AGRONEGÓCIO

Certificação RTRS impulsiona soja sustentável e rastreabilidade no Grupo Bom Jesus em parceria com a Bunge

Publicado em

A certificação de soja responsável ganha cada vez mais relevância no agronegócio brasileiro diante da crescente demanda global por cadeias produtivas rastreáveis, transparentes e alinhadas às boas práticas socioambientais. Nesse cenário, o Grupo Bom Jesus e a Bunge fortalecem sua atuação conjunta dentro da agenda de sustentabilidade e agricultura regenerativa.

O destaque do programa é o Núcleo Piúva, localizado em Nova Mutum (MT), que integra o projeto piloto de Sistema de Incentivos Regenerativos (RIS) da Round Table on Responsible Soy (RTRS), voltado à mensuração e desenvolvimento de indicadores de agricultura regenerativa.

Núcleo Piúva produz soja certificada RTRS e amplia rastreabilidade

Com cerca de 5 mil hectares, o Núcleo Piúva registrou na safra 2025/2026 a produção de 19.611 toneladas de soja certificada RTRS, comercializadas para a Bunge. A unidade também adota rotação de culturas na safrinha, incluindo algodão, milho, braquiária e crotalária, fortalecendo práticas de manejo sustentável no sistema produtivo.

Além da unidade em destaque, o Grupo Bom Jesus já soma mais de 50 mil hectares certificados no padrão RTRS, distribuídos em cinco fazendas. A certificação integra um conjunto mais amplo de iniciativas de sustentabilidade adotadas pelo grupo.

Segundo a gerente de Sustentabilidade do Grupo Bom Jesus, Bianca Novais Cumpian, o processo de certificação evoluiu de forma gradual e estruturada ao longo dos últimos anos, ampliando a governança ambiental da empresa.

Certificação fortalece gestão, padronização e controle operacional

De acordo com a executiva, a certificação RTRS não apenas amplia o acesso a mercados, mas também fortalece a gestão interna das propriedades rurais.

O processo contribuiu para maior formalização, rastreabilidade e padronização das operações, além de aprimorar sistemas de controle e monitoramento já existentes na empresa.

Leia Também:  JEO deve deliberar hoje pedido de R$ 500 milhões para o fundo do seguro rural

A cultura organizacional também foi impactada positivamente, com maior engajamento das equipes e fortalecimento do alinhamento interno sobre práticas sustentáveis.

“Muitas práticas já faziam parte da rotina operacional, e a certificação ajudou a organizar e reconhecer esse trabalho”, destacou Bianca.

Práticas sustentáveis incluem tecnologia, solo e energia renovável

Entre as principais práticas adotadas pelo Grupo Bom Jesus estão o sistema de mínima mobilização do solo, fixação biológica de nitrogênio, agricultura de precisão, uso de insumos biológicos e monitoramento digital das lavouras.

Outro destaque é o uso de energia 100% renovável contratada no mercado, além da realização de inventário anual de emissões de gases de efeito estufa, com segregação por unidade produtiva.

A fazenda também mantém mais de 5 mil hectares destinados à conservação ambiental, reforçando o compromisso com a preservação da vegetação nativa.

Parceria com Bunge conecta produção sustentável e mercado global

A participação no projeto de agricultura regenerativa foi impulsionada pela parceria entre o Grupo Bom Jesus e a Bunge, alinhada à estratégia de fortalecimento de cadeias produtivas de baixo carbono.

A iniciativa conecta produtores rurais a ferramentas digitais, assistência técnica, tecnologias de agricultura de precisão e apoio ao uso de insumos sustentáveis, promovendo ganhos ambientais e econômicos.

Segundo a diretora de Sustentabilidade da Bunge, Pamela Moreira, o avanço da agricultura regenerativa depende de uma atuação conjunta entre diferentes elos da cadeia produtiva.

A proposta busca atender tanto às metas de redução de emissões das empresas quanto às exigências crescentes dos mercados consumidores por matérias-primas sustentáveis.

Agricultura regenerativa amplia eficiência e valor na produção de soja

Além da sustentabilidade ambiental, o programa também busca gerar benefícios produtivos, como aumento de produtividade, redução de custos e maior resiliência dos sistemas agrícolas frente às mudanças climáticas.

Leia Também:  Safras 2025/26 de soja e milho verão crescem; safrinha de milho 2024/25 também avança e produção nacional é revista para cima

A adoção de práticas regenerativas contribui ainda para melhorar a saúde do solo e ampliar o potencial de geração de valor no campo, criando novas oportunidades para o produtor rural.

RTRS revisa indicadores e integra métricas regenerativas

O Núcleo Piúva e a Bunge também tiveram participação ativa no processo de revisão dos indicadores do projeto piloto de agricultura regenerativa da RTRS.

Segundo a consultora externa da associação, Helen Estima Lazzari, a contribuição da propriedade foi essencial para reforçar a importância dos indicadores já existentes no padrão RTRS, além de apoiar a evolução das métricas regenerativas.

A iniciativa buscou aprimorar a forma de mensurar avanços sustentáveis no campo, garantindo que a avaliação considere não apenas novas práticas, mas também a evolução contínua dos produtores certificados.

“A experiência contribui para desenvolver indicadores mais consistentes e aplicáveis à realidade do setor produtivo”, destacou a gerente global de padrões e assurance da RTRS, Ana Laura Andreani.

Integração entre certificação e agricultura regenerativa ganha força

A integração entre certificação RTRS e agricultura regenerativa representa um avanço na consolidação de modelos produtivos mais sustentáveis e rastreáveis no agronegócio brasileiro.

A experiência do Grupo Bom Jesus reforça o papel das propriedades rurais na construção de sistemas agrícolas de baixo carbono, alinhados às exigências do mercado internacional e às metas globais de sustentabilidade.

O movimento indica uma tendência crescente de valorização da soja certificada e da adoção de práticas regenerativas como diferencial competitivo no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Megaleite 2026 bate recordes de público, negócios e produção leiteira em Belo Horizonte

Published

on

A 21ª edição da Megaleite consolidou seu protagonismo como principal vitrine da pecuária leiteira brasileira ao encerrar suas atividades com recordes de público, volume de negócios e desempenho zootécnico. Realizada entre os dias 2 e 6 de junho, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte (MG), a exposição movimentou cerca de R$ 400 milhões, valor 33% superior ao registrado na edição anterior.

Promovida pela Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, a feira reuniu aproximadamente 100 mil visitantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores, empresários e investidores do Brasil e do exterior, reforçando a força da genética leiteira nacional e das tecnologias voltadas ao setor.

Evento atrai visitantes internacionais e fortalece mercado da genética

A Megaleite recebeu representantes de nove países, incluindo Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Equador, França, México, Panamá e Portugal, ampliando sua relevância no cenário internacional da pecuária leiteira.

Segundo a organização, o forte interesse pela genética bovina de alta qualidade impulsionou os resultados dos leilões e a geração de novos negócios durante os cinco dias de evento.

Além das vendas realizadas, empresas expositoras destacaram a prospecção de novos clientes e oportunidades comerciais em diferentes segmentos da cadeia produtiva do leite.

O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, Alexandre Lacerda, destacou que o mercado segue aquecido e que o investimento em genética superior tem sido cada vez mais reconhecido pelos produtores como ferramenta para elevar produtividade e rentabilidade.

Pecuária leiteira ganha espaço no debate político

A feira também serviu como palco para discussões sobre políticas públicas voltadas ao setor leiteiro.

Durante a cerimônia oficial de abertura, lideranças políticas nacionais participaram dos debates sobre os desafios da cadeia produtiva, ao lado de senadores, deputados federais e estaduais, vereadores, secretários e representantes de entidades ligadas ao agronegócio.

A pauta incluiu temas relacionados à competitividade, sustentabilidade, inovação tecnológica e fortalecimento da produção nacional de leite.

Leia Também:  Crédito rural encolhe 17% em 2025, mas número de contratos cresce e supera 1,4 milhão
Megaleite impulsiona avanços em genética e pesquisa

Entre os principais anúncios técnicos do evento esteve a assinatura de um acordo de cooperação entre a Embrapa Gado de Leite e a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando para o desenvolvimento de um projeto de edição gênica da raça.

