores eventos do setor cafeeiro do mundo. Realizado no Expominas, o encontro discutirá o tema “Como o clima, a ciência e os novos consumidores estão moldando o futuro do café”, reunindo cerca de 20 mil participantes de 40 países e movimentando aproximadamente R$ 60 milhões em negócios.

Reconhecida como uma das maiores feiras globais do segmento, a SIC tem como objetivo conectar todos os elos da cadeia produtiva do café, oferecendo oportunidades de negócios, acesso a mercados e conhecimento. O evento, consolidado ao longo de 11 anos de sucesso, destaca-se por promover a excelência do café brasileiro, tanto no mercado nacional quanto no internacional.

A programação da SIC inclui três dias de palestras, workshops, competições, pesquisas e degustações orientadas, além da presença de 170 marcas expositoras que apresentarão novidades e tendências do mercado. O público poderá acompanhar eventos de destaque, como o concurso Coffee of the Year, que premiará os melhores cafés da safra recente, e o Campeonato Brasileiro de Barista, cujo vencedor representará o Brasil no campeonato mundial em 2025.

Caio Alonso, diretor da Espresso&CO, uma das organizadoras do evento, reforça a importância da SIC: “A SIC se tornou a principal plataforma de promoção, acesso a mercados e negócios para o café brasileiro. É um ponto de encontro essencial para produtores, compradores, cooperativas, torrefadores, baristas e especialistas do mundo todo. O evento é uma oportunidade única para discutir a produção sustentável e de origem controlada, promovendo inovação e parcerias estratégicas.”

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O evento também se destaca pelo foco em negócios B2B, reunindo profissionais de diversas áreas do setor cafeeiro, desde grandes produtores a empreendedores que buscam abrir suas próprias cafeterias. Além disso, a feira atrai representantes de empresas de diferentes etapas da cadeia produtiva, como seleção, processamento e embalagem de grãos, assim como agrônomos, mestres de torra e baristas.

Antônio de Salvo, presidente do Sistema Faemg Senar, enfatiza o papel do evento: “Os cafeicultores mineiros, com sua dedicação, colocam Minas Gerais como o maior produtor de café do Brasil. A SIC é essencial para aproximar esses produtores dos demais elos do setor, criando um ambiente propício para parcerias e negócios. O Sistema Faemg Senar apoia os cafeicultores para que continuem gerando riqueza e alimentos para o Brasil e o mundo.”

Marcelo de Souza e Silva, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, também reforça a relevância do estado para o setor: “Minas Gerais é responsável por 51% da produção de café do Brasil. O Sebrae trabalha há mais de uma década para valorizar os produtores das nove regiões cafeeiras do estado, gerando novos mercados e estimulando o desenvolvimento econômico sustentável. A SIC é uma vitrine para mostrar a diversidade e a origem controlada dos nossos cafés, com foco tanto no mercado nacional quanto internacional.”

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O tema central da edição deste ano reflete as demandas globais por sustentabilidade, e o Governo de Minas Gerais ressalta a importância de uma produção equilibrada. Thales Fernandes, secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do estado, destaca: “Nosso café é reconhecido pela qualidade e pela produção sustentável. O sucesso nas exportações e a abertura de mercados, como a China, são prova de que investir em tecnologia e inovação, aliado ao respeito pelo meio ambiente, traz resultados. A SIC é uma vitrine desses avanços e de como estamos no caminho certo.”

O evento é realizado pela Espresso&CO, Sistema Faemg Senar, Sebrae e Governo de Minas Gerais, com apoio institucional do Sistema Ocemg. Entre os patrocinadores estão 3corações (diamante), Nespresso, Nescafé e Sicoob (prata), além de Yara, Melitta e Senar (bronze). A entrada é gratuita para produtores rurais, empresas do setor (visitantes com CNPJ) e visitantes internacionais. Para o público geral, o ingresso custa R$ 70,00, válido para os três dias de evento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja recua na Bolsa de Chicago e no mercado físico com pressão do petróleo, geopolítica e logística no Brasil

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O mercado da soja voltou a operar em baixa nesta quinta-feira (7), tanto na Bolsa de Chicago quanto no mercado físico brasileiro, em um movimento influenciado principalmente pelo recuo do petróleo, pelas incertezas geopolíticas e pelas condições da safra norte-americana. O cenário reforça a volatilidade das commodities agrícolas diante de fatores externos e internos que seguem pressionando as cotações.

