O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) resgatou, na tarde de quinta-feira (14.5), uma menina de cinco anos que caiu em um poço desativado de aproximadamente 17 metros de profundidade, localizado nos fundos de uma residência no bairro Boa Esperança, em Alta Floresta (a 791 km de Cuiabá).
A equipe da 7ª Companhia Independente Bombeiro Militar (7ª CIBM) foi acionada por volta das 16h50 para atender a uma ocorrência de queda em profundidade envolvendo uma criança. Segundo relato dos familiares, a vítima teria se aproximado do poço para pegar uma cachorrinha que estava nas proximidades, quando a tampa de concreto cedeu sob seu peso, provocando a queda.
Duas viaturas foram mobilizadas imediatamente. Ao chegarem ao local, os bombeiros constataram que a menina estava no interior do poço, que continha cerca de quatro metros de água. Consciente, ela se mantinha segurando uma fina corda improvisada para evitar afundar.
Diante da situação, os militares começaram a conversar com a criança para mantê-la calma enquanto um bombeiro descia até o local para realizar o resgate com segurança. Utilizando técnicas de salvamento vertical, o bombeiro acessou o interior do poço, realizou a abordagem da vítima, a estabilização e a avaliação primária.
Durante o atendimento, foi constatado que a criança não apresentava ferimentos graves, possivelmente devido ao fato de a queda ter ocorrido na água. Na sequência, os bombeiros fizeram a retirada da vítima de forma segura e controlada, utilizando cadeirinha de salvamento e sistema de ancoragem com cabo de segurança.
Após o resgate, a criança passou por avaliação secundária, sendo identificadas escoriações na perna e no braço esquerdo. Considerando ainda a possibilidade de ingestão de água contaminada do poço, além da necessidade de exames complementares, a menor foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.
A Promotoria de Justiça de Sapezal (500 km de Cuiabá) comemorou a sanção de duas leis municipais voltadas à proteção, ao acolhimento e à promoção dos direitos das mulheres. As novas normas representam um importante avanço nas políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero e reforçam o compromisso do município com a construção de uma rede de proteção cada vez mais efetiva. Em comemoração ao Agosto Lilás e aos 20 (vinte) anos da Lei Maria da Penha, as leis foram sancionadas na sexta-feira (28) e são resultado da atuação conjunta da Rede Municipal de Proteção à Mulher, formada por instituições e profissionais que trabalham na promoção dos direitos femininos e no combate à violência contra as mulheres. Uma das normas institui o Organismo de Políticas Públicas para Mulheres (OPM), estrutura que terá a missão de fortalecer a formulação, a coordenação e a execução de ações voltadas às mulheres de Sapezal. A iniciativa busca ampliar a integração entre os diversos órgãos públicos e garantir maior efetividade às políticas de promoção da igualdade de gênero, proteção e cidadania. A segunda lei estabelece medidas de auxílio e proteção a mulheres em situação de risco ou vítimas de assédio em estabelecimentos comerciais do município. A proposta prevê mecanismos de acolhimento, respeito, empatia e apoio, contribuindo para que mulheres que enfrentem situações de violência ou constrangimento possam receber assistência de forma rápida e segura. Para a Promotoria de Justiça, a aprovação do pacote legislativo representa um marco histórico para o município e demonstra o compromisso das instituições locais com a prevenção da violência e a defesa dos direitos das mulheres. As novas normas ampliam os instrumentos de proteção disponíveis e fortalecem a atuação integrada da rede de atendimento. O fortalecimento dessas iniciativas é especialmente relevante diante do cenário estadual, onde Mato Grosso ocupa o primeiro lugar em feminicídios. Dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso, apontam que até 30 de junho de 2025 foram registrados 28 feminicídios no estado, sendo que mais de 70% dos crimes ocorreram dentro das residências das vítimas. Os levantamentos também mostram que, na maioria dos casos, os autores mantinham ou mantiveram relacionamento afetivo com as mulheres assassinadas, evidenciando que a violência doméstica continua sendo uma das principais ameaças à vida das mulheres mato-grossenses. Diante dessa realidade, a criação e o fortalecimento de políticas públicas municipais voltadas à prevenção, acolhimento e proteção das vítimas tornam-se ferramentas fundamentais para enfrentar a violência de gênero e promover uma cultura de respeito e garantia dos direitos das mulheres.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.