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Dólar próximo de R$ 5,06 reduz competitividade do arroz brasileiro e trava mercado interno

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O mercado brasileiro de arroz segue operando com baixa liquidez, em um cenário marcado pelo desalinhamento entre a oferta disponível e a disposição de venda por parte dos produtores. Mesmo com o avanço da colheita, o ritmo de negociações permanece reduzido, refletindo uma postura mais cautelosa no campo.

Produtores seguram estoques e limitam negócios

De acordo com análise de Safras & Mercado, os produtores seguem adotando uma estratégia defensiva, mantendo o produto estocado diante de preços considerados insuficientes para cobrir os custos de produção.

Esse comportamento reduz significativamente o volume de negociações no mercado spot, contribuindo para a sustentação das cotações, ainda que de forma artificial. Como resultado, o mercado apresenta baixa fluidez e dificuldade na formação de preços mais consistentes.

Indústria atua com cautela e reforça baixa liquidez

Do lado da demanda, a indústria mantém uma postura conservadora, operando com compras pontuais e evitando a formação de estoques mais longos.

Essa atuação “da mão para a boca” limita ainda mais a profundidade do mercado, criando um ambiente de pouca referência real de preços. Sem maior agressividade nas aquisições, o ritmo de negócios segue travado.

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Câmbio elevado prejudica competitividade do arroz brasileiro

A valorização do dólar, próximo de R$ 5,06, tem impactado diretamente a competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional.

A paridade de exportação apresenta deterioração, comprimindo margens e reduzindo a atratividade do produto brasileiro no mercado FOB. Com isso, o spread internacional se estreita, limitando oportunidades de arbitragem e impondo um limite para a valorização das cotações internas.

Na prática, a exportação deixa de cumprir seu papel como importante canal de escoamento da produção.

Demanda externa enfraquece e reduz equilíbrio do mercado

Com menor competitividade, a demanda internacional pelo arroz brasileiro também perde força.

Compradores externos adotam uma postura mais cautelosa, aguardando melhores condições de preço ou recuos no mercado interno. A ausência de um fluxo relevante de exportações retira um dos principais mecanismos de equilíbrio do setor.

Margens da indústria seguem pressionadas

A indústria enfrenta margens comprimidas, o que limita sua capacidade de pagamento e reforça a disciplina na originação do produto.

Esse cenário contribui para o travamento do mercado: enquanto os produtores resistem em vender, a indústria evita ampliar suas compras, mantendo o ritmo lento de negociações.

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Preço do arroz apresenta leve alta semanal

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos de arroz (com 58% a 62% de grãos inteiros e pagamento à vista) foi cotada a R$ 62,66 na quinta-feira.

O valor representa alta de 0,27% em relação à semana anterior e avanço de 11,58% na comparação mensal. Apesar disso, no comparativo com 2025, o preço ainda acumula queda de 18,92%, refletindo os desafios enfrentados pelo setor ao longo do período.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cuiabá realiza captação de órgãos no HMC e beneficia pacientes de três estados

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realizou nesta segunda-feira (27), por volta das 12h, um procedimento de captação de órgãos no Hospital Municipal de Cuiabá – HMC (Dr. Leony Palma de Carvalho). A ação mobilizou equipes especializadas de diferentes regiões do país e resultou na doação de fígado e rins, destinados a pacientes que aguardavam na fila por transplante.

O caso envolveu uma paciente com diagnóstico confirmado de morte encefálica, seguindo rigorosamente todos os protocolos clínicos e legais exigidos. Após a confirmação, a família autorizou a doação de órgãos, permitindo que o gesto de solidariedade se transformasse em oportunidade de vida para outras pessoas.

O fígado foi destinado a um paciente em Manaus, enquanto os rins foram encaminhados para São Paulo (rim direito) e Brasília (rim esquerdo). As equipes de captação vieram desses estados especialmente para realizar os procedimentos, reforçando a integração nacional do sistema de transplantes.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou a importância da estrutura e da qualificação das equipes envolvidas no processo. “O Hospital Municipal de Cuiabá está preparado para realizar o diagnóstico de morte encefálica com agilidade e segurança, seguindo todos os critérios técnicos. Esse trabalho permite que a doação aconteça dentro do tempo adequado, salvando vidas em diferentes partes do país”, afirmou.

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A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby Oliveira, ressaltou o papel da equipe multiprofissional no sucesso da captação. “Todo o processo exige organização, sensibilidade e preparo técnico. Desde a confirmação do diagnóstico até a logística para a retirada e transporte dos órgãos, há um esforço conjunto para garantir que tudo ocorra de forma eficiente e respeitosa”, pontuou.

O procedimento contou com a atuação integrada da equipe do HMC, da Organização de Procura de Órgãos (OPO) e das equipes de transplante dos estados envolvidos. A destinação dos órgãos segue critérios do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), que considera compatibilidade e gravidade dos pacientes na fila. A Prefeitura reforça a importância de conversar com a família sobre a doação de órgãos. A autorização familiar é indispensável para que o processo ocorra e possa transformar perdas em esperança para outras vidas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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