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Trigo sobe no Brasil e no exterior com oferta restrita, clima adverso e avanço lento da semeadura no Sul

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O mercado de trigo segue operando em alta no Brasil e no exterior, impulsionado pela combinação de oferta limitada, avanço lento da semeadura no Sul do País, problemas climáticos em importantes regiões produtoras e incertezas geopolíticas globais. No mercado interno, os preços permanecem sustentados pela retração dos vendedores e pela preferência dos compradores pelo trigo nacional, diante das dificuldades relacionadas à qualidade do cereal importado da Argentina.

Segundo levantamento do Cepea, os produtores seguem cautelosos nas negociações, limitando a oferta da safra remanescente de 2025 e aguardando melhores oportunidades de comercialização. O movimento mantém os preços firmes no mercado doméstico, especialmente nas regiões produtoras do Sul.

Semeadura avança abaixo da média no Paraná

Apesar do início do plantio da nova safra de trigo no Sul do Brasil, principalmente no Paraná, o ritmo da semeadura ainda é considerado lento. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que, até 1º de maio, apenas 5% da área destinada ao trigo no Paraná havia sido semeada.

O percentual fica abaixo dos 14% registrados no mesmo período do ano passado e também inferior à média dos últimos cinco anos, de 15,4%.

No cenário nacional, a área semeada alcançava 9,9% até a mesma data, contra 13,1% registrados em igual período de 2025 e média histórica de 13%.

De acordo com informações da Seab/Deral, mesmo com a recente recuperação dos preços pagos ao produtor, os altos custos de produção ainda limitam o interesse dos triticultores paranaenses em ampliar investimentos na cultura. Com isso, o mercado já trabalha com expectativa de redução da área cultivada no estado.

Trigo nacional ganha espaço diante de problemas com produto argentino

Outro fator que reforça a sustentação dos preços é a preferência dos compradores pelo trigo brasileiro. Segundo pesquisadores do Cepea, moinhos e indústrias seguem priorizando o cereal nacional devido às dificuldades relacionadas à qualidade dos lotes importados da Argentina.

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A menor disponibilidade interna de trigo de boa qualidade também contribui para a valorização do produto brasileiro, em um momento de demanda relativamente estável e oferta mais restrita.

Bolsas internacionais registram forte alta

No mercado externo, os contratos futuros do trigo encerraram a segunda-feira em forte valorização nas principais bolsas internacionais. O movimento foi impulsionado pela expectativa de redução das estimativas oficiais de produção nos Estados Unidos, além de fatores climáticos e geopolíticos.

De acordo com a TF Agroeconômica, investidores aguardam o relatório WASDE, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), com expectativa de confirmação da menor área plantada de trigo no país desde 1919. A projeção é de colheita em torno de 47 milhões de toneladas.

Na Bolsa de Chicago, o contrato de trigo brando SRW para maio avançou 2,43%, equivalente a 14,75 cents por bushel, fechando a US$ 622,25. O vencimento julho subiu 2,42%, para US$ 634,00 por bushel.

Já em Kansas, o trigo duro HRW para julho registrou alta de 1,55%, encerrando a US$ 686,25. Em Minneapolis, o trigo HRS também para julho avançou 1,18%, cotado a US$ 686,50.

Na Euronext, em Paris, o trigo para moagem com vencimento em setembro fechou a € 208,25 por tonelada, alta de 0,97%.

Clima e tensões geopolíticas elevam volatilidade

Analistas internacionais destacam que a seca severa nas Grandes Planícies do Sul dos Estados Unidos segue preocupando o mercado, afetando o potencial produtivo das lavouras norte-americanas.

Além disso, a continuidade das tensões no Oriente Médio e na Ucrânia ampliou a volatilidade no mercado global de commodities agrícolas, incentivando compras técnicas por parte dos fundos de investimento.

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O trigo foi uma das commodities agrícolas com melhor desempenho na sessão internacional, registrando a maior valorização entre os principais grãos negociados.

Mercado no Sul do Brasil segue cauteloso

No Rio Grande do Sul, a semana foi marcada por bom volume de negócios, mas o mercado demonstrou preocupação com a sobra de sementes, indicando possível redução da área cultivada na próxima safra.

