AGRONEGÓCIO
Uso de atrativo alimentar para mariposas cresce 300% e impulsiona controle de lagartas no agronegócio brasileiro
Publicado em
9 de junho de 2026por
Da Redação
A adoção do atrativo alimentar Chamariz®, tecnologia desenvolvida pela AgBiTech para controle comportamental de mariposas, registrou forte expansão na safra 2025/26 no Brasil. Segundo dados da companhia, a solução ultrapassou 850 mil hectares tratados no período, volume que representa quase o triplo em relação à safra anterior.
O avanço reflete o aumento da pressão de lagartas em diferentes sistemas produtivos e a busca dos agricultores por estratégias mais eficientes de manejo integrado de pragas, com foco em produtividade e redução de perdas no campo.
Tecnologia atua no controle das mariposas antes da fase de lagarta
O Chamariz® é descrito como uma ferramenta de controle comportamental de lepidópteros, atuando diretamente sobre as mariposas — estágio adulto das principais pragas agrícolas.
A tecnologia tem como alvo espécies como Helicoverpa spp., o complexo de Spodoptera, além de insetos como Chrysodeixis includens e Rachiplusia nu, entre outros que impactam culturas agrícolas de grande relevância no Brasil.
De acordo com o diretor de marketing da AgBiTech, Pedro Marcellino, a solução tem sido amplamente adotada por grandes grupos produtores por atuar de forma preventiva, reduzindo a população de pragas antes da postura de ovos.
Segundo ele, a estratégia de controle na fase adulta representa uma mudança importante no manejo fitossanitário, com impacto direto na redução de danos às lavouras.
Crescimento expressivo e aumento da base de usuários
A companhia destaca que a base de clientes que utilizam a tecnologia cresceu cerca de 300% em duas safras. Para a safra 2026/27, a expectativa é de continuidade no ritmo de expansão, acompanhando o aumento da pressão de pragas em diversas regiões produtoras.
Em áreas avaliadas a campo, foram registradas capturas superiores a 20 mil mariposas por hectare, sendo uma parcela significativa composta por fêmeas. Segundo estimativas técnicas, uma única mariposa pode depositar até 1,5 mil ovos, o que evidencia o potencial de redução da infestação futura quando o controle é realizado de forma antecipada.
Pesquisas apontam redução de danos e alta eficiência no campo
Estudos conduzidos pela AgBiTech indicam resultados expressivos na eficiência da tecnologia em diferentes culturas.
Em experimentos realizados em algodão, o uso do Chamariz® proporcionou redução de até 87% na incidência de lagartas, além de diminuição de 70% nos danos às estruturas reprodutivas das plantas.
Segundo o pesquisador sênior da empresa, Daniel Caixeta, os testes demonstram desempenho superior em comparação a soluções concorrentes, mesmo em doses menores de aplicação e com efeito prolongado por até quatro dias.
Em ensaios realizados em lavouras de sorgo, a tecnologia apresentou forte desempenho no controle da Spodoptera frugiperda, com média de 621 mariposas capturadas e eliminadas, superando significativamente produtos comparativos avaliados em campo.
Controle comportamental fortalece manejo integrado de pragas
O sistema “atrai-mata”, utilizado pelo Chamariz®, combina atrativo alimentar com inseticida, permitindo não apenas a eliminação das mariposas, mas também a interrupção do ciclo reprodutivo da praga, reduzindo a formação de novas gerações de lagartas.
Em determinadas áreas de soja, avaliações técnicas apontam que o controle de mariposas evitou potenciais populações de milhões de lagartas por hectare, reforçando o impacto preventivo da tecnologia.
Tecnologia internacional ganha espaço no Brasil
Originado na Austrália, o Chamariz® encontrou no Brasil condições favoráveis para sua adoção, especialmente devido à alta incidência e diversidade de mariposas que afetam as principais culturas agrícolas do país.
Segundo a AgBiTech, o amplo espectro de ação da tecnologia, aliado à sua contribuição para a produtividade e rentabilidade das lavouras, tem sido determinante para sua rápida expansão no mercado brasileiro.
Com o aumento da pressão de pragas e a necessidade de soluções mais eficientes e sustentáveis, a tendência é de crescimento contínuo na adoção de ferramentas de controle comportamental no manejo agrícola nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Certificação RTRS impulsiona soja sustentável e rastreabilidade no Grupo Bom Jesus em parceria com a Bunge
Published
28 minutos agoon
9 de junho de 2026By
Da Redação
A certificação de soja responsável ganha cada vez mais relevância no agronegócio brasileiro diante da crescente demanda global por cadeias produtivas rastreáveis, transparentes e alinhadas às boas práticas socioambientais. Nesse cenário, o Grupo Bom Jesus e a Bunge fortalecem sua atuação conjunta dentro da agenda de sustentabilidade e agricultura regenerativa.
O destaque do programa é o Núcleo Piúva, localizado em Nova Mutum (MT), que integra o projeto piloto de Sistema de Incentivos Regenerativos (RIS) da Round Table on Responsible Soy (RTRS), voltado à mensuração e desenvolvimento de indicadores de agricultura regenerativa.
Núcleo Piúva produz soja certificada RTRS e amplia rastreabilidade
Com cerca de 5 mil hectares, o Núcleo Piúva registrou na safra 2025/2026 a produção de 19.611 toneladas de soja certificada RTRS, comercializadas para a Bunge. A unidade também adota rotação de culturas na safrinha, incluindo algodão, milho, braquiária e crotalária, fortalecendo práticas de manejo sustentável no sistema produtivo.
Além da unidade em destaque, o Grupo Bom Jesus já soma mais de 50 mil hectares certificados no padrão RTRS, distribuídos em cinco fazendas. A certificação integra um conjunto mais amplo de iniciativas de sustentabilidade adotadas pelo grupo.
Segundo a gerente de Sustentabilidade do Grupo Bom Jesus, Bianca Novais Cumpian, o processo de certificação evoluiu de forma gradual e estruturada ao longo dos últimos anos, ampliando a governança ambiental da empresa.
Certificação fortalece gestão, padronização e controle operacional
De acordo com a executiva, a certificação RTRS não apenas amplia o acesso a mercados, mas também fortalece a gestão interna das propriedades rurais.
O processo contribuiu para maior formalização, rastreabilidade e padronização das operações, além de aprimorar sistemas de controle e monitoramento já existentes na empresa.
A cultura organizacional também foi impactada positivamente, com maior engajamento das equipes e fortalecimento do alinhamento interno sobre práticas sustentáveis.
“Muitas práticas já faziam parte da rotina operacional, e a certificação ajudou a organizar e reconhecer esse trabalho”, destacou Bianca.
Práticas sustentáveis incluem tecnologia, solo e energia renovável
Entre as principais práticas adotadas pelo Grupo Bom Jesus estão o sistema de mínima mobilização do solo, fixação biológica de nitrogênio, agricultura de precisão, uso de insumos biológicos e monitoramento digital das lavouras.
Outro destaque é o uso de energia 100% renovável contratada no mercado, além da realização de inventário anual de emissões de gases de efeito estufa, com segregação por unidade produtiva.
A fazenda também mantém mais de 5 mil hectares destinados à conservação ambiental, reforçando o compromisso com a preservação da vegetação nativa.
Parceria com Bunge conecta produção sustentável e mercado global
A participação no projeto de agricultura regenerativa foi impulsionada pela parceria entre o Grupo Bom Jesus e a Bunge, alinhada à estratégia de fortalecimento de cadeias produtivas de baixo carbono.
A iniciativa conecta produtores rurais a ferramentas digitais, assistência técnica, tecnologias de agricultura de precisão e apoio ao uso de insumos sustentáveis, promovendo ganhos ambientais e econômicos.
Segundo a diretora de Sustentabilidade da Bunge, Pamela Moreira, o avanço da agricultura regenerativa depende de uma atuação conjunta entre diferentes elos da cadeia produtiva.
A proposta busca atender tanto às metas de redução de emissões das empresas quanto às exigências crescentes dos mercados consumidores por matérias-primas sustentáveis.
Agricultura regenerativa amplia eficiência e valor na produção de soja
Além da sustentabilidade ambiental, o programa também busca gerar benefícios produtivos, como aumento de produtividade, redução de custos e maior resiliência dos sistemas agrícolas frente às mudanças climáticas.
A adoção de práticas regenerativas contribui ainda para melhorar a saúde do solo e ampliar o potencial de geração de valor no campo, criando novas oportunidades para o produtor rural.
RTRS revisa indicadores e integra métricas regenerativas
O Núcleo Piúva e a Bunge também tiveram participação ativa no processo de revisão dos indicadores do projeto piloto de agricultura regenerativa da RTRS.
Segundo a consultora externa da associação, Helen Estima Lazzari, a contribuição da propriedade foi essencial para reforçar a importância dos indicadores já existentes no padrão RTRS, além de apoiar a evolução das métricas regenerativas.
A iniciativa buscou aprimorar a forma de mensurar avanços sustentáveis no campo, garantindo que a avaliação considere não apenas novas práticas, mas também a evolução contínua dos produtores certificados.
“A experiência contribui para desenvolver indicadores mais consistentes e aplicáveis à realidade do setor produtivo”, destacou a gerente global de padrões e assurance da RTRS, Ana Laura Andreani.
Integração entre certificação e agricultura regenerativa ganha força
A integração entre certificação RTRS e agricultura regenerativa representa um avanço na consolidação de modelos produtivos mais sustentáveis e rastreáveis no agronegócio brasileiro.
A experiência do Grupo Bom Jesus reforça o papel das propriedades rurais na construção de sistemas agrícolas de baixo carbono, alinhados às exigências do mercado internacional e às metas globais de sustentabilidade.
O movimento indica uma tendência crescente de valorização da soja certificada e da adoção de práticas regenerativas como diferencial competitivo no setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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