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Encontro Brasileiro de Bubalinocultores 2026 destacará inovação, mercado e visitas a fazendas referência em Santa Catarina

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A cadeia produtiva da bubalinocultura brasileira terá um dos seus principais fóruns de discussão entre os dias 24 e 27 de novembro, durante a realização do 18º Encontro Brasileiro de Bubalinocultores, em Florianópolis (SC). Promovido pela Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB), o evento reunirá produtores, pesquisadores, técnicos, estudantes e representantes do setor para debater os desafios e as oportunidades da atividade.

Além das palestras técnicas, a programação contempla demonstrações práticas, aproximação com universidades e visitas a propriedades que são referência na produção de leite, derivados e carne de búfalo em Santa Catarina.

Evento aposta em integração entre pesquisa e setor produtivo

Nesta edição, o encontro será realizado no Costão do Santinho Resort, em Florianópolis, com um formato que amplia a interação entre os participantes e a realidade da produção bubalina.

A programação incluirá:

  • palestras técnicas sobre produção e mercado;
  • apresentação de animais;
  • demonstrações sobre fabricação de queijos de leite de búfala;
  • atividades voltadas para estudantes universitários;
  • assado de carcaça inteira de búfalo.

Segundo a vice-presidente da ABCB, Desireé Möller, um dos principais objetivos é aproximar as universidades da cadeia produtiva e incentivar a formação de novos profissionais especializados na atividade.

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Universidades terão participação ampliada

A organização preparou uma programação específica para estimular a participação de estudantes das instituições de ensino de Santa Catarina.

A proposta é apresentar, na prática, diferentes segmentos da bubalinocultura, incluindo produção animal, processamento de derivados lácteos e sistemas modernos de criação.

A iniciativa busca fortalecer a integração entre ensino, pesquisa e setor produtivo, incentivando a formação de mão de obra qualificada para uma atividade que vem ganhando espaço no agronegócio brasileiro.

Búfalo Tour levará participantes a propriedades modelo

O encerramento do encontro será marcado pelo tradicional Búfalo Tour, roteiro técnico que permitirá aos participantes conhecer sistemas produtivos de referência no estado.

A primeira visita será realizada à Fazenda Dois Irmãos e ao Laticínios Fazlati, em Biguaçu (SC), administrados por Wilson e Ricardo Santa Catarina.

A propriedade mantém cerca de 150 búfalas leiteiras em sistema semiconfinado, integrando a produção de leite ao processamento industrial. O leite produzido é transformado em queijos frescos comercializados em diversos municípios da região.

Na sequência, os participantes visitarão uma fazenda localizada em Garopaba (SC), onde a criação de búfalos é desenvolvida em áreas de solo arenoso, utilizando práticas sustentáveis adaptadas às condições do litoral catarinense.

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O sistema demonstra a elevada capacidade de adaptação da espécie e evidencia alternativas para conciliar produção animal e conservação ambiental.

Santa Catarina fortalece cadeia da carne bubalina

A escolha de Santa Catarina como sede do encontro também reflete o crescimento da bubalinocultura no estado.

Segundo a vice-presidente da ABCB, praticamente todos os municípios catarinenses possuem rebanhos bubalinos, enquanto a comercialização da carne vem registrando avanços importantes.

Entre os fatores que impulsionam esse crescimento está a atuação do Frigorífico Machado, parceiro da cadeia produtiva, que vem ampliando a distribuição de carne de búfalo em diversas cidades catarinenses, fortalecendo o mercado consumidor e agregando valor à produção.

Encontro discutirá os rumos da bubalinocultura brasileira

Ao reunir produtores, pesquisadores, estudantes e empresas do setor, o 18º Encontro Brasileiro de Bubalinocultores pretende ampliar o intercâmbio de conhecimento e apresentar experiências bem-sucedidas em diferentes sistemas de produção.

A programação também abordará temas ligados à inovação, melhoramento genético, sustentabilidade, agregação de valor aos produtos bubalinos e oportunidades para expansão da atividade, reforçando o papel da bubalinocultura como segmento em crescimento dentro do agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño ameaça oferta global de trigo e óleo de palma e pode elevar preços das commodities agrícolas

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A confirmação de um novo episódio de El Niño para o segundo semestre de 2026 recoloca o clima no centro das atenções do mercado agrícola internacional. O fenômeno poderá alterar o equilíbrio entre oferta e demanda de importantes commodities, especialmente trigo e óleo de palma, ampliando a volatilidade dos preços e exigindo atenção redobrada dos agentes do agronegócio.

