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Mercado segurador cresce 15,7% em março e acelera resultado do 1º trimestre de 2026, aponta IRB+Inteligência

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O mercado segurador brasileiro registrou forte aceleração em março de 2026, com alta de 15,7% no faturamento na comparação anual, segundo dados divulgados pela plataforma IRB+Inteligência, do IRB(Re). O desempenho consolidou a recuperação do setor após um início de ano mais moderado e levou o segmento a encerrar o primeiro trimestre com crescimento de 7,1% frente ao mesmo período de 2025.

Nos dois primeiros meses do ano, o setor havia apresentado expansão mais contida, de 3,8% em janeiro e 2,1% em fevereiro, evidenciando uma retomada mais consistente apenas no terceiro mês do trimestre.

Março marca virada no desempenho do setor

O avanço observado em março foi disseminado entre os principais ramos do mercado, com destaque para a maioria dos segmentos, que registraram crescimento de dois dígitos. A exceção foi o grupo de Corporativos de Danos e Responsabilidades, que ficou fora desse movimento mais intenso de expansão.

O resultado confirma a recuperação do ritmo de negócios no setor, com impacto direto na consolidação do desempenho positivo no acumulado do trimestre.

Crédito e Garantia lidera crescimento no trimestre

Entre os segmentos analisados, o destaque ficou com Crédito e Garantia, que registrou alta de 37,5% no primeiro trimestre de 2026 na comparação anual, a maior variação do período.

O desempenho foi impulsionado principalmente pela expansão do seguro garantia no setor público, que avançou 20,5%, consolidando o segmento como um dos principais motores do crescimento do mercado segurador.

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Segmentos apresentam desempenho misto no trimestre

O ramo de Vida teve crescimento de 9,4% no trimestre, sustentado pelos produtos de vida e prestamista, que representam a maior parte da carteira. O avanço foi puxado tanto pelas modalidades individuais quanto coletivas, com destaque para o seguro de doenças graves ou terminais, que apresentou alta de 25,8%.

No segmento Automóvel, o faturamento ficou praticamente estável ao longo do trimestre, com variações mensais que resultaram em alta acumulada de 6,2% em relação ao primeiro trimestre de 2025. A sinistralidade permaneceu em nível semelhante ao observado no ano anterior.

Já o segmento de Individual Contra Danos registrou crescimento de 10,9%, com destaque para o seguro fiança locatícia, que avançou 33,3%, e o seguro residencial, com alta de 9,9%.

Corporativo de Danos e Rural têm desempenho mais moderado

O segmento Corporativo de Danos e Responsabilidades cresceu 2,5% no trimestre, com avanço em linhas como riscos diversos e seguro habitacional. Em contrapartida, houve retração em seguros de riscos nomeados, operacionais e transportes, impactados por fatores como câmbio e maior competitividade no setor.

A sinistralidade do segmento caiu 7,9 pontos percentuais, encerrando o trimestre em 30,7%, indicando melhora na relação entre prêmios e indenizações.

No setor Rural, o faturamento recuou 1,2% no acumulado do trimestre. Apesar da recuperação registrada em março, o desempenho não compensou as quedas de janeiro e fevereiro. Ainda assim, houve redução relevante da sinistralidade, que caiu 17,5 pontos percentuais, fechando o período em 31,4%.

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Lucro das seguradoras cresce 16,5% no trimestre

O setor segurador também apresentou avanço expressivo na rentabilidade. O lucro líquido das seguradoras atingiu R$ 10,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 16,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em março, porém, houve leve recuo de 1,6% na comparação anual, com lucro de R$ 3,8 bilhões, interrompendo uma sequência de resultados positivos mensais.

Resseguro e sinistralidade mostram ajustes no período

As cessões em resseguro somaram R$ 7,6 bilhões no trimestre, crescimento de 7,3% em relação ao ano anterior, com destaque para as linhas de automóvel e vida.

De forma geral, o comportamento da sinistralidade variou entre os segmentos, com quedas relevantes em áreas como corporativo de danos e rural, indicando melhora em parte da eficiência operacional do setor.

Vida e crédito sustentam expansão do mercado

Entre os destaques estruturais do trimestre, Vida e Crédito e Garantia se consolidaram como pilares do crescimento do mercado segurador em 2026. Enquanto o primeiro manteve expansão consistente apoiada em produtos de maior demanda, o segundo apresentou a maior taxa de crescimento do período.

O conjunto dos resultados reforça a retomada do dinamismo do setor após um início de ano mais moderado, com perspectivas positivas sustentadas por diferentes linhas de negócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja ganha força no mercado brasileiro, enquanto milho enfrenta pressão com safra recorde e concorrência internacional

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Relatório do Rabobank aponta alta nos preços da soja impulsionada por exportações e processamento doméstico, enquanto milho sofre impacto da ampla oferta global e avanço da segunda safra brasileira.

Mercado de grãos apresenta movimentos distintos em junho

O mercado brasileiro de grãos iniciou junho com comportamentos opostos para soja e milho. Enquanto a oleaginosa registrou valorização sustentada pela forte demanda externa e pela indústria de esmagamento, o milho enfrentou pressão nos preços diante da expectativa de uma safra robusta e da concorrência crescente de exportadores como Estados Unidos e Argentina.

De acordo com levantamento divulgado pelo Rabobank em seu relatório mensal sobre grãos e oleaginosas, os preços da soja pagos ao produtor avançaram cerca de 2% em junho na comparação com o mês anterior. Já o milho registrou retração de aproximadamente 4%, refletindo o cenário de maior oferta e menor competitividade no mercado internacional.

Exportações de soja batem ritmo forte em 2026

O desempenho das exportações continua sendo um dos principais fatores de sustentação para o mercado da soja brasileira. Em maio, o Brasil embarcou 14,8 milhões de toneladas da commodity, volume 5% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, os embarques atingiram 55 milhões de toneladas, crescimento de 7% em relação ao ano passado.

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Segundo o Rabobank, a combinação entre safra recorde e elevada competitividade da soja brasileira no mercado global tem favorecido o desempenho exportador, consolidando o país como principal fornecedor mundial da oleaginosa.

Além das exportações, a demanda interna para processamento segue aquecida, contribuindo para a sustentação dos preços pagos aos produtores nas principais regiões agrícolas.

Milho enfrenta cenário mais desafiador

Diferentemente da soja, o milho encontra um ambiente de mercado mais pressionado. As exportações brasileiras do cereal somaram apenas 250 mil toneladas em maio, volume 47% inferior ao registrado no mês anterior. O Rabobank projeta que os embarques de milho em 2026 deverão ficar abaixo dos volumes observados em 2025.

A forte concorrência dos Estados Unidos e da Argentina, associada à ampla disponibilidade interna do grão, tem reduzido o poder de reação dos preços no mercado doméstico.

Safrinha avança e reforça perspectiva de grande oferta

A colheita da segunda safra de milho, principal responsável pela produção nacional do cereal, alcançou aproximadamente 7% da área cultivada, índice superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

As condições das lavouras permanecem favoráveis em importantes regiões produtoras, especialmente em Mato Grosso. Entretanto, o banco alerta para possíveis perdas localizadas em estados como Goiás, Tocantins e Minas Gerais devido às condições climáticas observadas ao longo do ciclo.

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Mesmo com esses desafios pontuais, a instituição mantém projeção de uma safra expressiva, estimando a produção brasileira de milho em 138 milhões de toneladas na temporada 2025/26.

Comercialização segue cautelosa

O relatório também aponta que produtores continuam adotando postura seletiva na comercialização, acompanhando a evolução dos preços e as condições de mercado. No caso da soja, a valorização recente tem favorecido novos negócios. Já no milho, a expectativa de ampla oferta mantém vendedores mais cautelosos em relação aos volumes a serem negociados.

Perspectivas para o segundo semestre

A tendência para os próximos meses indica manutenção da firmeza no mercado da soja, sustentada pelo forte ritmo exportador e pela demanda industrial. Para o milho, o cenário permanece mais desafiador, com preços dependentes do comportamento das exportações, da competitividade brasileira frente aos concorrentes globais e da consolidação da safra recorde projetada para esta temporada.

Com a colheita da safrinha avançando e a oferta aumentando gradativamente, o mercado seguirá atento aos fluxos internacionais de comércio e às condições climáticas nas principais regiões produtoras do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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