Saúde

Centro Especializado em Reabilitação inicia atendimentos em São José dos Campos

Publicado em

Nesta sexta-feira (25), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cumpriu agenda em São Paulo para acompanhar o início das atividades do Centro Especializado em Reabilitação (CER III), que terá capacidade assistencial para alcançar 67,3 mil pessoas com deficiência pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade é a primeira do Alto Vale do Paraíba a ofertar assistência física, intelectual e auditiva.

Em Campinas (SP), Padilha esteve no Centro Infantil Boldrini para conhecer o serviço de radioterapia que atende crianças e adolescentes com câncer. Desde agosto deste ano, os pacientes oncológicos contam com um acelerador linear moderno adquirido pelo Ministério da Saúde para a realização do tratamento contra o câncer.

“Estamos trabalhando para que as pessoas tenham mais acesso ao cuidado de que precisam. Em São José dos Campos, o novo centro reúne atendimentos e oferece integral para pessoas com deficiência, autismo e outras neurodivergências. No Boldrini, o equipamento de radioterapia permite atender mais, com sessões mais rápidas. É mais gente recebendo tratamento e menos tempo de espera”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Leia Também:  Regionalização do SUS é destaque no encerramento do Congresso do Conasems

Atendimento especializado para pessoas com deficiência

O Centro Especializado em Reabilitação (CER III) de São José dos Campos terá abrangência assistencial para os municípios de Jambeiro, Paraibuna e Monteiro Lobato. O serviço vai atender pelo menos 750 pacientes por mês, com a realização de 3.763 procedimentos.

Com estrutura moderna, ambientes acessíveis e áreas de convivência, o centro foi planejado para garantir mais conforto e qualidade no cuidado. A construção da unidade contou com investimento de R$ 7,5 milhões do Ministério da Saúde, além de R$ 1,5 milhão para aquisição de equipamentos.

O local centraliza tratamentos, entre fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, nutrição, além de consultórios para ortopedia, neurologia e otorrinolaringologia. O espaço também oferece avaliação e concessão de órteses, próteses e outros equipamentos de apoio à locomoção e audição, além de cuidado com pessoas ostomizadas.

O Ministério da Saúde prevê R$ 270 mil para custeio mensal dos serviços. No Brasil, as pessoas com deficiência contam com 359 Centros Especializados em Reabilitação. Desde 2023, 70 unidades foram habilitadas. Mais de R$ 1 bilhão em recursos federais são destinados anualmente para esses serviços.

Leia Também:  Mudanças climáticas desafiam organização do SUS e reforçam adaptação dos serviços de saúde

Tratamento oncológico para crianças e adolescentes

O Centro Boldrini é uma das principais referências do país no cuidado a crianças e adolescentes com câncer e doenças do sangue. Habilitado como Unidade de Assistência em Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), o hospital oferece diagnóstico, tratamento, reabilitação e acompanhamento aos pacientes. Para modernizar a estrutura de radioterapia, um novo acelerador linear foi destinado à instituição, com investimento federal de R$ 7,8 milhões, por meio do programa Agora Tem Especialistas. O equipamento reforça a capacidade da unidade, que já realizou mais de 4 mil procedimentos de radioterapia pelo SUS entre janeiro de 2023 e julho de 2026. No mesmo período, a unidade realizou 676 cirurgias oncológicas, além de mais de 8 mil procedimentos de quimioterapia. Os números mostram a importância do Centro Boldrini para os pacientes da rede pública. O hospital conta ainda com 79 leitos, sendo 62 destinados ao SUS. Além dos leitos oncológicos, há oferta para hematologia, além de pediatria clínica e UTI pediátrica.

Eduarda Paixão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Advertisement

Saúde

Brasil defende na ONU acesso equitativo a vacinas e medicamentos e combate à desinformação para enfrentar futuras pandemias

Published

on

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, defendeu, nesta sexta-feira (25), em Nova York, nos Estados Unidos, que a preparação para futuras pandemias deve combinar sistemas de saúde fortalecidos com acesso equitativo a vacinas, medicamentos, diagnósticos e outras tecnologias. Representando o Brasil na Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre Prevenção, Preparação e Resposta a Pandemias, Massuda também destacou a importância da comunicação pública e do enfrentamento à desinformação para fortalecer a confiança da população nas instituições de saúde.

O encontro, realizado no âmbito da Semana de Alto Nível da 81ª sessão da Assembleia Geral, reuniu representantes dos países para discutir o fortalecimento da cooperação internacional diante de futuras emergências sanitárias e a adoção de uma Declaração Política sobre o tema. Além do pronunciamento na reunião, Massuda participou de dois painéis temáticos sobre ação multilateral, acesso equitativo e financiamento para a preparação e resposta a pandemias.

Durante o debate, o secretário-executivo ressaltou que a pandemia de Covid-19 evidenciou profundas desigualdades no acesso a tecnologias essenciais de saúde e demonstrou a importância da ciência e das decisões baseadas em evidências.

“A Covid-19 nos deixou uma lição inequívoca: não pode haver segurança sanitária global sem equidade. Nenhum país pode alcançar uma segurança sanitária duradoura agindo sozinho”, afirmou Massuda.

Comunicação pública e confiança da população

O representante brasileiro também chamou atenção para a importância da confiança da população na preparação para emergências sanitárias. Segundo ele, garantir a disponibilidade de tecnologias não é suficiente quando a desinformação compromete sua utilização e a adesão às medidas de saúde pública.

Leia Também:  Presidente Lula e ministro Padilha inauguram Centro de Emergência 24h para crianças e adultos no Novo Hospital Federal Cardoso Fontes

“A Covid-19 também nos deixou outra lição importante: não basta que as tecnologias estejam disponíveis se as pessoas não confiam nelas. A desinformação prejudicou as campanhas de vacinação, enfraqueceu a adesão às medidas de saúde pública e minou a confiança nas instituições. Portanto, a preparação para futuras pandemias também deve incluir comunicação pública eficaz, transparência e capacidade de construir e manter a confiança da população”, destacou.

O secretário-executivo defendeu ainda a atuação integrada entre governos, sociedade e diferentes setores, incluindo a abordagem de Saúde Única, que considera as relações entre saúde humana, animal e ambiental.

Produção regional e transferência de tecnologia

Outro ponto central da manifestação brasileira foi a defesa da produção local e regional, da transferência de tecnologia e da diversificação das cadeias de abastecimento como estratégias para reduzir dependências e ampliar a capacidade de resposta dos países.

Nesse contexto, o Brasil defendeu a conclusão das negociações do anexo sobre Acesso a Patógenos e Repartição de Benefícios (PABS), vinculado ao Acordo sobre Pandemias da Organização Mundial da Saúde (OMS). O mecanismo busca associar o compartilhamento de materiais de patógenos e informações sobre suas sequências genéticas à repartição justa e equitativa dos benefícios decorrentes de sua utilização.

Massuda também reafirmou o compromisso brasileiro com o Acordo sobre Pandemias da OMS e com a implementação das alterações do Regulamento Sanitário Internacional.

Emergências climáticas e financiamento

A relação entre a crise climática e os riscos sanitários também esteve entre os temas abordados. Segundo Massuda, as alterações do clima contribuem para ampliar as condições de surgimento de patógenos e agravam vulnerabilidades, com impactos desproporcionais sobre comunidades de baixa renda e populações indígenas. Por isso, defendeu que as estratégias de preparação para pandemias incorporem a Atenção Primária à Saúde e sistemas de vigilância resilientes às mudanças climáticas.

Leia Também:  SUS amplia cirurgias ortopédicas em 67,5% entre 2022 e 2025

O secretário-executivo destacou que a preparação para pandemias exige investimentos contínuos em sistemas de saúde, redes de vigilância e laboratórios, qualificação de profissionais, pesquisa, desenvolvimento e capacidade de produção local e regional.

“A previsibilidade é essencial: países e produtores precisam ter condições de investir antes que uma crise surja, e não apenas mobilizar recursos depois que ela começa”, afirmou. 

Massuda defendeu mecanismos de financiamento nacionais e internacionais que apoiem as prioridades definidas pelos próprios países, fortaleçam suas capacidades e evitem a fragmentação de iniciativas, especialmente nos países em desenvolvimento.

Ao tratar da Declaração Política negociada para a reunião, o secretário-executivo reconheceu o consenso alcançado, mas destacou que o documento deve representar um ponto de partida para o fortalecimento das ações internacionais. Também reafirmou a importância da cooperação multilateral, da participação social e da garantia do direito à saúde.

A participação na reunião integra o terceiro e último dia de agendas do Ministério da Saúde na Semana de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas. Desde quarta-feira (23), Massuda participou de debates sobre acesso a medicamentos, produção regional de tecnologias de saúde, resposta global ao HIV, cuidado à menopausa e atenção às pessoas com doenças raras.

Thamirys Santos
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA