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Ucrânia revisa para baixo safra de trigo 2026, mas produção segue no maior nível desde 2022

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A projeção para a safra de trigo da Ucrânia em 2026 foi revisada para baixo, mas ainda indica o maior volume de produção desde o início da guerra em 2022. O ajuste reflete principalmente a redução da área colhida, enquanto a produtividade foi mantida, preservando uma perspectiva relativamente positiva para a oferta global do cereal.

Segundo dados da consultoria Argus, a produção ucraniana foi estimada em cerca de 23,5 milhões de toneladas, abaixo da projeção anterior de 23,9 milhões de toneladas. Mesmo com o corte, o volume segue acima da média recente e representa o maior patamar desde o início do conflito.

Revisão da safra de trigo da Ucrânia reflete ajuste na área plantada

A redução da estimativa está ligada principalmente à menor área colhida, calculada em aproximadamente 5,1 milhões de hectares. Já o rendimento esperado foi mantido em torno de 4,6 toneladas por hectare, levemente acima do registrado na temporada anterior.

Outras consultorias também adotaram projeções mais conservadoras. A APK-Inform, por exemplo, estima produção próxima de 19,9 milhões de toneladas, destacando cautela diante das condições climáticas e das incertezas logísticas ainda presentes no país.

Condições climáticas influenciam desenvolvimento das lavouras no Leste Europeu

O inverno com períodos de frio intenso impactou o potencial produtivo das lavouras de trigo, embora condições mais favoráveis a partir de fevereiro tenham ajudado a preservar parte do desenvolvimento das plantas.

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Apesar da melhora recente, analistas destacam que novas revisões podem ocorrer ao longo do ciclo, conforme o avanço da safra e a atualização de dados oficiais.

Clima seco nos Estados Unidos sustenta preços do trigo

No mercado internacional, o clima nos Estados Unidos também tem influenciado diretamente as cotações. Os contratos futuros de trigo negociados em Chicago registraram alta após o mercado reagir às condições de tempo seco em regiões produtoras do país.

A valorização ocorreu após testes de mínimas recentes e reflete preocupações com possível redução da produtividade das lavouras devido à falta de chuvas. Esse movimento ajudou a sustentar os preços globais, limitando quedas mais acentuadas mesmo com a perspectiva de maior oferta na região do Mar Negro.

Mercado global de trigo segue sensível ao clima e à oferta

O cenário atual combina maior previsibilidade de oferta no Mar Negro com riscos climáticos no hemisfério norte, mantendo o mercado internacional de trigo altamente sensível às condições climáticas e às revisões de produção.

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Esse equilíbrio entre fatores opostos contribui para a volatilidade das cotações globais, que seguem reagindo rapidamente a qualquer alteração nas perspectivas de oferta.

Impacto do trigo no Brasil envolve dependência de importações

O cenário internacional tem impacto direto sobre o Brasil, que é estruturalmente dependente de importações para suprir o consumo interno de trigo. Como a produção nacional não atende à demanda doméstica, o país recorre principalmente ao mercado externo, especialmente à Argentina.

Dessa forma, as cotações internacionais exercem influência direta sobre os preços internos. Uma safra maior na Ucrânia tende a ampliar a oferta global e limitar altas, enquanto problemas climáticos nos Estados Unidos funcionam como fator de sustentação das cotações.

Brasil acompanha volatilidade global e custos de importação

Com esse equilíbrio entre oferta global mais confortável e riscos climáticos, o mercado de trigo segue sujeito a volatilidade. Para o Brasil, isso se traduz em variações nos custos de importação e, consequentemente, nos preços internos, já que o país depende diretamente das oscilações internacionais para garantir sua disponibilidade doméstica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MBRF avança no BBFAW e está entre as 12 empresas mais bem avaliadas do mundo em bem-estar animal

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A companhia é a única entre os frigoríficos a subir de posição neste que é o principal índice global que analisa práticas de bem-estar de animais de fazenda
A companhia é a única entre os frigoríficos a subir de posição neste que é o principal índice global que analisa práticas de bem-estar de animais de fazenda

A MBRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, evoluiu no Business Benchmark on Farm Animal Welfare (BBFAW), principal índice global que analisa práticas e compromissos de gestão voltados ao bem-estar de animais de fazenda. Em sua primeira avaliação após a fusão de Marfrig e BRF em 2025 e boas práticas somadas, a companhia está entre as 12 empresas mais bem avaliadas do mundo, em um universo de 149 companhias. A MBRF é também a única entre os frigoríficos a avançar de posição na avaliação mais recente.

O BBFAW avalia empresas de diferentes portes do setor de alimentos com base em pilares como políticas, governança, gestão, definição de metas, evolução das práticas de criação, impactos na cadeia de fornecimento e iniciativas de diversificação de proteínas, tanto animal quanto vegetal.

“A evolução no reflete a consistência da nossa atuação em bem-estar animal e a trajetória de liderança da MBRF, construída com visão de longo prazo, capacidade de execução e responsabilidade. Estar entre as companhias mais bem avaliadas do mundo e avançar de posição nesta edição é um reconhecimento da seriedade com que tratamos o tema, que abrange diferentes espécies e proteínas ao longo de toda a cadeia produtiva. Seguimos avançando com transparência e com a convicção de que competitividade, e práticas cuidadosas com os animais precisam caminhar juntos”, afirma Paulo Pianez, diretor global de assuntos corporativos e sustentabilidade da MBRF.

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Bem-estar animal na cadeia

O compromisso da MBRF com o bem-estar animal está integrado a toda a sua cadeia produtiva e se baseia no reconhecimento dos animais como seres sencientes, reforçando a responsabilidade da companhia em assegurar condições adequadas de manejo desde o campo até o frigorífico, em conformidade com princípios éticos e científicos amplamente reconhecidos em âmbito global.

Todas as unidades industriais de abate de bovinos e suínos são auditadas segundo os padrões do North American Meat Institute (NAMI), enquanto as operações de aves seguem referenciais internacionais como o National Chicken Council para frangos de corte e a National Turkey Federation para perus.

A companhia também avança em frentes de inovação do campo à indústria e fortes campanhas e disseminação das práticas de bem-estar animal através de treinamentos ao longo da cadeia.

Entre os principais resultados recentes, a MBRF manteve 100% das unidades de abate auditadas em bem-estar animal no Brasil e no exterior, alcançou 100% de uso de ovos cage-free em produtos industrializados globalmente e avançou no enriquecimento ambiental.

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Sobre a MBRF

A MBRF é uma das maiores empresas globais de alimentos, presente em 117 países e com um portfólio multiproteína que inclui carne bovina, suína e de aves, produtos industrializados, pratos prontos e pet food. Com marcas reconhecidas como Sadia, Perdigão, Sadia Bassi, Perdigão Montana, Perdigão na Brasa, Qualy, Banvit e Paty, a companhia reúne 130 mil colaboradores pelo mundo e produz cerca de 8,2 milhões de toneladas de alimentos por ano, atendendo mais de 425 mil clientes e milhões de consumidores em todo o mundo.

A MBRF combina expertise, inovação e eficiência em uma plataforma 100% integrada, guiada por simplicidade, excelência e práticas sustentáveis. A empresa acompanha tendências e hábitos dos consumidores para oferecer o portfólio mais completo do mercado, com qualidade, competitividade e responsabilidade socioambiental.

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