Mesmo com a queda do dólar, os preços permaneceram relativamente estáveis, sem aumento expressivo da demanda ou da oferta. Para a safra nova, foram registrados negócios pontuais a R$ 1.250 por tonelada CIF porto e moinhos, com cerca de 40 mil toneladas negociadas antecipadamente.

Em Panambi (RS), o preço pago ao produtor ficou em R$ 62,04 por saca.

Em Santa Catarina, o mercado continuou lento, acompanhando o desempenho moderado das vendas de farinha, embora tenham sido observadas altas pontuais no interior do estado. As ofertas chegaram ao mínimo de R$ 1.350 por tonelada FOB.

No Paraná, os preços variaram entre R$ 1.320 e R$ 1.350 por tonelada no Sudoeste do estado. Com os moinhos relativamente abastecidos, algumas pedidas recuaram, e os negócios oscilaram entre R$ 1.330 e R$ 1.400 FOB, conforme a região.

Especialistas avaliam que o mercado do trigo deve seguir sustentado nas próximas semanas, principalmente diante das incertezas climáticas globais, da redução da oferta interna e da expectativa de menor área cultivada no Brasil e nos Estados Unidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Museu do Morro celebra esporte e memória com exposições sobre Copas e Ayrton Senna

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O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, um dos mais importantes patrimônios históricos de Cuiabá, passou a oferecer ao público uma viagem pela história do esporte mundial e brasileiro. As exposições “Uma Viagem nas Copas do Mundo desde 1930” e “Lembrança do Tri-Campeão Mundial, o Saudoso Ayrton Senna da Silva”, do artista e colecionador Paulo César Serandi, reúnem centenas de peças que preservam a memória de duas paixões nacionais e reforçam o papel do museu como espaço de cultura, educação e turismo, nesta terça-feira (30).

A abertura das exposições foi marcada pela visita de 42 estudantes da Escola Estadual Aureolina Eustacia Ribeiro, com idades entre 11 e 14 anos, que tiveram a oportunidade de conhecer de perto um acervo composto por selos, moedas, cédulas, cartões telefônicos, fotografias autografadas, livros, pôsteres e diversos objetos históricos relacionados às Copas do Mundo e à trajetória de Ayrton Senna.

Presidente do Clube Filatélico, Numismático e Afins de Cuiabá, diretor Centro-Oeste do Clube Filatélico Maçônico do Brasil e membro da Sociedade Numismática Brasileira, Paulo César Serandi explica que a proposta vai muito além da exposição de objetos antigos. “É uma viagem no tempo. O colecionismo engloba tudo. Trouxemos moedas, cédulas, cartões telefônicos, fotografias autografadas e diversos materiais que contam parte da nossa história”, afirmou.

Na mostra dedicada ao tricampeão mundial de Fórmula 1, um dos destaques é um raro CD em homenagem ao piloto. Nele, os visitantes podem ouvir mensagens gravadas por Senna durante corridas, o ronco do motor de seu carro, o tradicional Tema da Vitória e a canção interpretada por Tina Turner em sua homenagem após uma conquista na Austrália. “Cada peça tem um valor sentimental. Quando você escuta a voz de Ayrton Senna, revive um momento importante da história do esporte brasileiro”, destacou o colecionador.

Já a exposição sobre as Copas do Mundo apresenta uma coleção construída ao longo de décadas, reunindo selos lançados desde 1930. Apenas duas edições não estão representadas: as Copas que deixaram de acontecer em razão da Segunda Guerra Mundial. O acervo também contempla todos os selos brasileiros produzidos para os mundiais desde 1950.

Segundo Serandi, iniciativas como essa também buscam despertar novos colecionadores. “Costumo dizer que plantamos uma semente. Muitas pessoas descobrem que possuem objetos antigos guardados pela família e passam a enxergar neles um valor histórico. O colecionismo começa pelo desejo de preservar a memória”.

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O alcance do trabalho desenvolvido pelo clube ultrapassa as fronteiras brasileiras. De acordo com o colecionador, todas as exposições realizadas pela instituição em Cuiabá são divulgadas em um boletim internacional distribuído para 19 países, ampliando a visibilidade da produção cultural desenvolvida na capital mato-grossense.

