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Saúde de Cuiabá promove capacitação e prevenção para reforçar combate ao câncer de boca

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Secretaria Adjunta de Saúde Bucal, intensificou neste mês as ações alusivas ao Maio Vermelho, campanha voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce do câncer de boca. Entre as iniciativas realizadas estão capacitações para profissionais da rede municipal e atendimentos preventivos à população na região central da capital.

Profissionais da saúde participaram de uma grande palestra na UNIC Beira Rio, ministrada pelo professor Paulo Santos, referência nacional na área. A qualificação reuniu dentistas e demais profissionais da rede municipal para aprofundar conhecimentos sobre identificação precoce das lesões bucais, diagnóstico diferencial, biópsias e encaminhamentos adequados dos pacientes.

A capacitação faz parte da estratégia da Secretaria Municipal de Saúde para fortalecer o atendimento especializado e garantir que os casos suspeitos sejam identificados ainda nas fases iniciais da doença, aumentando significativamente as chances de cura.

Dados apresentados durante a palestra mostram a gravidade do cenário mundial do câncer oral. Atualmente, cerca de 388 mil novos casos são registrados no mundo, com aproximadamente 188 mil mortes relacionadas à doença. O Brasil está entre os cinco países mais afetados pelo câncer oral, que acomete principalmente homens brancos entre 50 e 65 anos.

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A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou a importância da qualificação permanente das equipes para garantir diagnósticos mais rápidos e eficazes.

“Quando o câncer de boca é identificado precocemente, as chances de sucesso no tratamento aumentam significativamente. Por isso, estamos investindo na capacitação dos profissionais da nossa rede, para que saibam reconhecer sinais suspeitos e encaminhar corretamente os pacientes, evitando atrasos no diagnóstico e no início do tratamento”, afirmou.

Paralelamente à capacitação, a Secretaria Adjunta de Saúde Bucal também promoveu, ao longo desta semana, ações preventivas na Praça Alencastro, na região central da capital. Dentistas especializados realizaram avaliações odontológicas gratuitas na população com foco na identificação de possíveis lesões bucais.

Nos casos suspeitos identificados durante os atendimentos, os pacientes já saíram da ação com data e horário agendados para realização de biópsia, agilizando o acesso ao diagnóstico especializado.

A secretária adjunta de Saúde Bucal, Cristhiane Leite, ressaltou que o objetivo das ações é aproximar o diagnóstico da população e ampliar a conscientização sobre os sinais da doença.

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“O câncer de boca pode ser visualizado com facilidade, mas muitas vezes passa despercebido. Nosso trabalho é justamente qualificar os profissionais e conscientizar a população para que qualquer alteração suspeita seja investigada rapidamente. O diagnóstico precoce salva vidas”, enfatizou.

Entre os principais sinais de alerta para o câncer de boca estão feridas que não cicatrizam, manchas avermelhadas ou esbranquiçadas, nódulos, sangramentos e dificuldades para mastigar ou falar. A Secretaria Municipal de Saúde reforça a orientação para que a população procure atendimento odontológico ao perceber qualquer alteração persistente na cavidade oral.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Preço baixo do arroz ameaça sustentabilidade da cadeia e acende alerta para produtores e indústrias

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A redução do preço do arroz ao consumidor tem ampliado as preocupações sobre o equilíbrio econômico da cadeia produtiva. Apesar de beneficiar temporariamente os consumidores, valores muito baixos podem pressionar produtores, indústrias e distribuidores quando deixam de acompanhar os custos acumulados ao longo do processo de produção e comercialização.

Segundo Sergio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, o principal desafio do setor arrozeiro não está em vender cada vez mais barato, mas em garantir uma cadeia sustentável, capaz de manter qualidade, investimentos e segurança no abastecimento.

“O preço baixo nas prateleiras pode esconder desequilíbrios importantes entre o valor recebido pelo produto e todos os custos envolvidos até a chegada ao consumidor final”, avalia o executivo.

Custos de produção e processamento pressionam margens do arroz

O arroz beneficiado envolve uma série de etapas antes de chegar ao varejo. O processo inclui aquisição do arroz em casca, beneficiamento, classificação, embalagem, transporte, impostos, armazenagem e despesas comerciais.

Quando o preço final não cobre adequadamente esses custos, a pressão financeira acaba sendo distribuída entre os diferentes elos da cadeia, reduzindo margens e limitando investimentos.

De acordo com a avaliação do setor, o problema não está nas empresas que conseguem reduzir custos por meio de tecnologia, gestão eficiente e ganhos de produtividade. O alerta está relacionado a disputas comerciais baseadas exclusivamente em preços baixos, sem considerar a estrutura necessária para manter a atividade.

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Arroz depende de uma cadeia produtiva estruturada

Antes de chegar à mesa do consumidor, o arroz percorre uma longa trajetória que envolve diversas etapas:

  • preparo e manejo das lavouras;
  • irrigação e tratos culturais;
  • colheita;
  • secagem;
  • armazenagem;
  • classificação dos grãos;
  • beneficiamento;
  • embalagem;
  • transporte e distribuição.

Cada fase exige investimentos, mão de obra, equipamentos e planejamento para garantir qualidade e regularidade no fornecimento.

A redução contínua da rentabilidade pode comprometer a capacidade das empresas de modernizar instalações, investir em tecnologia e manter padrões elevados de produção.

Margens menores podem afetar inovação e competitividade do setor

A perda de rentabilidade por períodos prolongados representa um risco para a estrutura da cadeia arrozeira. Empresas com histórico de atuação no mercado podem enfrentar dificuldades para renovar equipamentos, ampliar eficiência operacional e acompanhar novas demandas dos consumidores.

Além disso, produtores rurais podem ser impactados pela menor capacidade de investimento em tecnologia, manejo e aumento de produtividade.

Para especialistas, a sustentabilidade do setor depende de um equilíbrio entre preço competitivo e remuneração adequada para todos os participantes da cadeia.

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Mudança no consumo aumenta desafios para o mercado de arroz

A pressão sobre o setor ocorre em um cenário de transformação dos hábitos alimentares dos consumidores.

O avanço dos alimentos ultraprocessados, mudanças nas preferências nutricionais e a redução do consumo de carboidratos associada ao uso crescente de medicamentos para controle de peso também influenciam a demanda por arroz.

Diante desse ambiente, o setor busca alternativas para estimular o consumo e fortalecer o posicionamento do produto no mercado.

Eficiência e agregação de valor são caminhos para o futuro do arroz

A avaliação da cadeia produtiva é que a competitividade do arroz não deve depender apenas da redução de preços, mas principalmente de ganhos de eficiência, diferenciação e valorização do produto.

Estratégias como inovação, melhoria da produtividade, fortalecimento das marcas e comunicação com o consumidor podem contribuir para recuperar demanda e garantir maior estabilidade ao mercado.

O desafio do setor arrozeiro é construir um modelo sustentável, no qual produtores, beneficiadores, varejistas e consumidores sejam atendidos sem comprometer a continuidade da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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