AGRONEGÓCIO

Safra recorde de 350 milhões de toneladas aumenta pressão sobre logística e destaca importância das rodovias para o agronegócio

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A perspectiva de uma safra recorde em 2026 reforça um dos maiores desafios do agronegócio brasileiro: garantir uma infraestrutura logística capaz de acompanhar o avanço da produção. Com estimativa de 350,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE, o País deverá registrar crescimento de 2,7% em relação ao volume colhido em 2025.

O aumento da produção amplia o fluxo de cargas nas principais rotas de transporte e evidencia a necessidade de investimentos contínuos em rodovias, corredores de exportação e acesso aos portos, fatores decisivos para manter a competitividade do agronegócio brasileiro nos mercados nacional e internacional.

Paraná reforça protagonismo na produção de grãos

Entre os estados que mais contribuem para a expansão da safra nacional, o Paraná mantém posição de destaque na produção de soja e milho segunda safra.

De acordo com os dados oficiais, a expectativa é de uma colheita de 22,3 milhões de toneladas de soja e 17,5 milhões de toneladas de milho safrinha, consolidando o estado como um dos principais fornecedores de grãos do País.

Esse volume depende diretamente de uma logística eficiente para garantir o abastecimento da indústria, dos centros consumidores e dos mercados externos.

Rodovias são estratégicas para o escoamento da safra

No Paraná, as rodovias desempenham papel fundamental na integração entre as regiões produtoras, os polos industriais e o Porto de Paranaguá, um dos principais terminais de exportação de soja e milho do Brasil.

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Corredores como a BR-277, a BR-376 e a PR-151 concentram grande parte do transporte agrícola e são considerados essenciais para reduzir custos operacionais, otimizar o tempo de deslocamento e aumentar a competitividade das exportações brasileiras.

Segundo Marcos Moreira, diretor-presidente da EPR no Núcleo Paraná, a infraestrutura rodoviária é um dos pilares para sustentar o crescimento do setor.

“As rodovias são fundamentais para conectar a produção no campo aos centros consumidores e aos mercados internacionais. Quando a infraestrutura acompanha o crescimento da produção, o resultado é mais eficiência logística, redução dos custos operacionais e maior competitividade para o agronegócio brasileiro”, afirma.

Investimentos ampliam capacidade da malha rodoviária

Para atender ao aumento do fluxo de cargas, os investimentos em infraestrutura vêm sendo intensificados nas principais rotas agrícolas do estado.

Os 605 quilômetros de rodovias administrados pela EPR Litoral Pioneiro conectam o Litoral, os Campos Gerais e o Norte Pioneiro do Paraná, formando um dos principais eixos logísticos para o transporte da produção agropecuária.

Somente no segundo ano da concessão, a concessionária destinou mais de R$ 445 milhões para obras de recuperação, modernização e ampliação da capacidade operacional das rodovias.

As intervenções incluem recuperação do pavimento, reforço estrutural, melhorias na segurança viária e implantação de novas tecnologias para aumentar a eficiência do transporte de cargas.

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BR-277 recebe ampliação para atender demanda crescente

Entre as obras em andamento, destaca-se a conclusão antecipada dos primeiros 2,5 quilômetros de terceiras faixas da BR-277, entre os quilômetros 67,8 e 70,4, em São José dos Pinhais, no sentido Litoral.

A BR-277 é considerada um dos principais corredores logísticos do Paraná, sendo responsável por conectar as regiões produtoras ao Porto de Paranaguá, principal porta de saída das exportações agrícolas do estado.

A ampliação representa a primeira obra concluída dentro do novo ciclo de concessões rodoviárias do Paraná e integra um programa de investimentos de R$ 1,5 bilhão previsto pela concessionária até 2027.

Além da BR-277, o cronograma contempla melhorias em outras rodovias estratégicas para o transporte de cargas e para o desenvolvimento econômico regional.

Infraestrutura eficiente fortalece a competitividade do agronegócio

Com uma produção agrícola em constante crescimento, especialistas avaliam que a expansão da infraestrutura logística será decisiva para reduzir gargalos, minimizar custos de transporte e garantir maior eficiência no escoamento das safras.

