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Índice global de alimentos fica estável em maio, com alta dos cereais e do açúcar

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O mercado global de alimentos apresentou estabilidade em maio, refletindo movimentos distintos entre os principais grupos de commodities agrícolas. Enquanto os preços dos cereais e do açúcar avançaram no período, as quedas registradas nos óleos vegetais e nos lácteos equilibraram o cenário, mantendo praticamente inalterado o indicador internacional de preços dos alimentos.

De acordo com o mais recente levantamento da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Índice de Preços dos Alimentos alcançou 130,8 pontos em maio, registrando leve recuo de 0,2% em relação ao mês anterior.

Na comparação com maio do ano passado, o indicador acumulou alta de 2,9%, demonstrando que os preços globais seguem acima dos níveis observados em 2025. Mesmo assim, o índice permanece cerca de 18% abaixo do recorde histórico registrado em março de 2022.

Cereais lideram as altas no mercado internacional

O principal destaque do mês foi o desempenho dos cereais. O índice do segmento atingiu 114,3 pontos, avanço de 2,6% frente a abril e crescimento de 4,9% na comparação anual.

A valorização foi impulsionada principalmente pelo mercado de trigo, que registrou seu quarto mês consecutivo de alta. Entre os fatores que sustentaram os preços estão as preocupações com a produção em importantes países exportadores e as condições desfavoráveis das lavouras de trigo de inverno nos Estados Unidos.

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Além das questões climáticas, o aumento dos custos de produção, especialmente com combustíveis e fertilizantes, também contribuiu para a elevação das cotações internacionais.

Milho segue sustentado por demanda aquecida e oferta mais ajustada

No mercado do milho, os preços continuaram encontrando suporte na forte demanda internacional e na oferta mais restrita em países estratégicos para o comércio global, como Brasil e Estados Unidos.

Outro fator de sustentação foi a valorização dos preços da energia, que fortalece a demanda por etanol de milho e amplia a competitividade do cereal no setor de biocombustíveis.

Os mercados de sorgo e cevada também registraram valorização, acompanhando o movimento dos grãos e refletindo a maior restrição de oferta observada para milho e trigo.

Já o arroz apresentou alta de 2,7% no mês, impulsionado por preocupações climáticas em regiões produtoras da Ásia e pelo aumento dos custos energéticos nos principais países exportadores.

Óleos vegetais registram primeira queda de 2026

Em sentido contrário, o índice de preços dos óleos vegetais recuou 4,6% em maio, encerrando uma sequência de altas observada desde o início do ano.

O indicador caiu para 185 pontos, pressionado principalmente pela desvalorização dos óleos de palma e de soja no mercado internacional.

Apesar disso, os preços dos óleos de canola e de girassol registraram avanços, amenizando parcialmente as perdas do segmento.

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Carnes permanecem estáveis e lácteos recuam

O mercado internacional de carnes apresentou comportamento praticamente estável. O índice do setor atingiu 130,5 pontos, com leve alta de apenas 0,1% em relação ao mês anterior.

Os produtos lácteos, por sua vez, registraram recuo de 0,5%, encerrando maio com 119,2 pontos, refletindo ajustes na demanda global e maior disponibilidade de alguns derivados.

Açúcar alcança maior nível em sete meses

Entre as commodities agrícolas acompanhadas pela FAO, o açúcar foi o destaque positivo do mês.

O índice avançou 7,5% em maio, alcançando 95,1 pontos, o maior patamar desde outubro de 2025.

A valorização foi impulsionada por preocupações relacionadas à oferta global e pelo comportamento dos mercados energéticos, fatores que continuam influenciando diretamente a dinâmica de preços do adoçante no comércio internacional.

Perspectivas para os próximos meses

A evolução das condições climáticas nos principais países produtores, o comportamento dos custos de energia e a definição das safras no Hemisfério Norte deverão continuar sendo os principais fatores de influência sobre os preços globais dos alimentos nos próximos meses.

