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PIB cresce acima do esperado, mas Rabobank prevê dólar a R$ 5,35 e mantém alerta para inflação e cenário fiscal

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A economia brasileira iniciou 2026 com desempenho acima das expectativas do mercado. Dados divulgados recentemente mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,1% no primeiro trimestre em relação aos três meses anteriores, resultado que sinaliza retomada da atividade econômica após um período de estabilidade.

Apesar do cenário positivo para o crescimento, analistas seguem atentos aos desafios que permanecem no radar, como inflação elevada, incertezas fiscais, mercado de trabalho em desaceleração e a perspectiva de valorização do dólar ao longo do ano.

Segundo avaliação do Rabobank, a combinação desses fatores deverá manter a volatilidade nos mercados financeiros e influenciar diretamente setores estratégicos da economia, incluindo o agronegócio brasileiro.

Setor de serviços lidera recuperação econômica

O desempenho do PIB foi sustentado principalmente pelo avanço do setor de serviços, que continua sendo o principal motor da economia nacional.

Na comparação anual, os serviços registraram crescimento de 2,1%, enquanto o avanço frente ao trimestre anterior foi de 0,5%.

Pela ótica da demanda, o destaque ficou para a recuperação do consumo das famílias. Após dois trimestres de resultados modestos, os gastos dos consumidores cresceram 1,7% na comparação anual e avançaram 1,0% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

O resultado reforça a resiliência da economia doméstica, mesmo diante do ambiente de juros elevados e crédito mais restrito.

Inflação segue como principal preocupação

Apesar da melhora na atividade econômica, a inflação continua sendo um dos principais desafios para o país.

O IPCA-15 de maio registrou alta de 0,62%, superando as projeções do mercado. Os maiores impactos vieram dos grupos de alimentação e energia elétrica, que continuam pressionando o orçamento das famílias brasileiras.

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Embora o índice tenha mostrado desaceleração em relação ao mês anterior, a inflação permanece acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central, reforçando a necessidade de cautela na condução da política monetária.

Para o agronegócio, o comportamento dos preços dos alimentos segue sendo um dos fatores mais relevantes, especialmente diante das recentes pressões nos mercados internacionais de energia e fertilizantes.

Contas públicas mostram melhora, mas desafios permanecem

Na área fiscal, o Governo Central apresentou resultado positivo em abril.

O superávit primário alcançou R$ 25,2 bilhões, impulsionado pelo crescimento das receitas em ritmo superior ao avanço das despesas.

O desempenho fortalece a busca pelo cumprimento das metas fiscais previstas para 2026 e ajuda a reduzir parte das preocupações do mercado em relação ao equilíbrio das contas públicas.

Ainda assim, especialistas destacam que o ambiente fiscal continuará sendo acompanhado de perto, principalmente devido às discussões sobre gastos públicos e ao cenário pré-eleitoral que começa a ganhar relevância para investidores.

Mercado de trabalho perde força

Os dados mais recentes do mercado de trabalho mostraram desaceleração na geração de empregos formais.

Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o Brasil criou 85,8 mil vagas com carteira assinada em abril. O resultado ficou abaixo das expectativas dos analistas e sinaliza uma possível moderação do ritmo de contratação observado nos meses anteriores.

Embora o saldo permaneça positivo, o dado reforça a percepção de que a atividade econômica ainda enfrenta obstáculos para acelerar de forma mais consistente.

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Rabobank projeta dólar mais alto até dezembro

Mesmo com a valorização recente do real, a expectativa do Rabobank é de que o dólar volte a ganhar força nos próximos meses.

A moeda norte-americana encerrou a semana passada cotada a R$ 5,0357, mas a projeção da instituição financeira aponta para um câmbio próximo de R$ 5,35 até o final de 2026.

Entre os fatores que sustentam essa estimativa estão a redução do diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, as incertezas fiscais domésticas e o aumento da cautela dos investidores em um ambiente marcado por riscos geopolíticos e proximidade do calendário eleitoral.

Agronegócio deve acompanhar câmbio e inflação de perto

Para o agronegócio brasileiro, a perspectiva de um dólar mais valorizado pode trazer efeitos mistos.

Por um lado, a alta da moeda americana tende a aumentar a competitividade das exportações agrícolas e fortalecer a receita dos produtores voltados ao mercado externo. Por outro, eleva os custos de insumos importados, como fertilizantes, defensivos e máquinas agrícolas.

Com inflação ainda pressionada, cenário internacional instável e expectativas de câmbio mais elevado, produtores rurais e empresas do setor deverão manter atenção redobrada ao planejamento financeiro e às estratégias de comercialização ao longo dos próximos meses.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Drones agrícolas ganham espaço no agro e exigem uso estratégico de adjuvantes para máxima eficiência no campo

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O uso de drones agrícolas no Brasil deixou de ser apenas uma inovação promissora para se consolidar como uma das principais ferramentas de transformação tecnológica no agronegócio. Com evolução constante em capacidade operacional, sistemas de pulverização e precisão de aplicação, os Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) ampliam espaço nas lavouras brasileiras e redefinem os padrões de eficiência no campo.

Impulsionado pela agricultura de precisão e pela busca por maior sustentabilidade operacional, o mercado de drones agrícolas registra crescimento acelerado no país, com taxas anuais de expansão em dois dígitos. A tecnologia já está presente tanto em grandes propriedades quanto em pequenas áreas produtivas, refletindo sua versatilidade e capacidade de adaptação a diferentes sistemas agrícolas.

Segundo Alexandre Gazoni, engenheiro agrônomo, especialista em aplicações agrícolas e diretor comercial da Sell Agro, os drones se consolidaram como uma solução estratégica para o setor.

“O drone é uma tecnologia que chegou para ficar. Ele vem evoluindo constantemente e hoje já atende desde culturas anuais até sistemas perenes e silvopastoris, com aplicações cada vez mais assertivas”, afirma.

Soja, milho e algodão lideram avanço dos drones agrícolas

Atualmente, culturas como soja, milho e algodão concentram grande parte das operações com drones no Brasil. No entanto, o avanço da tecnologia já alcança também lavouras perenes, incluindo café, oliveira e noz-pecã.

Um dos principais diferenciais do equipamento está na capacidade de atuação em áreas onde máquinas terrestres enfrentam dificuldades operacionais, como regiões alagadas, terrenos inclinados e áreas de acesso restrito.

“Em uma área alagada, muitas vezes é preciso esperar o solo secar para entrar com máquinas. Nesse intervalo, a praga pode causar danos significativos. Com o drone, é possível agir rapidamente e evitar perdas”, destaca Gazoni.

Além da acessibilidade, a agilidade operacional tem sido determinante para acelerar a adoção da tecnologia. O uso de drones permite intervenções rápidas mesmo em condições adversas, reduzindo o tempo de resposta em operações fitossanitárias e aumentando a eficiência no controle de pragas e doenças.

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Pulverização com drones reduz perdas e preserva produtividade

Outro benefício relevante está na redução das perdas mecânicas provocadas pelo tráfego de máquinas nas lavouras. Na cultura da soja, por exemplo, a substituição de pulverizadores terrestres por drones pode evitar o amassamento de plantas e preservar até cinco sacas por hectare em determinadas fases do cultivo.

“O drone permite preservar a lavoura em momentos críticos, como na dessecação, pois evitar o tráfego de máquinas nesse período pode fazer diferença direta no resultado produtivo”, explica o especialista.

Em áreas próximas a comunidades e regiões com restrições operacionais para aviação agrícola convencional, os drones também ampliam as possibilidades de aplicação. Por possuírem regras operacionais distintas, os VANTs conseguem atuar com maior proximidade e precisão, garantindo melhor cobertura fitossanitária.

Adjuvantes se tornam essenciais nas aplicações com VANTs

Com o avanço das pulverizações em ultrabaixa vazão, os adjuvantes passaram a desempenhar papel ainda mais estratégico nas aplicações realizadas por drones agrícolas.

Esses produtos auxiliam na proteção das gotas pulverizadas, reduzem perdas por evaporação e deriva, além de melhorar a absorção dos defensivos pelas plantas.

“O adjuvante é fundamental porque protege a gota e permite que o produto chegue com mais precisão ao alvo. Ele reduz perdas para a atmosfera e aumenta a eficiência das pulverizações”, afirma Gazoni.

Segundo o especialista, o uso correto de adjuvantes favorece maior cobertura foliar, melhora a translocação dos ativos e reduz riscos de fitotoxicidade, especialmente em cenários climáticos adversos.

“O produto adequado ajuda a manter a gota viável por mais tempo, reduzindo evaporação e protegendo contra fatores como vento e radiação ultravioleta. Isso garante que uma maior concentração da calda atinja a planta”, complementa.

Eficiência técnica ainda é desafio nas aplicações com drones

Apesar da rápida expansão da tecnologia, o setor ainda enfrenta desafios importantes para garantir elevada qualidade técnica nas aplicações agrícolas com drones.

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O principal deles é equilibrar a eficiência operacional proporcionada pelos VANTs com o desempenho agronômico tradicionalmente obtido em pulverizações motorizadas com maiores volumes de calda.

“O desafio é equilibrar a eficiência operacional do VANT com a qualidade técnica da aplicação. Isso passa, necessariamente, pela regulagem correta, escolha adequada de adjuvantes e manejo das condições climáticas”, ressalta Gazoni.

Entre os erros mais frequentes nas operações, o especialista cita falhas na regulagem do tamanho de gotas, velocidade inadequada de aplicação e escolha incorreta de adjuvantes — fatores que podem comprometer diretamente a eficiência das pulverizações.

Mercado de drones agrícolas deve crescer ainda mais nos próximos anos

A expectativa do setor é de forte expansão do uso de drones agrícolas nos próximos anos, acompanhada pelo desenvolvimento de novas tecnologias voltadas para aplicações em ultrabaixa vazão, proteção molecular e estabilização de misturas.

A tendência aponta para operações cada vez mais eficientes, utilizando menores volumes de calda sem comprometer a eficácia agronômica.

“A tendência é trabalhar com volumes cada vez menores, mas com alta eficiência. Para isso, o uso do adjuvante correto será ainda mais estratégico. Já existem tecnologias sendo desenvolvidas com foco nesse cenário”, conclui o diretor da Sell Agro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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