O trabalho de assistência técnica desenvolvido pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (Seaf-MT), tem transformado a realidade de produtores da agricultura familiar em diversas regiões de Mato Grosso. No município de Bom Jesus do Araguaia, o sítio Recanto Feliz é um dos exemplos de como os investimentos em assistência técnica, incentivo à diversificação e apoio à produção têm fortalecido as famílias no campo.
Aos 23 anos, o jovem produtor Pedro Henrique Oliveira Quixabeira decidiu apostar no cultivo do café como alternativa para diversificar a renda da família. Morador do sítio Recanto Feliz, ele teve o projeto de implantação da lavoura validado pela Empaer e foi contemplado com um kit de irrigação e 3.300 mudas de café.
“Meu pai está apoiando a ideia que tive de iniciar o plantio de café. Comecei com esse experimento em um hectare e vamos nos dedicar para que possamos diversificar a produção aqui no sítio. Aqui posso contar com o apoio da assistência técnica da Empaer; o agrônomo Aldemir nos ajuda bastante”, destacou Pedro Henrique.
Segundo o jovem produtor, além de ampliar as oportunidades dentro da propriedade, o projeto também pode gerar novas possibilidades para outras famílias da comunidade.
“Futuramente, com a minha produção, vou poder ajudar oferecendo mão de obra. Temos também outros produtores que estão iniciando. Fomos provocados pelo técnico da Empaer, recebemos suporte da Seaf e estou bem animado”, afirmou.
O técnico da Empaer, Aldemir, explica que a iniciativa começou após debates com a Secretaria Municipal de Agricultura para introduzir o cultivo do café na região.
“Inicialmente, tivemos uma conversa com o secretário de Agricultura do município e trabalhamos a ideia de introduzir o plantio de café aqui na região. Depois, fomos em busca de famílias interessadas na cultura, e três famílias foram selecionadas a partir do projeto que auxiliamos”, relatou.
De acordo com ele, a ação contou com apoio integrado entre Estado e município para garantir a implantação das lavouras.
“Conseguimos as mudas com a Seaf e, anteriormente, já tínhamos conseguido os kits de irrigação. Ao todo, foram 10 kits de irrigação. Em parceria com a prefeitura, conseguimos atendimento com trator, calcário e, em alguns locais, construímos reservatórios. A implantação deu muito certo”, explicou.
Neste primeiro momento, os produtores estão cultivando as variedades de café clone robusta 06 e 08. “Aqui temos três produtores, cada um plantou um hectare de café, e logo vamos plantar em outras duas propriedades”, destacou Aldemir.
Além do café, a proposta da assistência técnica é incentivar novas cadeias produtivas na agricultura familiar da região. “Queremos trazer o maracujá, o açaí e ver esse povo trabalhar, produzir e ter renda”, completou o técnico.
O sítio Recanto Feliz já havia sido beneficiado anteriormente com ações do programa de melhoramento genético voltado ao fortalecimento da cadeia produtiva do leite, demonstrando a continuidade do trabalho de assistência técnica e apoio ao pequeno produtor rural desenvolvido pela Empaer e parceiros no município.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3.7), a Operação Ragnarok para cumprir 104 ordens judiciais contra uma facção criminosa voltada aos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro em Lucas do Rio Verde e região.
Na operação, são cumpridos 55 mandados de prisão preventiva, 34 de busca e apreensão e 15 bloqueios de contas bancárias relacionadas aos investigados, no limite de mais de R$ 10 milhões. As ordens judiciais foram decretadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde ao longo de aproximadamente 11 meses, identificando integrantes de uma facção criminosa envolvidos com o comércio de entorpecentes e crimes correlatos.
O trabalho investigativo iniciou após a prisão em flagrante de dois criminosos por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo nos meses de julho e agosto de 2025.
Com o avanço das investigações, foi possível identificar uma rede criminosa estruturada, com o envolvimento de mais de 50 pessoas nos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro, que movimentou mais de R$ 10 milhões no período investigado.
Lavagem de dinheiro
As investigações identificaram que, entre seus integrantes, quatro mulheres eram responsáveis pela movimentação financeira da facção criminosa, atuando no repasse do dinheiro da venda de entorpecentes e de taxas para o comércio de drogas.
Os valores eram repassados para outros investigados, sendo também destinados para uma conta jurídica, posteriormente identificada como uma empresa de fachada para lavagem de dinheiro. Os investigados que recebiam os valores ilícitos simulavam diversas transações financeiras para pulverizar o dinheiro em diversas contas, movimentando quantias milionárias, mesmo sem nenhuma renda declarada.
Com base nos elementos apurados, a delegada da Derf, Paula de Fátima Moreira Barbosa, representou pela expedição dos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e bloqueio de contas bancárias, com foco na prisão dos integrantes e na desarticulação do núcleo financeiro da facção criminosa.
“Esses investigados eram orientados a repassar o dinheiro ilícito e dissimular os valores para diversas contas, até chegar ao gerente da facção criminosa que está no Rio de Janeiro”, explicou a delegada Paula Barbosa.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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