Com intermediação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), representantes da plataforma global Civitatis participaram de uma rodada de negócios com operadores turísticos e municípios de Mato Grosso para ampliar a oferta de experiências do Estado no mercado mundial.
A reunião foi conduzida pela gerente de Destinos Brasil da Civitatis, Paula Menezes, que apresentou o funcionamento da plataforma e as possibilidades de comercialização de atrativos turísticos mato-grossenses para viajantes de diversos países.
Atualmente, Mato Grosso possui apenas duas experiências cadastradas na plataforma: um passeio de um dia ao Pantanal e outro para Nobres. A intenção da empresa é ampliar significativamente esse portfólio, incluindo novos roteiros de natureza, observação de fauna, turismo de aventura, sítios paleontológicos e experiências culturais.
Segundo Paula, a participação na feira surgiu justamente pela necessidade de ampliar a presença do Centro-Oeste no catálogo da empresa, que comercializa atividades turísticas para clientes da Europa, América Latina, México e outros mercados internacionais.
“Hoje temos uma grande procura pelo Brasil, principalmente por turistas interessados em ecoturismo e experiências ligadas à natureza. Quando olhamos para Mato Grosso, percebemos uma enorme lacuna entre o potencial do destino e o número de produtos disponíveis para venda. Viemos à FIT Pantanal para conhecer novas experiências e ajudar a colocar Mato Grosso na prateleira do mundo”, disse.
A executiva destacou que a intermediação da Sedec foi fundamental para viabilizar o encontro com empresários e representantes dos municípios. O primeiro contato ocorreu durante a WTM Latin America, em São Paulo, quando a equipe da Secretaria Adjunta de Turismo sugeriu a participação da empresa na FIT Pantanal.
“Foi a Sedec que abriu as portas para nós. A orientação foi vir para a FIT Pantanal, onde teríamos acesso aos principais destinos, operadores e profissionais do setor. E foi exatamente isso que aconteceu. Em poucas horas conseguimos conversar com empresas, descobrir novos produtos e identificar oportunidades que podem ser comercializadas internacionalmente”, afirmou.
O encontro reuniu cerca de 20 empresas do setor turístico e representantes de aproximadamente 15 municípios e entidades ligadas ao turismo. Durante as apresentações, a equipe da Civitatis identificou experiências já consolidadas e novos roteiros em desenvolvimento que podem integrar a plataforma nos próximos meses.
O secretário adjunto de Turismo da Sedec, Luís Carlos Nigro, destacou que aproximar operadores locais de grandes plataformas internacionais faz parte da estratégia do Governo do Estado para ampliar a visibilidade dos destinos mato-grossenses.
“Nosso papel é criar conexões e abrir portas para que os empreendedores do turismo tenham acesso a novos mercados. Mato Grosso possui experiências únicas e um potencial extraordinário, mas é preciso transformar esses atrativos em produtos comercializáveis. A presença da Civitatis na FIT Pantanal representa uma oportunidade concreta para colocar nossos destinos na vitrine global do turismo”, afirmou.
Fundada na Espanha há mais de duas décadas, a Civitatis é especializada na venda de passeios, visitas guiadas, ingressos e experiências turísticas em milhares de destinos ao redor do mundo. A empresa atua como uma vitrine internacional para operadores locais, conectando produtos turísticos a milhões de viajantes que utilizam a plataforma para planejar suas viagens.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.