O programa Vigia Mais MT, do Governo de Mato Grosso, foi apresentado no encontro GovBrasil 2026, em São Paulo, como exemplo de política pública que já contribuiu para reduzir em até 80% os roubos de veículos em municípios atendidos pelo videomonitoramento. ¿
Além de ajudar na redução dos crimes, as câmeras do Vigia já ajudaram a recuperar 700 veículos roubados e furtados, o que representa um valor estimado em R$ 24 milhões em bens devolvidos à sociedade. O videomonitoramento também foi fundamental na prisão de cerca de 280 foragidos da justiça, por meio do sistema de reconhecimento facial e de identificação de placas de veículos ocupados por criminosos.
O GovBrasil 2026, que encerrou nesta quinta-feira (28.5), ocorreu em São Paulo e reuniu gestores de todo o país para compartilhar e debater modelos de gestão para as diversas áreas da administração pública.
Sob o título: ‘Tecnologia, Integração e Inteligência em Tempo Real – Mato Grosso já vive a nova era da Segurança Pública’, a secretária de Segurança Pública de Mato Grosso, coronel Susane Tamanho, expôs o quanto e como o emprego da tecnologia e da inteligência policial auxiliam as forças de segurança na prevenção de crimes, policiamento das ruas e produção de provas criminais.
“Temos a tecnologia como grande aliada das forças de segurança pública em Mato Grosso. E quando falamos que já vivemos a nova era da segurança, mostramos, com resultados efetivos, o quanto a integração do trabalho dos policiais com os recursos tecnológicos e o monitoramento em tempo real tem transformado as ações de segurança pública em nosso estado”, analisa a secretária.
O programa
Lançado em março de 2023, o Vigia Mais está presente nos 142 municípios, em 134 deles por meio de parcerias com as prefeituras e nos demais com as câmeras instaladas nas escolas públicas estaduais. A Sesp já entrou 21.300 câmeras de e faz o monitoramento das imagens em tempo real através do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciosp), em Cuiabá, e de centrais instaladas por parceiros em municípios e unidades policiais.
O programa funciona nos sistemas de parcerias firmadas com prefeituras, instituições públicas, empresas privadas, associações, sindicatos e outras entidades jurídicas. A Sesp cede as câmeras de monitoramento sem custo. Os parceiros ficam responsáveis pela instalação e manutenção das câmeras e a segurança atua no monitoramento e armazenamento das imagens em nuvem.
Dentre as tecnologias entregues câmeras fixas com alcance de até 2,5 km e modo noturno, Speed Dome, capaz de gravar panoramas com 360 graus e OCR, que faz leitura de caracteres de veículos.
A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Chapada dos Guimarães (a 65 quilômetros de Cuiabá) recomendou a suspensão imediata da admissão de novos pacientes no Centro de Tratamento Vida Serena Premier após identificar indícios de irregularidades no funcionamento da unidade. A medida foi adotada no âmbito de um inquérito civil instaurado para apurar supostas irregularidades na clínica, que atende pessoas com transtornos mentais e dependência química. As investigações começaram após denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso. A apuração integra ações do projeto Escuta Pró-Ativa, coordenado pela ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, que realiza visitas técnicas para verificar as condições de atendimento em unidades de acolhimento e tratamento. Neste ano, o projeto já promoveu fiscalizações em penitenciárias de Cuiabá e Várzea Grande, além de comunidades terapêuticas e clínicas localizadas em Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Durante as inspeções, relatórios técnicos apontaram possíveis inconsistências entre o licenciamento da unidade e as atividades efetivamente desenvolvidas no local. Em inspeção realizada na instituição, foram identificados cerca de 43 pacientes acolhidos. Também foram constatadas possíveis inadequações estruturais e indícios da realização de procedimentos típicos de unidades médico-hospitalares. De acordo com a promotoria, a fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) constatou que a unidade realiza internações voluntárias, involuntárias e compulsórias. O relatório também apontou incompatibilidades entre os serviços prestados e o licenciamento sanitário então vigente, além de outras inconformidades administrativas e técnicas. O Ministério Público também constatou, durante a inspeção, a ausência de licença sanitária válida para o funcionamento da clínica. Conforme o procedimento, o alvará anteriormente apresentado perdeu a vigência e, até o momento, não houve comprovação da obtenção de uma nova autorização. Para o promotor de Justiça Leandro Volochko, a medida tem caráter preventivo e busca garantir a proteção dos pacientes. “Nosso objetivo é resguardar a saúde e a segurança das pessoas acolhidas enquanto os órgãos competentes analisam a regularidade do funcionamento da unidade e das atividades desenvolvidas no local”, destacou. Além da recomendação para suspender novas internações, a Promotoria requisitou informações sobre os pacientes atualmente acolhidos e determinou o envio de ofícios à Vigilância Sanitária e ao CRM-MT para a realização de novas fiscalizações.
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