Política Nacional

Para Confúcio, mudança de governo não pode interromper políticas públicas

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O senador Confúcio Moura (MDB-RO), em pronunciamento no Plenário nesta quinta-feira (8), criticou a interrupção de políticas públicas a cada mudança de governo. O parlamentar defendeu a manutenção de iniciativas que apresentem resultados positivos, como o Sistema Único de Saúde (SUS) e as políticas de vacinação. Para o senador, a descontinuidade prejudica avanços em áreas como educação, saúde, combate à fome e desenvolvimento social.

— O fundamental, por mais que haja divergências ideológicas, é que a parte boa de cada governo seja aproveitada — afirmou.

Confúcio apontou a educação como uma das principais ferramentas para reduzir desigualdades e defendeu mais investimentos nas escolas públicas de regiões pobres, periferias e localidades de difícil acesso. O senador também declarou apoio à ampliação do ensino em tempo integral e melhores condições de trabalho e remuneração para professores que atuam nessas áreas.

— A escola das periferias, dos bairros populares de trabalhadores, tem que ser uma escola melhor do que a escola do centro da cidade. O professor que dá aula em uma favela, dá aula distante, vai pegar ônibus e tudo mais, que não mora lá, deve ter um diferencial de salário. O professor que é interiorizado para a Amazônia, para cidades distantes, difíceis, deve ser federalizado — disse.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Uso ético da IA é tema de guia lançado pela Auditoria do Senado

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Saber usar a inteligência artificial (IA) sem descumprir normas ainda é um desafio. Pensando nisso, a Auditoria do Senado Federal elaborou o Guia Prático de Propostas de Uso de IA no Senado Federal. O material busca orientar o uso seguro e eficiente de ferramentas de IA na administração pública.

O Guia funciona como um manual tanto para iniciantes quanto para quem já tem alguma familiaridade com a tecnologia. O material traz exemplos de prompts já testados, alertas de riscos, e indica quais documentos podem ser usados nas ferramentas de IA e de que forma.

O manual está em consonância com o Ato da Diretoria-Geral nº 28/2025, que regulamenta o uso de IA no Senado e busca assegurar o uso ético, seguro, eficiente e sustentável da tecnologia nas atividades administrativas e de suporte ao processo legislativo. 

Segundo o auditor-geral do Senado, André Paixão, a iniciativa nasceu da percepção de que muitas equipes continuavam executando tarefas manualmente, mesmo com tecnologias avançadas já disponíveis.

— Temos ferramentas de IA disponíveis e várias pessoas não sabem como utilizá-las, especialmente focadas no setor público — disse.

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Paixão destaca que o projeto se inspirou em iniciativas de órgãos como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, que investiram em bancos de prompts e casos de uso voltados à atividade judicial.

Clareza normativa

O guia também busca resolver um dos maiores receios que Paixão identificou no usuário de IA: o de cometer infrações regulamentares.

— As pessoas têm medo de utilizar a IA por receio de incluir algum documento que viole a legislação ou a normatização do Senado — apontou.

Para auxiliar os servidores, o material foi estruturado em duas frentes: conceitos básicos sobre a tecnologia e diretrizes alinhadas à segurança da informação e às regras internas do Senado.

O novo manual está disponível na página de Transparência do Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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