AGRONEGÓCIO

Equilíbrio nutricional é decisivo para alta produtividade do cafeeiro, aponta especialista

Publicado em

Nutrição do cafeeiro é destaque técnico durante a Fenicafé em Minas Gerais

O manejo nutricional do cafeeiro em sistemas de alta produtividade foi um dos temas centrais da Fenicafé, realizada em Araguari (MG).

Durante o evento, o engenheiro agrônomo e professor Tiago Tezotto destacou os principais desafios relacionados à adubação e reforçou a importância do equilíbrio nutricional para o bom desempenho das lavouras.

Interação entre solo, planta e manejo exige análise mais técnica

Logo no início da apresentação, o especialista chamou a atenção para situações comuns no campo que evidenciam a complexidade do tema.

Segundo ele, nem sempre os resultados das análises de solo refletem diretamente o comportamento das plantas. Casos com altos teores de alumínio, por exemplo, podem coexistir com raízes se desenvolvendo em profundidade.

Esse cenário demonstra a necessidade de uma avaliação mais integrada, considerando a interação entre solo, planta e práticas de manejo.

Excesso de adubação está ligado ao desequilíbrio nutricional

Um dos principais pontos abordados foi a interpretação equivocada do conceito de excesso na adubação.

Leia Também:  Exportação de soja do Brasil deve cair 24% em abril, prevê Anec

De acordo com o professor, o problema não está necessariamente na quantidade de nutrientes aplicada, mas no desequilíbrio entre eles.

Em sistemas de alta produtividade, a demanda nutricional é elevada, exigindo reposição adequada para sustentar o desenvolvimento da planta. A falta de equilíbrio pode comprometer o enfolhamento, o crescimento e a relação entre fonte e dreno, impactando diretamente a produtividade.

“Estoque oculto” de nutrientes dificulta decisões no campo

Outro desafio relevante destacado foi a dificuldade de mensurar com precisão o total de nutrientes presentes no cafeeiro.

Grande parte desses nutrientes está armazenada em estruturas como caule, ramos e folhas, formando um “estoque oculto” que não é facilmente avaliado nas análises convencionais.

Essa limitação pode reduzir a assertividade das recomendações de adubação no campo.

Diagnóstico preciso é essencial para eficiência produtiva

Para o especialista, o avanço na nutrição do cafeeiro depende diretamente da melhoria dos diagnósticos e da qualidade das recomendações técnicas.

É fundamental compreender o que o solo fornece, o que a planta exporta e o que permanece acumulado ao longo do ciclo produtivo.

Leia Também:  Preços da carne de frango, bovina e suína sobem no mercado interno

Além disso, o professor ressalta que não existe uma fórmula única para todas as regiões. Cada área possui características específicas que devem ser consideradas no manejo nutricional.

Fenicafé reforça importância da tecnologia e conhecimento no campo

A palestra integra a programação técnica da Fenicafé, que reúne especialistas de diversas regiões do país em busca de soluções para uma cafeicultura mais produtiva e sustentável.

O evento segue até o dia 16 de abril no Parque Ministro Rondon Pacheco, consolidando-se como um dos principais encontros técnicos do setor cafeeiro brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Safra recorde mantém frete agrícola em alta e fortalece demanda por transporte de grãos no Brasil

Published

on

A expectativa de uma safra recorde de grãos continua impulsionando o mercado de transporte agrícola no Brasil. Mesmo após o encerramento do pico de escoamento da soja, os valores dos fretes rodoviários permanecem próximos dos níveis registrados entre fevereiro e março, período tradicionalmente marcado pela maior demanda logística.

Os dados constam na edição de junho do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que aponta um cenário de aquecimento contínuo no transporte de produtos agrícolas, sustentado principalmente pela produção recorde de soja e pelo forte ritmo das exportações.

Produção histórica de soja sustenta demanda por transporte

De acordo com a Conab, o comportamento do mercado surpreende, já que o período pós-colheita normalmente é acompanhado por redução nas cotações do frete devido à menor necessidade de transporte.

Segundo o superintendente de Logística Operacional da Companhia, Thomé Guth, a oferta recorde da oleaginosa alterou essa dinâmica.

A produção de soja aumentou 8,8 milhões de toneladas em relação à safra anterior, mantendo elevada a necessidade de caminhões para o escoamento da produção e impedindo uma queda mais significativa nos preços do transporte rodoviário.