A secretária adjunta de Turismo de Cuiabá, Roseli Nonato da Silva, destacou que as exposições integram uma estratégia para fortalecer a ocupação cultural do museu e ampliar o número de visitantes.

“Estamos trabalhando na melhoria da estrutura física do espaço e construindo uma programação permanente com feiras, saraus e novas exposições. Queremos atrair turistas, escolas e, principalmente, os cuiabanos, porque muitas pessoas ainda não conhecem esse patrimônio da cidade”, afirmou.

Segundo ela, aproximar a população dos equipamentos culturais também contribui para sua preservação.

“Quando as pessoas conhecem o patrimônio, passam a valorizá-lo, protegê-lo e divulgá-lo.”

Para o diretor técnico especial de Gestão de Equipamentos Públicos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Leandro Figueiredo, o museu cumpre uma função que vai além da preservação histórica.

“O museu preserva a memória da cidade e oferece experiências capazes de despertar o interesse de crianças, jovens e adultos. Exposições como esta ampliam o acesso à cultura, incentivam o conhecimento e fortalecem o turismo cultural, aproximando a população do nosso patrimônio histórico.”

Visitantes emocionados

A visita dos estudantes foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa que promove o acesso de alunos das redes públicas estadual e municipal, além de instituições sociais, quilombolas e comunidades ribeirinhas, aos espaços culturais de Cuiabá.

Segundo a coordenadora de execução de agendamento escolar do projeto, Meire Cristina Torres Monteiro, o programa também oferece transporte às escolas por meio de parcerias. “O objetivo é proporcionar aos estudantes a oportunidade de conhecer os equipamentos culturais da cidade. Eles gostaram muito da exposição. Quando visualizam esse conteúdo de perto, desenvolvem uma percepção maior sobre a história e valorizam ainda mais o esporte.”

Entre os visitantes, a experiência despertou curiosidade e reflexão. O estudante Luiz Felipe, de 13 anos, destacou o legado deixado por Ayrton Senna. “Ele deixou uma história marcante para a gente no Brasil”.

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Também em sua primeira visita ao museu, a estudante Beatriz Camargo ressaltou a importância do contato direto com o patrimônio histórico. “Na internet, às vezes, circulam muitas informações falsas, mas quando você vai ao museu, tudo acaba sendo confirmado”.

O artista gráfico Juliano Lobato Evangelista avaliou que iniciativas como essa ajudam a preservar a memória coletiva. “Esse acervo reúne diferentes patrimônios culturais organizados por diversos curadores e artistas. É uma forma de preservar o passado para construir o futuro”.

Já o estudante de Engenharia de Software Iran Fênix da Silva afirmou que observar pessoalmente itens históricos proporciona uma conexão diferente com o passado. “Fica mais perto da história. Você vê o selo de Ayrton Senna, os livros de Pelé e os materiais sobre todos os campeões das Copas do Mundo”.

Para o estudante Duan Maia Torrada, de 16 anos, o museu revela um patrimônio ainda pouco conhecido pelos próprios cuiabanos. “Isso aqui é algo que é nosso e ainda é pouco conhecido”.

A terapeuta e cantora de Siriri e Rasqueado Cristiane Nunes de Farias emocionou-se diante da fotografia de Ayrton Senna segurando a bandeira do Brasil. “Trazer essa obra para o Morro da Caixa D’Água é despertar em nós a consciência de que precisamos valorizar a nossa cultura e, com certeza, honrar Ayrton Senna”.

As exposições permanecem abertas à visitação pelos próximos 30 dias no Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, oferecendo ao público a oportunidade de conhecer, em um único espaço, parte da história do esporte, do colecionismo e da memória cultural brasileira.

SERVIÇO

Exposições: Uma Viagem nas Copas do Mundo desde 1930 e Lembrança do Tri-Campeão Mundial, o Saudoso Ayrton Senna da Silva, do artista e colecionador Paulo César Serandi.
Local: Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, Rua Comandante Costa, em frente à Contaud, Centro de Cuiabá.
Período: Visitação pelos próximos 30 dias.
Horário de funcionamento: De segunda-feira a domingo, das 8h às 17h.
Entrada: Gratuita.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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