O programa Vigia Mais MT, do Governo do Estado e referência em videomonitoramento na segurança pública, completa três anos com câmeras instaladas em todos os municípios de Mato Grosso. Os equipamentos operam de forma integrada ao Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp), em Cuiabá, ampliando a capacidade de monitoramento e resposta das forças de segurança.
Até agora foram entregues 21.200 câmeras, das quais 16.230 já estão instaladas e operando plenamente, enquanto as demais seguem em fase de instalação para poder entrar no sistema do Ciosp.
As câmeras chegaram aos 142 municípios por meio da adesão de prefeituras, associações, sindicatos, clubes de serviços, condomínios, empresas privadas e escolas públicas estaduais.
Nesses três anos, a Sesp-MT já firmou parcerias com 130 prefeituras, o que representa 91% dos municípios, 175 entidades e empresas, e 8 secretarias de Estado. A Secretaria de Educação, por exemplo, levou 5.500 câmeras do Vigia Mais para ruas e avenidas do entorno de todas das escolas estaduais nos 142 municípios.
Somente com a recuperação de veículos furtados e roubados, o Vigia Mais já ajudou a devolver R$ 22,8 milhões em bens a cidadãos mato-grossenses. Essa estimativa é refere aos 544 veículos recuperados a partir das imagens captadas em diferentes pontos do estado.
O programa também ajudou a prender 285 foragidos desde o início de 2024, ano em que os dados de prisões de foragidos passaram a ser contabilizados no sistema Vigia. São criminosos com mandados de prisão em abertos em todo o país por crimes de homicídio, estupro, tráfico, roubo, violência doméstica, entre outros.
As prisões acontecem em todas as regiões do Estado. No fim de semana, sábado (21.3), em Querência, a 945 km de Cuiabá, as imagens do Vigia Mais foram decisivas na prisão de um homem, de 46 anos. Ele estava foragido da cidade de Santa Inês, no Maranhão, onde a justiça o condenou a 12 anos de prisão por estupro de vulnerável. Ele foi preso após imagens do Vigia levarem à abordagem de um veículo suspeito de furto.
As câmeras do Vigia dispõem do que há de mais moderno em tecnologia de videomonitoramento. São dotadas de inteligência artificial para leitura facial, de placas, análise de dados e outros recursos que auxiliam na prevenção e resolução de crimes.
“O Vigia Mais, idealizado pelo governador Mauro Mendes, é um exemplo de sucesso do emprego da tecnologia na segurança pública. Já apresentemos nosso modelo para dezenas de estados, mas, sem dúvida, são os números, esses de veículos recuperados, prisões por mandados em aberto, entre outros, que comprovam tudo o que mostramos e dissemos sobre o programa”, destaca o secretário de Segurança, coronel Roveri.
“Este ano, com o sucesso da primeira fase do Vigia, onde adquirimos incialmente 15 mil câmeras, demos início à uma nova etapa. Estamos comprando mais 10 mil câmeras, das quais, 3,5 mil já foram entregues. As novas câmaras trazem tecnologia mais avançada de reconhecimento facial, leitura de placas e produção de provas que podem ser ajudar nas investigações de crime”, informa Roveri. Além de resultados em números, Roveri destaca que a instalação de câmeras intimida práticas criminosas.
Como funciona o Vigia Mais MT
Lançado do dia 23 de marco de 2023, o programa consiste em uma parceria público privada, na qual a secretaria cede câmeras de monitoramento sem custo. O parceiro fica responsável pela instalação e manutenção das câmeras e a segurança atua no monitoramento e armazenamento das imagens em nuvem.
Pode aderir ao programa, órgãos municipais, estaduais e federais, além de empresas privadas, associações, sindicatos e organizações mistas, com CNPJ.
Dentre as tecnologias entregues câmeras fixas com alcance de até 2,5 km e modo noturno, Speed Dome, capaz de gravar panoramas com 360 graus e OCR, que faz leitura de caracteres de veículos.
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
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