Na Bolsa de Chicago, os contratos da soja operaram em queda no início da manhã, com perdas entre 1,50 e 3 pontos. O contrato de julho voltou a perder o patamar de US$ 12,00 por bushel, sendo negociado a US$ 11,93. O vencimento de setembro ficou em US$ 11,66. O farelo e o óleo de soja também registraram recuos, ainda que mais moderados do que na sessão anterior, sem quedas superiores a 0,3%.

Geopolítica entre EUA e Irã aumenta volatilidade nos mercados

O principal fator de pressão segue sendo o ambiente externo, com destaque para as expectativas em torno de um possível entendimento entre Estados Unidos e Irã. O mercado acompanha com atenção as negociações que podem levar à reabertura do Estreito de Ormuz, o que impactaria diretamente o fluxo global de petróleo e, consequentemente, as commodities.

O avanço das discussões provocou forte reação nos mercados na véspera, com queda generalizada em grãos e energia. No entanto, analistas reforçam que o cenário ainda é instável e sujeito a reversões rápidas, mantendo a volatilidade como principal característica do mercado neste momento.

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Além disso, o bom andamento do plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos, aliado às condições climáticas favoráveis, contribui para limitar movimentos de alta na soja, ampliando a pressão baixista.

Outro ponto de atenção dos traders é o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, previsto para ocorrer em Pequim nos próximos dias, que pode trazer novos direcionamentos para o comércio global de commodities.

Soja também cai no Brasil com clima adverso e gargalos logísticos

No mercado brasileiro, a pressão internacional se soma a fatores internos, como problemas climáticos, gargalos logísticos e custos elevados de transporte.

Segundo a TF Agroeconômica, os contratos de soja encerraram a sessão anterior em queda na CBOT, com o vencimento de maio recuando 1,40%, para US$ 11,79 por bushel, e julho caindo 1,38%, para US$ 11,9475. O farelo de soja também recuou 0,97%, enquanto o óleo caiu 2,46%, refletindo o impacto direto da retração do petróleo.

Clima e logística pressionam preços no mercado físico brasileiro

No Rio Grande do Sul, a colheita da soja já atingiu 79% da área, mas segue marcada por forte preocupação com a estiagem, que pode causar perdas de até 50,4% em algumas regiões. A falta de diesel também tem prejudicado a operação de colheitadeiras e elevado os custos produtivos.

As cotações no estado refletiram esse cenário: em Nonoai, a soja caiu 1,75%, para R$ 112,00 por saca, enquanto no porto de Rio Grande o preço ficou em R$ 129,00, recuo de 0,77%.

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Em Santa Catarina, o mercado apresentou maior estabilidade, sustentado pela demanda da cadeia de proteína animal. Em Palma Sola, a saca foi cotada a R$ 112,00 e em Rio do Sul a R$ 118,00. No porto de São Francisco, o preço ficou em R$ 130,00.

No Paraná, houve recuo de 1,79% em Jacarezinho e Londrina, com a saca a R$ 110,00, enquanto o aumento do custo do frete para Paranaguá, pressionado pelo diesel, adiciona tensão ao mercado.

Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande registrou queda de 4,50%, para R$ 106,00, refletindo disputa logística com o milho. Já em Mato Grosso, a colheita foi concluída em 100%, com destaque para o aumento no frete entre Sorriso e Miritituba, que recuou 2,97%, para R$ 306,67 por tonelada.

Mercado segue volátil e atento ao cenário global

O conjunto de fatores reforça um ambiente de elevada volatilidade para a soja, com o mercado ainda altamente dependente de decisões geopolíticas, movimentos do petróleo, clima nos Estados Unidos e gargalos logísticos no Brasil.

A expectativa dos analistas é de que o comportamento dos preços siga sensível a novas notícias envolvendo o Oriente Médio e ao desenrolar da safra norte-americana nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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