A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) iniciou, nesta segunda-feira (11.5), os atendimentos no novo Ganha Tempo Pedra 90, em Cuiabá, ampliando o acesso da população aos serviços de identificação civil na Capital.
A unidade passa a ofertar serviços de solicitação da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), por meio de atendimento realizado em quatro guichês, sendo um deles destinado ao público infantil. Os documentos necessários são certidão de nascimento ou casamento, em original ou cópia autenticada, além do número do CPF – clique aqui para agendar.
Para o coordenador de Identificação Civil da Politec, o papiloscopista Carlos Eduardo Silva, esse posto contribuirá significativamente para a população da região. “Nossos atendentes estão prontos para atender o cidadão e atualizar o documento de identidade ou solicitar a emissão da segunda via. Temos também agora a coleta biométrica especialmente para crianças, que é um cuidado pensado pela gestão da Politec”, disse.
A expectativa é de que o novo posto realize cerca de 60 atendimentos por dia, atendendo moradores da região do Pedra 90 e bairros vizinhos.
De acordo com o coordenador, o tempo de atendimento pode variar conforme o público atendido, especialmente nos casos de emissão para crianças, que exigem procedimentos mais detalhados durante a coleta biométrica.
Para garantir um atendimento de qualidade e excelência à população, os servidores que atuam na unidade passaram por capacitação promovida pela própria Politec, com treinamento voltado aos procedimentos de identificação civil e atendimento ao público.
Além da nova unidade, a Politec já mantém postos de identificação em todas as unidades do Ganha Tempo de Cuiabá e está presente em aproximadamente 95% dos municípios de Mato Grosso, com mais de 150 postos de identificação em funcionamento no Estado – clique aqui para conferir o endereço de todas.
A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) promoveu, nesta terça-feira (12.5), a 2ª Reunião Ordinária do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FEPETI-MT), em Cuiabá, reforçando o compromisso do Governo de Mato Grosso com a proteção de crianças e adolescentes e o fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento ao trabalho infantil.
A reunião teve como foco a discussão do diagnóstico estadual sobre o trabalho infantil, com o objetivo de construir e alinhar o plano de ação da rede de proteção para a prevenção e a erradicação da prática em Mato Grosso. O encontro reuniu representantes da Justiça do Trabalho, Ministério Público, universidades, órgãos estaduais e instituições parceiras.
A secretária adjunta de Assistência Social da Setasc, Miranir Januário, ressaltou a importância da atuação conjunta entre as instituições para fortalecer a rede de proteção no Estado.
“O combate ao trabalho infantil exige união, compromisso e atuação permanente da rede de proteção. Este fórum é fundamental para fortalecer políticas públicas, alinhar ações e ampliar o cuidado com nossas crianças e adolescentes”, afirmou.
Durante a reunião, foram debatidas pautas como a ampliação da representação do fórum, o lançamento estadual da campanha Faça Bonito, as mobilizações do 12 de Junho, Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, além do andamento do diagnóstico estadual sobre o tema e do cronograma de ações do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI).
Foto: João Reis
A promotora de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Dra. Fabiana Rosa, falou sobre a necessidade de uma atuação integrada diante da complexidade dos casos registrados na capital.
“Os desafios do trabalho infantil em Cuiabá são intensos e muito complexos. É na Promotoria da Infância que os casos reais aparecem diariamente, exigindo de toda a rede um olhar atento, sensível e articulado para garantir proteção às nossas crianças e adolescentes”, afirmou.
Representando a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), as professoras Irenilda Oliveira e Rutileia Aguiar enfatizaram a importância do novo diagnóstico estadual para subsidiar políticas públicas mais efetivas.
“O diagnóstico permitirá uma análise mais aprofundada sobre onde o trabalho infantil acontece, quais são os principais fatores envolvidos e como podemos fortalecer as políticas públicas para enfrentá-lo de forma mais eficiente”, pontuaram.
A reunião também abordou o fortalecimento da aprendizagem profissional como alternativa ao trabalho precoce, além da integração entre saúde, assistência social e órgãos de fiscalização para ampliar o monitoramento dos casos e o suporte às famílias em situação de vulnerabilidade.
Participaram ainda representantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo de Mato Grosso (CETRAP), do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (CDECA), do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CEDH), equipes técnicas da assistência social da Setasc e demais instituições integrantes da rede de proteção à criança e ao adolescente.
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