AGRONEGÓCIO

Prefeito participa da abertura do Rodeio Indoor e reforça programação especial de aniversário de Cuiabá

Publicado em

O prefeito Abilio Brunini participou da abertura do Rodeio Indoor, realizado no Parque de Exposições da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), em Cuiabá, na noite dessa quinta-feira (9). O evento integra a programação especial em comemoração aos 307 anos da capital e reúne atrações que destacam a cultura, a tradição e o fortalecimento do setor agropecuário na região.

Com entrada solidária mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível, o rodeio segue até o dia 11 de abril, sempre a partir das 20h, oferecendo ao público momentos de emoção, adrenalina e entretenimento. A programação inclui montarias, shows regionais e diversas atividades, contando com o apoio institucional da Prefeitura de Cuiabá.

Durante a participação no evento, o prefeito destacou a importância de iniciativas que valorizam a identidade local e impulsionam a economia da capital.

“Esta é a terra do agro, a capital do estado de Mato Grosso. E quem quer trabalhar, seja bem-vindo, porque aqui é a terra da prosperidade. Vamos para cima”.

Além do rodeio, a programação de aniversário da cidade conta com diversas atividades culturais, gastronômicas e religiosas e eventos realizados por parceiros com apoio do município.

Leia Também:  Topigs Norsvin reúne produtores no RS para debater genética suína, produtividade e rentabilidade nas granjas

Programação especial – 307 anos de Cuiabá:

* 07 a 10/04 – 18h: Festival do Baguncinha e Comidas Cuiabanas
* 10/04 – Cuiabá Rodeio Indoor – Edição especial alusiva ao aniversário de Cuiabá (Rodeio e shows regionais) – Parque de Exposições de Cuiabá
* 11/04 – Cuiabá Rodeio Indoor – Edição especial alusiva ao aniversário de Cuiabá (Final do Rodeio, entrega de prêmios e shows regionais) – Parque de Exposições de Cuiabá
* 11/04 – 18h: Noite Cuiabana – Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Coxipó
* 18 a 21/04 – Festival da Pamonha – Comunidade Rio dos Peixes
* 24 a 26/04 – Festival do Peixe
* 24 a 26/04 – Festival de Pesca Urbana

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

Published

on

O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

Leia Também:  Comissão de Agricultura aprova projeto que garante uso de propriedades rurais durante processos da Funai

A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

Leia Também:  Mercado de soja brasileiro e internacional mostra estabilidade com leves ajustes

Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA