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Mercado de etanol amplia perdas no início de junho com avanço da safra e maior oferta no Centro-Sul

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O mercado brasileiro de etanol encerrou a primeira semana de junho sob pressão, refletindo o avanço da colheita de cana-de-açúcar no Centro-Sul do país e o aumento da oferta do biocombustível. Dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) mostram novas quedas nos preços do etanol hidratado e do etanol anidro entre os dias 1º e 5 de junho.

O movimento reforça o cenário de maior disponibilidade do produto no mercado interno, em um momento em que a demanda segue moderada, contribuindo para a continuidade da pressão baixista sobre as cotações.

Etanol hidratado registra nova queda semanal

De acordo com o indicador semanal do Cepea/Esalq, o etanol hidratado combustível foi negociado a R$ 2,2166 por litro na primeira semana de junho, representando recuo de 0,67% em comparação com o período anterior.

O resultado confirma a tendência de enfraquecimento dos preços observada desde o início da safra 2026/27, impulsionada pelo aumento da moagem de cana e pela maior produção de etanol nas usinas da região Centro-Sul, principal polo sucroenergético do país.

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Etanol anidro tem desvalorização mais intensa

O etanol anidro, utilizado na mistura obrigatória à gasolina, apresentou queda ainda mais expressiva no período analisado.

Segundo o Cepea, o indicador semanal fechou em R$ 2,5108 por litro, acumulando desvalorização de 2,11% frente à semana anterior. O desempenho evidencia a pressão exercida pelo aumento da oferta e pelo comportamento mais cauteloso dos agentes do mercado de combustíveis.

Analistas destacam que a combinação entre safra em ritmo acelerado e consumo doméstico sem grandes avanços tende a manter o mercado atento à evolução dos estoques e da demanda nas próximas semanas.

Paulínia também fecha semana em baixa

No mercado spot paulista, referência para o setor, o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.318,50 por metro cúbico na sexta-feira (5), registrando queda de 0,41% em relação ao fechamento anterior.

Com esse desempenho, o indicador acumula retração de 1,40% desde o início de junho, demonstrando que a pressão sobre os preços permanece mesmo após a virada do mês.

Perspectivas para o mercado de etanol

O comportamento das cotações nas próximas semanas continuará sendo influenciado pelo ritmo da safra de cana-de-açúcar, pela estratégia comercial das usinas e pelo desempenho do mercado de combustíveis.

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Enquanto a produção segue avançando e amplia a oferta disponível, o setor acompanha a evolução do consumo interno e a competitividade do etanol frente à gasolina, fatores que poderão determinar a intensidade dos movimentos de preços ao longo de junho.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizante fosfatado começa a ser produzido no RS com operação em Caçapava do Sul e reforça oferta regional de insumos

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Caçapava do Sul entra no mapa da produção de fertilizantes fosfatados

A Águia Fertilizantes iniciou oficialmente as operações do Pampafos, primeiro fertilizante fosfatado produzido no Rio Grande do Sul. A unidade industrial está localizada em Caçapava do Sul e marca a etapa inicial do Projeto Fosfato Três Estradas, que tem base mineral no município de Lavras do Sul.

O empreendimento representa um avanço estratégico para o agronegócio gaúcho ao ampliar a oferta regional de insumos agrícolas, reduzindo a dependência de fertilizantes importados de outras regiões e países.

Projeto nasceu de descoberta inédita de rocha fosfática no Estado

O projeto tem origem na identificação da primeira jazida de rocha fosfática do Rio Grande do Sul, localizada em um distrito de Lavras do Sul. As pesquisas minerais começaram em 2011, conduzidas pela própria Águia Fertilizantes.

Os estudos geológicos apontaram um depósito com recursos estimados superiores a 100 milhões de toneladas de minério, consolidando a viabilidade econômica do empreendimento e abrindo caminho para a implantação industrial.

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Licenciamento ambiental foi concluído em maio

O início das operações ocorre após a concessão da Licença de Operação do Projeto Fosfato Três Estradas, emitida em 15 de maio no Palácio Piratini, em Porto Alegre.

O documento foi liberado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, com participação da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura e da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), concluindo uma etapa decisiva para o início da produção.

Produção inicial e expansão do complexo industrial

A produção inicial do Pampafos terá capacidade de até 150 mil toneladas por ano. A expectativa da empresa é produzir cerca de 70 mil toneladas ainda em 2026.

Com a implantação do novo complexo industrial previsto para Lavras do Sul em 2027, a capacidade produtiva poderá chegar a 300 mil toneladas anuais de fertilizantes fosfatados.

Esse volume é estimado para atender aproximadamente 15% da demanda de fertilizantes fosfatados do Rio Grande do Sul, fortalecendo a autonomia regional no fornecimento de insumos agrícolas.

Investimentos já somam R$ 230 milhões

Desde 2011, a Águia Fertilizantes já investiu cerca de R$ 230 milhões no desenvolvimento do projeto. Os recursos foram aplicados em pesquisas minerais, estudos ambientais, infraestrutura de mina, adequações industriais e no processo de licenciamento ambiental.

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Impacto para o agronegócio gaúcho

A entrada em operação do Pampafos representa um marco para a cadeia produtiva do agronegócio no Estado. Além de ampliar a oferta de fertilizantes fosfatados, o projeto contribui para o fortalecimento da indústria mineral e para a segurança no abastecimento de insumos essenciais à produção agrícola.

Com a expansão prevista, o Rio Grande do Sul passa a consolidar uma nova frente produtiva estratégica no setor de fertilizantes, com potencial de impacto direto na competitividade do campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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