A iniciativa pretende utilizar ferramentas avançadas de genômica para incorporar características estratégicas aos animais, como maior resistência ao calor, melhor resposta imunológica, aumento da longevidade e ganhos de produtividade.

Outro termo firmado durante a feira prevê o desenvolvimento de pesquisas e avaliações genéticas da raça Girolando na Fazenda Santa Mônica, unidade vinculada à Embrapa.

A programação técnica também marcou o lançamento da nova edição do Sumário de Touros e Fêmeas Girolando, importante ferramenta para seleção genética dos rebanhos leiteiros brasileiros.

Torneio leiteiro registra recordes mundiais

Um dos momentos mais aguardados da Megaleite foi o tradicional torneio leiteiro, que reuniu cerca de 1.400 animais das raças Girolando, Gir Leiteiro, Holandês, Guzerá, Guzolando, Sindi e bubalinos.

A edição de 2026 entrou para a história ao registrar três novos recordes de produção.

A vaca Jornada Montross FIV LPN, da composição genética Girolando 1/2, estabeleceu o novo recorde mundial de produção em torneios leiteiros oficiais da raça ao alcançar 337,950 quilos de leite durante a competição, com média diária de 112,650 quilos.

O animal pertence ao criador Rodrigo Nogueira Ferreira, da Fazenda Alvorada, localizada em Inhaúma (MG).

Outro destaque foi a vaca Gemada FIV Feriado 1259 Mogiana, nova recordista da categoria Girolando 1/4, com produção de 263,790 quilos de leite e média de 87,930 quilos.

Já a vaca Singela Countdown 23072 Campos Lima tornou-se a nova recordista entre as vacas jovens Girolando 3/4 ao atingir produção de 269,780 quilos de leite e média de 89,927 quilos.

Exposição nacional destaca qualidade dos animais

A Megaleite também sediou a 35ª Exposição Nacional da Raça Girolando, cujos julgamentos foram transmitidos ao vivo para milhares de espectadores no Brasil e no exterior.

Leia Também:  Primeiro congresso brasileiro sobre concessão de crédito no Agronegócio

As grandes campeãs da edição foram:

  • Girolando 1/4: 1172 Maravilha Iva da Querença
  • Girolando 1/2: Oricema FIV Crushabull 2817 RS do Rancho Alegre
  • Girolando 3/4: 5906 FIV Brass Ricanata
  • Girolando 5/8 PS: Kalola FIV Blaska Fazenda Campina Verde

Os resultados reforçam o elevado padrão genético dos animais apresentados na principal vitrine da pecuária leiteira nacional.

Novos projetos incentivam jovens e mulheres no setor

A programação da feira também foi marcada pelo lançamento dos projetos Girolando Jovem e Girolando Mulher.

As iniciativas buscam ampliar a participação de jovens e mulheres na atividade leiteira, estimulando a sucessão familiar nas propriedades rurais e fortalecendo a presença feminina nos processos de gestão e tomada de decisão.

Programação técnica e gastronomia atraíram o público

Além das exposições e competições, a Megaleite promoveu palestras, cursos e painéis técnicos sobre gestão rural, melhoramento genético, produção de leite, fabricação de queijos, bem-estar animal e inovação tecnológica.

O evento também recebeu o Festival do Queijo Artesanal de Minas, realizado em parceria com entidades do setor, oferecendo ao público produtos típicos de diversas regiões mineiras.

Para as famílias, atrações como a Mini Fazendinha e o Clubinho Girolando aproximaram crianças e jovens do universo da produção agropecuária.

Megaleite 2027 já tem data definida

Durante a cerimônia de encerramento, a organização confirmou a realização da 22ª edição da Megaleite entre os dias 8 e 12 de junho de 2027, novamente em Belo Horizonte.

A expectativa é ampliar ainda mais a participação de expositores, criadores e empresas do setor, consolidando o evento como referência em genética, tecnologia e negócios para a pecuária leiteira brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA