Tribunal de Justiça de MT

Implantação do Cejusc da Cidadania amplia acesso a serviços para população vulnerável de Cuiabá

Publicado em

O Cejusc da Cidadania (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania) já tem endereço definido em Cuiabá. O imóvel onde o Centro funciona foi transferido pelo Poder Executivo estadual para o Poder Judiciário, por meio da assinatura de um Termo de Transferência de Responsabilidade e Afetação, formalizado na manhã desta segunda-feira (30) entre o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).

O espaço, onde anteriormente funcionava uma escola estadual, passa a ser de responsabilidade do TJMT, que ficará encarregado da gestão, manutenção e utilização do local exclusivamente para a nova finalidade.

Durante o evento, o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira destacou o impacto social da transferência do imóvel e a importância da união entre instituições públicas.

“Essa assinatura representa muito para a sociedade mato-grossense. É por meio dessa união que conseguimos desenvolver políticas públicas e promover melhorias concretas para a população”, reforçou o presidente.

O Cejusc da Cidadania terá como foco o atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Segundo o presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Mário Kono, o espaço foi pensado como um ponto de acesso integrado a direitos.

Leia Também:  7ª Corrida do Judiciário oferece desconto para grupos e assessorias de corrida

“O Cejusc da Cidadania nasce para atender pessoas em maior vulnerabilidade social. Será um espaço administrativo de portas abertas, onde a população poderá acessar direitos que muitas vezes nem sabe que possui”, explicou o magistrado.

Dentre os serviços destacados estão emissão de documentos, benefícios previdenciários, capacitação profissional e atendimento em saúde, inclusive para dependência química e transtornos mentais.

Inclusão e integração entre os poderes

O Cejusc da Cidadania deve funcionar como um sistema integrado, com a atuação conjunta entre Judiciário, Executivo, Legislativo, forças de segurança e parceiros como o Sistema S (Sesi, Senai e Senac). O governador Mauro Mendes destacou a importância da iniciativa para a inclusão social.

“Hoje celebramos uma parceria importante com o Judiciário para cuidar de uma parcela da população que precisa de atenção. Nenhuma sociedade evolui se deixa pessoas à margem. Essa ação representa priorização e compromisso com quem mais precisa”, pontuou.

A juíza coordenadora do Nupemec, Cristiane Padim, enfatizou o alcance social do projeto e o objetivo de transformação da vida das pessoas a serem atendidas.

Leia Também:  TJMT proíbe exigência de procuração pública para idosos e analfabetos abrirem conta bancária

“O Cejusc da Cidadania será voltado à população em situação de vulnerabilidade, como mulheres vítimas de violência doméstica, pessoas em situação de rua e a comunidade LGBTQIAPN+. Nosso objetivo é apoiar essas pessoas para que superem esse momento e sigam com mais autonomia e dignidade”, disse a magistrada.

Com a assinatura do termo de transferência, o Poder Judiciário passa a ser responsável pela conservação, segurança e funcionamento do imóvel, além de garantir que o espaço seja utilizado conforme a finalidade estabelecida.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri

Published

on

Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube.
A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.

Autor: Celly Silva

Leia Também:  Poder Judiciário de Mato Grosso

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA