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Prefeitura fiscaliza descarte irregular de água servida e esgoto no Ribeirão do Lipa

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A Prefeitura de Cuiabá realizou ação de fiscalização para apurar denúncias de despejo irregular de água servida e esgoto em vias públicas do bairro Ribeirão do Lipa. A operação conjunta envolveu equipes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), da Vigilância Sanitária e da Secretaria Municipal de Segurança Pública, com foco em denúncias relacionadas ao descarte irregular de produtos químicos na região, nesta terça-feira (2).

Durante a vistoria, os fiscais identificaram irregularidades em três estabelecimentos localizados na mesma via: um lava-jato, um mercado e um restaurante. O lava-jato foi autuado e recebeu prazo para regularizar a situação. O mercado já havia sido autuado anteriormente pela Vigilância Sanitária pelos mesmos problemas. Já o restaurante estava fechado no momento da fiscalização e será vistoriado novamente durante o horário de funcionamento.

A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, destacou que o lava-jato já vinha sendo monitorado pelo município há alguns anos. Ela alertou que o descarte irregular de esgoto, água servida e substâncias potencialmente poluentes em vias públicas configura infração sanitária e ambiental.

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“Especificamente nesta rua, existe um lava-jato que vem sendo fiscalizado pela Prefeitura de Cuiabá desde 2023. Recentemente, em maio, houve uma fiscalização da Polícia Militar Ambiental, que constatou as mesmas irregularidades verificadas hoje. O proprietário foi autuado pelas irregularidades encontradas e terá prazo para cessar imediatamente as práticas inadequadas e adotar as providências necessárias para a regularização”, declarou a secretária.

Segundo Juliana Palhares, além das questões ambientais e sanitárias, o despejo irregular de água servida tem contribuído para o agravamento das condições da via, dificultando a mobilidade dos moradores.

“Essa rua necessita de uma intervenção da Secretaria Municipal de Obras. Porém, antes disso, era necessário interromper esse despejo irregular de água que vem ocorrendo por parte de alguns estabelecimentos. A medida permitirá que a Secretaria de Obras execute as melhorias necessárias”, explicou.

O gerente de Fiscalização da Vigilância Sanitária, Nicolas Bosco, informou que, durante a vistoria, não foram encontrados indícios de descarte de produtos químicos no local. Ele também destacou que o mercado da esquina já foi autuado por irregularidades sanitárias e pelo lançamento de efluentes na via pública. Já o restaurante será fiscalizado quando estiver em funcionamento.

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“Vamos verificar as condições de descarte dos efluentes, a regularidade do alvará sanitário e o cumprimento das boas práticas de manipulação de alimentos”, explicou.

A Secretaria Municipal de Ordem Pública também irá oficiar o Cuiabá Regula para que articule, junto à Águas Cuiabá, a elaboração de um cronograma para a implantação da rede de esgoto na Avenida Mário Palma, localizada no bairro Ribeirão do Lipa.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Raízen reduz moagem de cana em quase 10% na safra 2025/26, mas amplia produção de açúcar e etanol de segunda geração

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A Raízen, uma das maiores produtoras de açúcar, etanol e bioenergia do mundo, encerrou a safra 2025/26 (abril de 2025 a março de 2026) com uma moagem de 70,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, volume 9,8% inferior ao registrado no ciclo anterior, quando foram processadas 78,2 milhões de toneladas.

Segundo a companhia, o desempenho foi impactado principalmente pelas condições climáticas adversas ao longo da safra, que reduziram a disponibilidade de matéria-prima e afetaram a produtividade agrícola dos canaviais. Além dos efeitos do clima, decisões estratégicas relacionadas à otimização dos ativos industriais também contribuíram para a retração do volume processado.

Clima reduziu oferta de cana

Em comunicado ao mercado, a Raízen informou que a principal razão para a queda da moagem foi o impacto das condições climáticas registradas durante o ano-safra.

A empresa estima que a menor produtividade agrícola provocou uma redução de aproximadamente 900 mil toneladas de cana disponível para processamento, refletindo os desafios enfrentados pelos canaviais em diferentes regiões produtoras.

A menor oferta de matéria-prima confirma os efeitos das adversidades climáticas sobre o setor sucroenergético brasileiro, que também atingiram outros produtores ao longo da temporada.

Estratégia operacional também reduziu o volume processado

Além do clima, a Raízen destacou que parte da redução da moagem decorreu de decisões estratégicas voltadas à otimização do portfólio de ativos.

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Entre as medidas adotadas estão:

  • venda de aproximadamente 2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar;
  • hibernação da usina MB, paralisada desde novembro de 2024 e sem operação durante a safra 2025/26;
  • hibernação da usina Santa Elisa, que interrompeu as atividades em julho de 2025.

De acordo com a companhia, desconsiderando esses efeitos extraordinários, a moagem teria alcançado 69,2 milhões de toneladas, o que representaria uma retração mais moderada, de 3,9% em relação à safra anterior.

Mix priorizou açúcar para aumentar rentabilidade

Mesmo diante da menor moagem, a Raízen manteve sua estratégia de direcionar uma parcela maior da cana para a fabricação de açúcar, aproveitando as condições mais favoráveis do mercado internacional.

Na safra 2025/26, o mix de produção ficou em:

  • 53% destinado ao açúcar
  • 47% destinado ao etanol

No ciclo anterior, a divisão havia sido equilibrada, com 50% para açúcar e 50% para etanol.

Segundo a companhia, a alteração do mix acompanhou sua estratégia de maximização de rentabilidade, sustentada pelos preços previamente fixados para o açúcar e pela qualidade da matéria-prima disponível durante a safra.

Produção de etanol de segunda geração avança

Outro destaque apresentado pela empresa foi a evolução da produção de etanol de segunda geração (E2G).

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A Raízen informou que os volumes produzidos cresceram na comparação anual, impulsionados pela estabilização operacional das unidades de:

  • Bonfim;
  • Univalem;
  • Barra.

O desempenho dessas plantas reforça a estratégia da companhia de ampliar a produção de biocombustíveis de maior valor agregado, utilizando resíduos da cana-de-açúcar como matéria-prima e contribuindo para a expansão da oferta de combustíveis renováveis de baixa emissão de carbono.

Perspectivas para o setor sucroenergético

O resultado da safra 2025/26 evidencia os desafios enfrentados pelo setor sucroenergético brasileiro diante das oscilações climáticas, que vêm afetando a produtividade dos canaviais em diversas regiões do país.

Ao mesmo tempo, a decisão da Raízen de ampliar a participação do açúcar no mix de produção demonstra a busca por maior rentabilidade em um cenário de preços internacionais mais atrativos, enquanto os investimentos em etanol de segunda geração reforçam a estratégia de diversificação e fortalecimento da matriz de biocombustíveis.

Mesmo com a redução na moagem, a companhia mantém o foco na eficiência operacional, na otimização de ativos industriais e na expansão de tecnologias voltadas à produção de energia renovável, consolidando sua posição entre as principais empresas do agronegócio e do setor sucroenergético brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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