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Preço da laranja despenca mais de 56% e acende alerta no setor citrícola, aponta Cepea

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Os preços da laranja pera no mercado de mesa registraram forte retração em abril, acendendo um sinal de alerta para os produtores brasileiros. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a queda foi de expressivos 56,1% na comparação com o mesmo período de 2025.

Apesar da desvalorização anual acentuada, as cotações apresentaram relativa estabilidade ao longo de abril, refletindo um equilíbrio momentâneo entre oferta restrita e demanda moderada.

Demanda enfraquecida pressiona cotações

Segundo pesquisadores do Cepea, o desempenho do mercado foi impactado por uma combinação de fatores. Mesmo com a oferta ainda limitada neste encerramento da safra 2025/26, a demanda não apresentou força suficiente para sustentar preços mais elevados.

Além disso, os feriados ao longo do mês de abril reduziram o ritmo de comercialização da fruta, contribuindo para a acomodação das cotações no mercado interno.

Outro ponto relevante é o início da concorrência com as laranjas precoces, que começam a entrar gradualmente no mercado, pressionando os preços mesmo antes de um aumento significativo da oferta.

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Safra 2026/27 começa de forma lenta

As primeiras frutas da temporada 2026/27 já começam a aparecer nos pomares, mas ainda em estágio inicial de desenvolvimento. Segundo o Cepea, essas laranjas apresentam coloração predominantemente verde e volumes ainda reduzidos.

A expectativa é de que a oferta aumente de forma gradual nas próximas semanas, à medida que o ciclo produtivo avance e as condições de maturação evoluam.

Perspectiva de mercado

O cenário indica um mercado em transição entre safras, com tendência de maior pressão sobre os preços no curto prazo, especialmente com a entrada mais consistente das frutas precoces.

Para os produtores, o momento exige atenção redobrada à gestão de custos e estratégias de comercialização, diante de um ambiente de margens mais apertadas e demanda ainda sem sinais claros de recuperação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Governo de Santa Catarina lança projeto de R$ 10,1 milhões para ampliar uso de sementes certificadas de arroz

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O Governo de Santa Catarina lançou nesta quinta-feira (14) o Projeto Sementes Certificadas de Arroz, uma nova ação voltada ao fortalecimento da cadeia produtiva do arroz irrigado no estado. A iniciativa foi apresentada durante o Seminário Sul Catarinense de Arroz Irrigado, realizado em Turvo, e integra o Programa Terra Boa, coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape).

A proposta busca ampliar o uso de sementes certificadas nas lavouras catarinenses, elevando os índices de produtividade, qualidade e sustentabilidade da produção de arroz. O projeto também pretende reduzir os riscos associados ao uso de sementes irregulares, conhecidas como “piratas”, que ainda são utilizadas por parte dos produtores.

Aprovado pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural (Cederural), o programa prevê investimento de R$ 10,1 milhões para a safra 2026/2027. O apoio financeiro contempla a aquisição de até 77 mil sacas de sementes certificadas, com limite de até 40 sacas de 50 quilos por produtor e subsídio máximo de R$ 4,8 mil por beneficiário.

A expectativa do governo estadual é beneficiar mais de 2 mil agricultores familiares e produtores rurais em diferentes regiões produtoras de arroz de Santa Catarina.

Segundo o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, a iniciativa reforça o compromisso do governo com o fortalecimento do setor orizícola catarinense.

“O Projeto Sementes Certificadas de Arroz amplia o apoio ao produtor rural, incentivando o uso de sementes de qualidade para garantir mais segurança, produtividade e competitividade no campo. Trata-se de uma cadeia estratégica para Santa Catarina, especialmente pela forte presença da agricultura familiar”, destacou o secretário.

Projeto prioriza qualidade, rastreabilidade e segurança na produção

As sementes contempladas pelo programa deverão ser de variedades desenvolvidas pela Epagri e produzidas por associados da Associação Catarinense de Produtores de Sementes de Arroz Irrigado (Acapsa). Além disso, os materiais precisarão possuir registro regular junto à Cidasc e ao Ministério da Agricultura, assegurando rastreabilidade, qualidade genética e segurança ao produtor rural.

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A operacionalização do projeto ficará sob responsabilidade da Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro), por meio de acordo de cooperação com a Sape. A iniciativa também conta com parceria da Epagri, Acapsa, cooperativas e casas agropecuárias credenciadas.

Santa Catarina registra safra recorde de arroz

Santa Catarina consolidou sua posição entre os principais polos produtores de arroz do Brasil após alcançar produção recorde de 1,3 milhão de toneladas na safra 2024/2025. O cultivo ocupou área de aproximadamente 145 mil hectares, colocando o estado como o segundo maior produtor nacional do grão.

A orizicultura possui forte peso econômico no agronegócio catarinense, movimentando mais de R$ 2,3 bilhões em Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP).

Outro destaque do setor é a predominância da agricultura familiar. Dos 5.916 estabelecimentos produtores de arroz existentes no estado, cerca de 82% pertencem a agricultores familiares, reforçando a importância social da atividade para geração de renda e manutenção das economias regionais.

Uso de sementes “piratas” preocupa setor produtivo

Apesar dos bons resultados produtivos, o setor enfrenta desafios relacionados à elevação dos custos de produção. Entre as preocupações está o avanço do uso de sementes não certificadas, prática adotada por alguns produtores na tentativa de reduzir despesas.

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De acordo com informações da Epagri, sementes irregulares apresentam menor qualidade, reduzem o potencial produtivo das lavouras e aumentam significativamente os riscos de contaminação por arroz vermelho, considerada uma das principais plantas daninhas da cultura.

O diretor de Cooperativismo e Desenvolvimento Rural da Sape, Léo Kroth, alerta que o uso desse tipo de material também pode gerar problemas jurídicos e financeiros aos produtores.

“Além dos prejuízos produtivos, sementes sem certificação podem comprometer o acesso a seguros agrícolas e gerar insegurança em casos de perdas nas lavouras”, enfatizou Kroth.

Com a nova política de incentivo, o governo catarinense aposta no fortalecimento da cadeia produtiva do arroz irrigado, buscando elevar a competitividade do setor e garantir maior sustentabilidade econômica aos produtores rurais do estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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