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Preço do milho reage em Goiás e Minas Gerais, mas mercado segue travado com expectativa da safrinha

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O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, com preços levemente pressionados pela expectativa da entrada da segunda safra no mercado. Apesar do cenário de acomodação em grande parte do país, Goiás e Minas Gerais apresentaram valorização nas cotações devido às preocupações com perdas produtivas causadas pela estiagem.

Segundo análise da Safras & Mercado, o ritmo de negociações permanece lento. Os consumidores seguem abastecidos e realizam compras pontuais, sem demonstrar urgência para ampliar estoques. Do lado da oferta, os produtores mantêm posições firmes e ofertam o cereal em níveis considerados elevados, o que dificulta o fechamento de novos negócios.

Clima nos Estados Unidos pressiona mercado internacional

No mercado externo, as cotações do milho continuam pressionadas na Bolsa de Chicago. O principal fator é o clima favorável ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas, que reforça as perspectivas de uma safra robusta nos Estados Unidos.

Mesmo diante das oscilações do petróleo, que tendem a favorecer a demanda por etanol de milho, o mercado segue concentrado nas boas condições climáticas das áreas produtoras norte-americanas.

No Brasil, outro elemento que influencia a comercialização é o comportamento do dólar. A moeda norte-americana em níveis mais baixos reduz a atratividade das exportações e dificulta a formação de preços nos portos, limitando novas fixações para embarques futuros.

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Preços do milho apresentam estabilidade no Brasil

O preço médio da saca de milho no país foi cotado em R$ 61,22 no dia 3 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,25 registrados na semana anterior.

Entre as principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram comportamento misto:

  • Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca, estável;
  • Campinas (SP/CIF): R$ 65,50 por saca, queda de 1,50%;
  • Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca, sem alterações;
  • Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca, recuo de 1,92%;
  • Erechim (RS): R$ 69,00 por saca, alta de 2,22%;
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca, avanço de 1,69%;
  • Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca, valorização de 1,75%.

As maiores altas foram observadas justamente em Minas Gerais e Goiás, estados que enfrentaram impactos climáticos negativos durante o desenvolvimento da segunda safra.

Exportações de milho disparam em maio

As exportações brasileiras de milho registraram forte crescimento em maio, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Nos 20 dias úteis do mês, o país embarcou 250,449 mil toneladas do cereal, gerando receita de US$ 66,772 milhões. A média diária exportada foi de 12,522 mil toneladas, enquanto a receita média diária alcançou US$ 3,338 milhões.

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O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 266,60.

Na comparação com maio de 2025, os números mostram forte expansão:

  • Alta de 267,2% na receita média diária;
  • Crescimento de 543,4% no volume médio diário embarcado;
  • Queda de 42,9% no preço médio da tonelada exportada.

O desempenho reforça a competitividade do milho brasileiro no mercado internacional, mesmo diante da pressão cambial e das incertezas sobre a evolução da segunda safra no país.

Perspectivas para o mercado

A tendência de curto prazo para o milho continua atrelada ao avanço da colheita da safrinha. A entrada de maior volume do cereal no mercado tende a manter pressão sobre os preços em diversas regiões produtoras.

Por outro lado, eventuais revisões para baixo na produção, especialmente em áreas afetadas pela estiagem em Goiás e Minas Gerais, podem oferecer sustentação às cotações e limitar movimentos mais intensos de queda nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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