Saúde

Ministério da Saúde reúne parceiros para discutir temas de pesquisa do Proadi-SUS para os próximos três anos

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Ciência e gestão de mãos dadas para planejar os temas de pesquisa direcionados para a saúde pública, que atendam às necessidades e os desafios do Sistema Único de Saúde (SUS). Foi para ampliar esse propósito que o Ministério da Saúde reuniu em Brasília, no dia 15 de maio, gestores, representantes das secretarias da pasta e os parceiros do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), para levantar temas de pesquisas a serem desenvolvidas no triênio 2027/2029.

O encontro foi organizado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) e, na abertura, a secretária Fernanda De Negri destacou que o planejamento de uma agenda de pesquisa estruturante, de grande porte, que envolva vários hospitais e parcerias é fundamental para construir respostas e superar os desafios do SUS. “Podemos desenvolver uma agenda de pesquisa, na qual a ciência ajude a gente a resolver os grandes desafios que estão colocados para a sustentabilidade de um sistema como o SUS”, ressaltou De Negri, em mensagem de vídeo exibida na abertura do evento.

O objetivo do programa é atender as demandas da saúde pública tanto na esfera federal quanto estadual e municipal, de forma que as pesquisas científicas possam orientar os investimentos, ofereçam tratamentos mais modernos, serviços qualificados e as inovações cheguem ainda mais à população em todo o país. Assim, participaram da oficina instituições que integram o Proadi-SUS, bem como entidades que compõem o Comitê Gestor do Programa, como o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

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Nesse contexto, o secretário-adjunto da SCTIE, Eduardo Jorge Valadares Oliveira, reforçou que o Proadi-SUS tem se destacado como um instrumento de fomento bem-sucedido, exatamente por focar nas demandas concretas de cada região do país, traduzindo a ciência em resultados práticos.

“Diante da transição tecnológica que vem acontecendo nos últimos anos, essa oficina ocorre em um momento muito oportuno porque já no início temos a oportunidade de discutir o que fazer e olhar os projetos de forma integrada, em uma lógica de rede. Dessa forma, conseguimos construir ações que possam apoiar os verdadeiros operadores do sistema, que estão lá na ponta nos estados e nos municípios”, afirmou.

Entre os temas de pesquisa, ganham destaque:

  • Transformação digital e Inteligência Artificial;
  • Mudanças climáticas e impactos no SUS;
  • Genômica e Saúde de Precisão;
  • Envelhecimento populacional;
  • Pesquisa clínica de interesse do SUS;
  • Linhas de cuidado e plataformas para doenças crônicas.

Conheça o Proadi-SUS

Criado em 2009, o programa é financiado com recursos de imunidade tributária concedidos a hospitais sem fins lucrativos e que são referência em qualidade médico-assistencial. Esses hospitais filantrópicos executam serviços ambulatoriais e hospitalares não remunerados para a população, além de projetos de apoio em áreas como pesquisa de interesse público, avaliação de tecnologia em saúde, capacitação de recursos humanos e Desenvolvimento de técnicas e operações em gestão de serviços de saúde.

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Atualmente, participam do Proadi-SUS: AC Camargo Cancer Center, Einstein Hospital Israelita, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, Hospital do Coração (HCor), Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês.

Embora os hospitais de excelência estejam concentrados majoritariamente nas regiões Sul e Sudeste, há esforço conjunto do Ministério da Saúde e das instituições parceiras para ampliar a capilaridade nacional das pesquisas, que envolvam o território e a gestão local nas suas fases de planejamento e implementação. Essa estratégia permite maior representatividade populacional e regional.

 No triênio vigente (2024/2026), foram aprovados 44 projetos que receberam aproximadamente R$ 640 milhões em investimentos. As iniciativas contemplam temas para o fortalecimento da ciência, tecnologia e inovação em saúde, com destaque para genômica e saúde de precisão, oncologia, cardiologia, doenças raras, saúde digital, resistência aos antimicrobianos, produtos de terapias avançadas, pesquisa clínica multicêntrica e políticas informadas por evidências.

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Brasil envia vacinas à Venezuela para resposta aos terremotos

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Uma remessa com 350 mil doses de vacinas foi enviada neste sábado (4) à Venezuela para apoiar as ações de resposta em saúde após os terremotos que atingiram o país. A carga reúne 100 mil doses da vacina contra febre amarela e 250 mil doses da vacina contra raiva canina, destinadas ao controle de doenças em emergências.

A manutenção de estoques de vacina e continuidade da vacinação é elemento importante para proteger a população da disseminação de doenças em momento de fragilidade do sistema de saúde em meio ao desastre. As vacinas enviadas não impactam o abastecimento no SUS.

O transporte foi realizado em voo humanitário com previsão de chegada neste domingo na Venezuela para sua distribuição. A aeronave foi disponibilizada pela companhia aérea Gol, com intermediação da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores.

Até agora, foram encaminhadas à Venezuela aproximadamente 7,1 toneladas de medicamentos e insumos estratégicos, entre eles antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, soluções injetáveis, seringas, luvas, máscaras, gazes, ataduras e dispositivos para infusão.

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Edjalma Borges
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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