Mato Grosso lidera estabilidade em patamar elevado

Em Mato Grosso, maior produtor de grãos do país, as tarifas de frete apresentaram apenas pequenas oscilações em relação ao mês anterior.

Apesar da estabilidade, os preços continuam elevados e próximos aos registrados durante o auge da colheita, refletindo o intenso fluxo logístico para atender o escoamento da produção agrícola.

Mato Grosso do Sul e Distrito Federal registram pressão logística

No Mato Grosso do Sul, a demanda por transporte permaneceu firme mesmo após o encerramento da safra de verão.

Leia Também:  Valor Bruto da Produção Agropecuária Deve Cair 4,6% em 2026, Aponta CNA

A continuidade das exportações e o elevado volume de cargas destinadas aos mercados interno e externo sustentaram os preços do frete durante maio.

No Distrito Federal, a alta moderada dos valores foi impulsionada principalmente pelo custo do óleo diesel e pela sequência do transporte das safras de soja e milho produzidas na região Centro-Oeste.

Maranhão registra aumento dos fretes com avanço da colheita

No Maranhão, a Conab identificou elevação nos preços do transporte, impulsionada pelo avanço da colheita e pelo aumento da movimentação de cargas.

Em maio, a colheita da soja atingiu 92% da área cultivada, enquanto o milho alcançou 27% da área plantada.

A intensa movimentação rodoviária e ferroviária em direção ao Porto do Itaqui, tanto para abastecimento interno quanto para exportação, elevou os custos logísticos em aproximadamente 1,2% na comparação entre abril e maio.

Paraná mantém custos elevados nas principais rotas

No Paraná, os fretes apresentaram apenas variações pontuais, mas continuaram pressionados pelos custos operacionais.

Entre os principais fatores está o preço médio do diesel S-10, cotado em R$ 6,38 por litro, além da elevada concentração de cargas na malha rodoviária estadual.

Goiás, Bahia, Piauí e São Paulo registram desaceleração

Em sentido oposto, Goiás e Bahia apresentaram redução temporária da demanda por transporte.

O cenário reflete a conclusão da colheita da soja e o intervalo até o início da comercialização do milho de segunda safra, reduzindo momentaneamente a necessidade de fretes.

No Piauí, a queda das exportações de soja, que recuaram 22% em relação ao mês anterior, também contribuiu para a redução dos preços praticados.

Em São Paulo, os fretes seguiram em trajetória de queda após as altas registradas no início do ano. A redução foi favorecida pelo recuo no custo do diesel e pela menor demanda da indústria, mesmo com o agronegócio mantendo ritmo aquecido.

Leia Também:  Em 2033 Brasil deve responder por cerca de 30% do comércio mundial de carnes, estima o USDA
Exportações de milho e soja seguem em alta

O Boletim Logístico também destaca o desempenho das exportações brasileiras.

Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil embarcou 7,5 milhões de toneladas de milho, volume superior às 6,1 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.

Os portos do Arco Norte responderam por 33,5% das exportações de milho, seguidos por Santos (26,5%), Rio Grande (19,5%) e Paranaguá (9,6%).

Já as exportações de soja somaram 55,1 milhões de toneladas no acumulado do ano.

O Arco Norte concentrou 38,5% dos embarques da oleaginosa, enquanto o Porto de Santos respondeu por 36,8%. Paranaguá participou com 14,2% e São Francisco do Sul movimentou 4,5% do volume exportado.

Importações de fertilizantes recuam e preocupam mercado

O levantamento da Conab também aponta desaceleração nas importações brasileiras de fertilizantes.

Entre janeiro e maio deste ano, o país internalizou 15,05 milhões de toneladas, abaixo das 15,27 milhões registradas no mesmo intervalo de 2025.

Segundo a Companhia, o mercado continua atento aos elevados preços dos fertilizantes, às incertezas geopolíticas envolvendo o Oriente Médio e aos possíveis impactos climáticos do fenômeno El Niño, que pode intensificar temperaturas e alterar o regime de chuvas no segundo semestre, aumentando os riscos para a produção agrícola mundial.

Além da análise dos fretes, o Boletim Logístico reúne informações sobre exportações, importações de insumos e a movimentação dos estoques públicos administrados pela Conab por meio de transportadoras contratadas em leilões eletrônicos.

Boletim Logístico – Junho/2026

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA