O Centro de Referência Paralímpico da Universidade do Estado de Mato Grosso (CRP-Unemat) conquistou 21 medalhas no Meeting Paralímpico Loterias Caixa e dominou o primeiro pódio da história do tiro com arco paralímpico do Estado. As competições, que abriram o calendário oficial das modalidades, foram realizadas no dia 23 de maio, em Cuiabá.
O 1º Encontro de Tiro com Arco Paralímpico de Mato Grosso marcou o nascimento oficial da modalidade de forma organizada no Estado, reunindo os centros de referência da Unemat e da Capital.
A disputa pelo título foi decidida na “flecha de ouro” e terminou com o pódio integralmente ocupado por atletas do CRP-Unemat: Neuzeli Mendes Barbalho: Campeã, Ricardo Costa Pereira Marta: 2º lugar e Daniel da Silva: 3º lugar.
A campeã Neuzeli destacou o valor da experiência para além do resultado. “Estou muito feliz pelo resultado e pela participação”, afirmou a atleta, ressaltando que o torneio serviu para entender a dinâmica emocional das competições e planejar a preparação para os próximos desafios.
Na pista, a delegação do CRP-Unemat encerrou a etapa do Meeting Paralímpico com 12 medalhas de ouro, 6 de prata e 3 de bronze. O evento serve como preparação estratégica para as etapas e torneios nacionais da temporada.
Para o coordenador do Centro de Investigação em Pedagogia do Esporte e Educação Física (Cipeef), professor Riller Reverdito, o protagonismo da instituição consolida o papel da universidade pública.
A Polícia Civil, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região (Crefito-9) e a Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá realizaram, na manhã dessa quinta-feira (18.06), uma ação conjunta de fiscalização, que constatou o exercício ilegal da profissão de um terapeuta ocupacional em uma clínica localizada no bairro Altos do Coxipó, em Cuiabá.
A fiscalização foi desencadeada após o Crefito-9 receber uma denúncia informando que um homem, de 54 anos, estaria se apresentando como terapeuta ocupacional e realizando atendimentos, principalmente de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sem possuir formação ou habilitação legal para o exercício da profissão.
A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor foi acionada e, durante as diligências, a equipe da Decon e fiscais do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional verificaram que o suspeito não possui registro profissional nem formação compatível com a atividade exercida. Segundo os levantamentos iniciais, ele realizava atendimentos em uma clínica improvisada instalada em imóvel residencial, divulgando e oferecendo serviços típicos da terapia ocupacional.
Além das irregularidades relacionadas ao exercício profissional, a Vigilância Sanitária Municipal constatou que o estabelecimento funcionava sem Alvará Sanitário e sem outras autorizações obrigatórias para o exercício da atividade, tendo sido lavrado termo de notificação para regularização. Os fiscais também identificaram indícios de que o local não possuía estrutura adequada para o atendimento especializado de pacientes, especialmente crianças.
No decorrer da fiscalização, foram encontrados documentos relacionados aos atendimentos realizados. Entre eles, uma nota fiscal emitida pela prestação de serviços de terapia ocupacional no valor de R$ 15.360.
Outro aspecto que chamou a atenção das equipes foi a suspeita de que parte dos atendimentos pudesse estar relacionada a pacientes beneficiados por decisões judiciais que determinam ao Poder Público o custeio de tratamentos especializados. A hipótese será apurada pela Polícia Civil no decorrer das investigações.
O delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, destacou que a atuação integrada dos órgãos de fiscalização é fundamental para proteger consumidores e pacientes, especialmente crianças em situação de vulnerabilidade.
“Estamos tratando de uma atividade que exige formação específica, capacitação técnica e registro profissional. Quando alguém se apresenta falsamente como profissional da saúde, além de colocar em risco a segurança dos pacientes, compromete a confiança da população nos serviços especializados”, ressaltou.
A Polícia Civil instaurou procedimento policial para apurar a prática de exercício ilegal da profissão, bem como eventual crime contra a fé pública, uso de documento falso ou outras infrações que venham a ser identificadas durante as investigações.
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