A tendência é de manutenção da volatilidade nos mercados agrícolas, especialmente nos segmentos de cereais e açúcar, que seguem mais sensíveis às oscilações de oferta e demanda internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Sorgo avança no MATOPIBA e se consolida como alternativa estratégica para enfrentar desafios climáticos

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O sorgo está deixando de ser uma cultura complementar para assumir papel cada vez mais estratégico no agronegócio brasileiro. Impulsionado pela necessidade de adaptação às mudanças climáticas, pela busca por maior estabilidade produtiva e pelo crescimento da demanda por sistemas agrícolas mais eficientes, o cereal vem ampliando sua presença nas áreas agrícolas do MATOPIBA — região que engloba os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O potencial da cultura foi destaque na segunda edição do Momento Sorgo+, evento promovido pela Sementes Oilema em Barreiras (BA), que reuniu cerca de 200 participantes entre produtores rurais, pesquisadores, consultores e representantes do setor agropecuário.

Durante o encontro, especialistas discutiram tendências de mercado, desafios climáticos e os avanços da genética aplicada ao sorgo, reforçando o papel da cultura como uma das principais alternativas para reduzir riscos produtivos em regiões sujeitas a déficit hídrico.

Mudanças climáticas ampliam importância do sorgo

A crescente ocorrência de eventos climáticos extremos tem levado produtores a buscarem culturas mais resilientes e capazes de manter bons níveis de produtividade mesmo sob condições adversas.

Pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, o Dr. Flávio Dessaune destacou que o sorgo reúne características que o posicionam como uma das culturas mais promissoras para as próximas décadas.

Segundo ele, a elevada capacidade de adaptação, aliada à estabilidade produtiva, torna o cereal uma ferramenta importante para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas.

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A resistência ao estresse hídrico e a eficiência no uso da água fazem do sorgo uma alternativa especialmente atrativa para regiões onde as chuvas são mais irregulares, cenário cada vez mais comum em diversas áreas agrícolas do Brasil.

MATOPIBA lidera expansão da cultura

Considerada uma das principais fronteiras agrícolas do país, a região do MATOPIBA tem apresentado forte crescimento no cultivo de sorgo, especialmente como opção para a segunda safra.

Com janelas de plantio frequentemente marcadas por menor disponibilidade de água, o cereal surge como uma solução capaz de reduzir riscos sem comprometer a rentabilidade das propriedades.

Para Paulo Levinski, executivo comercial da Sementes Oilema, o sorgo não deve ser visto como concorrente do milho, mas como uma cultura complementar dentro do planejamento agrícola.

Segundo ele, a adoção do cereal permite ampliar a segurança produtiva, melhorar o aproveitamento das áreas agrícolas e gerar novas oportunidades de renda para os produtores.

Segunda safra impulsiona oportunidades

O avanço do sorgo também está relacionado à sua capacidade de se encaixar em sistemas produtivos cada vez mais intensivos e eficientes.

Produtores que já utilizam a cultura relatam ganhos importantes em estabilidade produtiva e diversificação de receitas. É o caso de Alan Juliani, agricultor que cultiva sorgo em sucessão à soja há mais de uma década.

Segundo ele, o sucesso da cultura está diretamente ligado ao planejamento adequado, ao posicionamento correto dentro da janela de plantio e ao manejo eficiente do solo.

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A experiência reforça uma das principais mensagens debatidas durante o evento: o potencial do sorgo está associado não apenas à genética, mas também à adoção de boas práticas agronômicas.

Demanda deve continuar crescendo

A perspectiva para os próximos anos é de fortalecimento do mercado de sorgo no Brasil.

Especialistas apontam que a busca por maior eficiência produtiva, sustentabilidade e resiliência climática deverá impulsionar o consumo do cereal tanto para alimentação animal quanto para outras aplicações industriais.

Além disso, a expansão da produção de proteínas animais no Brasil continua sustentando a demanda por grãos destinados à formulação de rações, segmento em que o sorgo ganha espaço como alternativa competitiva ao milho.

Cultura fortalece sustentabilidade no agronegócio

O crescimento do sorgo acompanha uma tendência global de desenvolvimento de sistemas agrícolas mais adaptados às novas condições climáticas.

Com menor exigência hídrica, elevada estabilidade produtiva e capacidade de integração em diferentes modelos de produção, o cereal vem se consolidando como uma ferramenta estratégica para garantir segurança alimentar, rentabilidade e sustentabilidade no campo.

Ao investir em pesquisa, genética e transferência de conhecimento, iniciativas como o Momento Sorgo+ reforçam o papel da inovação no fortalecimento de uma cadeia produtiva que ganha importância crescente dentro do agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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