Em um cenário de recordes sucessivos de produção, a modernização dos corredores rodoviários passa a ser um dos principais fatores para assegurar a competitividade do agronegócio brasileiro e fortalecer sua posição entre os maiores exportadores mundiais de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Pesquisa inédita define manejo de micronutrientes no cacau e pode elevar a produtividade das lavouras

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A cacauicultura brasileira acaba de ganhar um importante avanço científico que promete aumentar a eficiência da produção e reduzir custos no campo. Pesquisadores do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul) desenvolveram a primeira referência técnica específica para o manejo dos micronutrientes cobre, ferro, manganês e zinco em lavouras de cacau cultivadas na região Sul da Bahia.

Os resultados, publicados na revista científica Soil Science Society of America Journal, estabelecem faixas inéditas de disponibilidade desses nutrientes no solo, oferecendo uma base mais precisa para interpretação de análises laboratoriais e definição das recomendações de adubação.

A expectativa é que a nova metodologia contribua para aumentar a produtividade das lavouras, reduzir desperdícios de fertilizantes, diminuir custos de produção e tornar o uso dos recursos naturais mais eficiente.

Pesquisa cria referência inédita para a cacauicultura brasileira

O estudo foi liderado pelo engenheiro agrônomo e pesquisador do PCTSul, Edson França, mestre em Produção Vegetal, e representa um marco para a nutrição mineral do cacaueiro.

Segundo o pesquisador, a ausência de parâmetros específicos para a cultura fazia com que muitas recomendações de adubação fossem realizadas com base em referências desenvolvidas para outras culturas ou em critérios generalistas.

A pesquisa reuniu centenas de amostras de solo coletadas ao longo de vários anos em áreas comerciais de produção de cacau no Sul da Bahia. A partir da análise dos dados, os pesquisadores conseguiram estabelecer faixas consideradas ideais para cada micronutriente, identificando situações de deficiência, equilíbrio e excesso no solo.

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Esses elementos — cobre, ferro, manganês e zinco — são absorvidos em pequenas quantidades pelas plantas, mas exercem papel fundamental no desenvolvimento vegetativo, na formação dos frutos e no potencial produtivo das lavouras.

Adubação mais precisa reduz custos e impactos ambientais

Com a nova classificação, técnicos e produtores passam a contar com informações específicas para definir o manejo nutricional do cacaueiro.

A utilização de parâmetros mais precisos tende a evitar aplicações desnecessárias de fertilizantes, reduzindo desperdícios, diminuindo os custos de produção e minimizando impactos ambientais causados pelo uso excessivo de insumos.

Além do benefício econômico, a adoção de recomendações mais ajustadas contribui para melhorar a fertilidade do solo e aumentar a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Camada superficial do solo oferece diagnóstico mais eficiente

Outro resultado relevante da pesquisa diz respeito à profundidade ideal para as análises de solo.

Os pesquisadores identificaram que a camada superficial, entre 0 e 10 centímetros, apresenta maior capacidade para indicar desequilíbrios nutricionais nas lavouras de cacau, permitindo diagnósticos mais rápidos e precisos do que o modelo tradicional baseado em amostras coletadas até 20 centímetros de profundidade.

O estudo também verificou que os micronutrientes apresentam distribuição distinta nas diferentes camadas do solo, reforçando a importância de avaliações que considerem múltiplas profundidades para ampliar a confiabilidade dos diagnósticos agronômicos.

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Ciência aproxima recomendações da realidade do produtor

De acordo com os pesquisadores, este é um dos primeiros estudos realizados no Brasil a desenvolver classes específicas de interpretação dos micronutrientes para o cacaueiro com base em informações obtidas diretamente em áreas comerciais de produção.

Essa abordagem permite aproximar a pesquisa científica das condições reais enfrentadas pelos produtores, tornando as recomendações técnicas mais eficientes e aplicáveis ao campo.

Até então, a ausência de referências específicas fazia com que muitas decisões sobre adubação fossem tomadas de forma empírica ou utilizando parâmetros desenvolvidos para outras culturas.

Projeto reúne instituições de pesquisa

Os dados utilizados na pesquisa foram obtidos por meio do Projeto Renova Cacau, desenvolvido em parceria com o Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia.

O trabalho contou ainda com a participação do Centro de Inovação do Cacau (CIC), unidade operacional do PCTSul, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e de outras instituições de pesquisa.

Com a definição dessas novas referências técnicas, a expectativa é que o manejo nutricional do cacaueiro entre em uma nova etapa, oferecendo maior precisão na adubação, aumento da produtividade e fortalecimento da competitividade da cacauicultura brasileira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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