AGRONEGÓCIO

PEIXE BR critica nova portaria e alerta para aumento da burocracia no transporte de peixes

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A Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR) manifestou preocupação com os impactos da nova regulamentação sobre o transporte de peixes no Brasil. A entidade avalia que a medida pode aumentar os custos operacionais, ampliar a burocracia e comprometer a competitividade do setor aquícola nacional.

Nova portaria amplia exigências no transporte de peixes

A Portaria Interministerial MAPA/MPA nº 5, publicada em 9 de abril de 2026, estabelece novas regras para o transporte de peixes oriundos da piscicultura em todo o país.

Entre as mudanças, a norma passa a exigir, além dos documentos já obrigatórios — como a nota fiscal e a Guia de Trânsito Animal (GTA) —, a apresentação da cópia da Licença de Aquicultor, emitida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).

Na prática, segundo o setor, a medida adiciona uma nova etapa a um processo que já era regulamentado e amplamente cumprido pelos produtores.

Setor aponta aumento de custos e perda de competitividade

Desde sua criação, a PEIXE BR se posiciona contra a exigência da Licença de Aquicultor no transporte de peixes. Para a entidade, a medida não contribui para avanços em controle sanitário ou rastreabilidade.

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De acordo com a associação, a nova exigência pode resultar em:

  • Maior burocracia nas operações de transporte;
  • Elevação dos custos para os produtores;
  • Redução da competitividade da piscicultura brasileira.

A entidade ressalta ainda que o setor já atende às exigências sanitárias vigentes e que novas obrigações podem impactar negativamente a logística, especialmente para pequenos e médios produtores.

PEIXE BR defende revisão da medida

Diante do novo cenário, a PEIXE BR informou que seguirá atuando junto aos órgãos competentes para buscar a revisão da portaria.

A entidade defende a construção de um ambiente regulatório mais eficiente, que assegure a sanidade da produção sem impor entraves desnecessários ao desenvolvimento da piscicultura.

Segundo a associação, políticas públicas voltadas ao setor devem priorizar a simplificação de processos e o fortalecimento da competitividade da atividade aquícola no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Queda nas importações de fertilizantes coloca abastecimento da safra 2026/27 no radar do agronegócio

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As importações brasileiras de fertilizantes registraram forte retração no primeiro semestre de 2026, aumentando as preocupações do setor quanto ao abastecimento da safra 2026/27. Levantamento da StoneX mostra que os desembarques das principais matérias-primas importadas pelo Brasil recuaram 8,6% entre janeiro e junho, na comparação com o mesmo período de 2025.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o cenário reflete um comportamento mais cauteloso dos compradores brasileiros diante das incertezas geopolíticas, da volatilidade dos preços internacionais e das relações de troca desfavoráveis observadas ao longo dos últimos meses.

A combinação desses fatores levou produtores e distribuidores a postergarem negociações, reduzindo o ritmo das importações e pressionando os volumes desembarcados no país.

Ureia, MAP e nitrato de amônio lideram as quedas

Entre os principais fertilizantes importados, a ureia apresentou a maior retração entre os nitrogenados.

Os volumes importados ficaram 32% abaixo dos registrados no primeiro semestre de 2025, refletindo a desaceleração das compras em meio ao ambiente de incertezas.

Nos fertilizantes fosfatados, o MAP (fosfato monoamônico) também registrou queda expressiva, com recuo de 24% na comparação anual.

Outro destaque negativo foi o nitrato de amônio, cujas importações diminuíram 42% em relação ao mesmo período do ano passado.

A redução nos desembarques dessas matérias-primas ocorre justamente em um momento estratégico para a preparação da próxima safra agrícola.

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Escassez global de enxofre pressiona mercado de fosfatados

Outro fator que preocupa o setor é a forte redução das importações de enxofre, insumo essencial para a fabricação de fertilizantes fosfatados.

Segundo a StoneX, os desembarques do produto ficaram cerca de 42% abaixo do registrado entre janeiro e junho de 2025.

A escassez internacional da matéria-prima tem levado diversos fabricantes ao redor do mundo a reduzirem suas taxas de operação, restringindo ainda mais a oferta global de fertilizantes fosfatados.

Esse cenário aumenta o risco de novos ajustes nos preços e pode dificultar o abastecimento do mercado brasileiro nos próximos meses.

Cloreto de potássio e TSP seguem na contramão

Nem todos os segmentos apresentaram retração.

As importações de cloreto de potássio (KCl) cresceram em relação ao ano passado, impulsionadas por condições de compra mais favoráveis e relações de troca consideradas mais atrativas para os produtores brasileiros.

Outro destaque positivo foi o TSP (Superfosfato Triplo), cuja demanda aumentou diante da menor disponibilidade global de MAP e DAP. Com a oferta desses fertilizantes mais restrita, parte dos compradores brasileiros passou a utilizar o TSP como alternativa para suprir suas necessidades de fósforo.

Janela de importação para a safra 2026/27 fica mais apertada

A StoneX alerta que o tempo disponível para garantir o abastecimento da safra 2026/27 está diminuindo rapidamente.

No mercado de nitrogenados, as importações normalmente ganham força entre junho e julho, atingindo seu pico até dezembro, período em que empresas recompõem estoques para atender principalmente a segunda safra.

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Já nos fertilizantes fosfatados, o cenário exige maior atenção. Historicamente, a maior parte das aquisições ocorre entre abril e agosto, permitindo que os produtos estejam disponíveis para uso entre setembro e outubro, quando se intensifica o plantio das principais culturas.

Com o atraso nas compras observado em 2026, importadores deverão acelerar significativamente o ritmo das negociações nas próximas semanas para evitar riscos de abastecimento.

Mercado acompanha geopolítica e logística internacional

Além da demanda doméstica, o mercado global de fertilizantes continua monitorando os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, região estratégica para a produção e exportação de diversas matérias-primas utilizadas na fabricação de adubos.

A instabilidade geopolítica, somada às restrições logísticas e à oferta mais limitada de alguns insumos, mantém o mercado internacional em estado de atenção e pode influenciar tanto os preços quanto a disponibilidade de fertilizantes ao longo do segundo semestre.

Caso o ritmo das importações brasileiras não seja retomado nas próximas semanas, o setor poderá enfrentar um cenário de maior pressão sobre custos e desafios logísticos justamente no período mais importante para o abastecimento da safra 2026/27.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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