Análise da Hedgepoint Global Markets aponta que os impactos climáticos tendem a ser distintos entre os principais países produtores. Enquanto a Austrália poderá enfrentar perdas significativas na produção de trigo, Estados Unidos e Argentina podem registrar ganhos produtivos. Já no mercado de óleo de palma, os maiores riscos permanecem concentrados na Indonésia e na Malásia, responsáveis pela maior parte da produção mundial.

Austrália concentra os maiores riscos para o trigo

Entre os grandes exportadores mundiais de trigo, a Austrália é considerada a região mais vulnerável aos efeitos do El Niño.

Historicamente, o fenômeno provoca redução das chuvas e temperaturas acima da média durante fases decisivas do desenvolvimento das lavouras, especialmente nas regiões produtoras do oeste e do sudeste australiano.

Esse cenário aumenta o risco de déficit hídrico, compromete o enchimento dos grãos e reduz tanto a produtividade quanto a qualidade da safra.

Como a Austrália ocupa posição estratégica nas exportações globais de trigo, qualquer redução relevante na produção costuma repercutir rapidamente nas bolsas internacionais, influenciando os preços e as expectativas do mercado.

Estados Unidos e Argentina podem compensar parte das perdas

Enquanto o clima tende a dificultar a produção australiana, o El Niño normalmente proporciona condições mais favoráveis em outras regiões produtoras.

Nos Estados Unidos, principalmente nas áreas produtoras de trigo de inverno das Grandes Planícies, o aumento da regularidade das chuvas favorece a recuperação da umidade do solo, reduzindo o risco de estiagens durante o ciclo da cultura.

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Embora ocorram episódios isolados de excesso de precipitação, o histórico indica que o impacto líquido costuma ser positivo para a produção norte-americana.

A Argentina também figura entre os países que tradicionalmente se beneficiam do fenômeno.

A maior frequência das chuvas melhora o estabelecimento das lavouras, favorece o desenvolvimento vegetativo e contribui para o enchimento dos grãos, elevando o potencial produtivo do cereal.

Após temporadas marcadas por seca, o El Niño costuma impulsionar a recuperação da safra argentina, ampliando sua capacidade de exportação e fortalecendo sua participação no comércio internacional.

Produção de óleo de palma pode sofrer impactos mais fortes em 2027

Além do trigo, o mercado acompanha atentamente os possíveis efeitos do El Niño sobre o óleo de palma.

A commodity apresenta elevada sensibilidade às condições climáticas do Sudeste Asiático, onde Indonésia e Malásia concentram aproximadamente 80% da produção mundial.

O fenômeno normalmente provoca redução das chuvas, temperaturas mais elevadas e aumento do estresse hídrico nas áreas produtoras.

No entanto, diferentemente das culturas anuais, os impactos sobre as palmeiras costumam aparecer de forma gradual.

A seca compromete a formação dos cachos e o desenvolvimento fisiológico das plantas, fazendo com que as maiores perdas de produção sejam observadas entre seis e doze meses após o pico do fenômeno climático.

Por esse motivo, os efeitos mais relevantes sobre a oferta mundial de óleo de palma deverão ocorrer ao longo de 2027.

Mercado de óleos vegetais pode sentir reflexos da menor oferta

Uma eventual redução na produção de óleo de palma tende a provocar efeitos em toda a cadeia global de óleos vegetais.

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Com menor disponibilidade da commodity, indústrias e consumidores normalmente intensificam a demanda por produtos substitutos, como:

  • óleo de soja;
  • óleo de canola;
  • óleo de girassol.

Esse movimento pode elevar os preços de todo o complexo de óleos vegetais, aumentando a competição entre os segmentos de alimentos, biocombustíveis e aplicações industriais.

Intensidade do El Niño será decisiva para os preços internacionais

De acordo com Luiz Fernando Gutierrez Roque, coordenador de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do mercado dependerá da intensidade do fenômeno e do equilíbrio entre as perdas registradas na Austrália e os ganhos produtivos nas Américas.

Segundo o especialista, eventos de El Niño mais intensos costumam sustentar as cotações internacionais do trigo devido à relevância da Austrália nas exportações globais. Já no caso do óleo de palma, os maiores riscos permanecem concentrados no Sudeste Asiático, onde a redução da oferta poderá se tornar mais evidente ao longo de 2027.

Clima seguirá como principal fator para os mercados agrícolas

A perspectiva de retorno do El Niño reforça que as condições climáticas continuarão sendo um dos principais direcionadores dos mercados agrícolas nos próximos meses.

Além de influenciar a produção mundial de trigo e óleo de palma, o fenômeno poderá alterar fluxos comerciais, estoques globais e estratégias de comercialização, aumentando a volatilidade das commodities e exigindo monitoramento constante por parte de produtores, exportadores e investidores do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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