AGRONEGÓCIO

Mutirão de atendimentos do Procon de Cuiabá beneficiou região do grande CPA

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Moradores da região do CPA receberam atendimento do Procon Municipal de Cuiabá em ação alusiva ao mês do consumidor, que ocorre em março. A ação ocorreu nos dias 28 e 29, marcando a 3ª e penúltima ação de mutirão, que percorreu todas as regiões da capital.

O local da vez foi a Praça Cultural do CPA 2, em parceria com a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso, Águas Cuiabá, com a presença de artesãos de diferentes áreas e da Van Cuiabá Acolhe Mulheres, da Secretaria Municipal da Mulher.

O Mutirão de Atendimento ao Consumidor tem a proposta de descentralizar as ações, estar mais próximo dos cidadãos com os serviços públicos, facilitando o acesso a quem precisa e agilizando a resolução de demandas, como reclamações, orientação jurídica, renegociação de dívidas, entre outros. Na verdade, vai se estender para o começo de abril, quando será realizado o último mutirão alusivo ao Mês do Consumidor, no bairro Tijucal.

Com base nesse propósito, a iniciativa do Procon aconteceu em diferentes regiões da capital, sendo no Complexo Biocultural do Porto e no bairro Pedra 90. Fato que, segundo a secretária-adjunta do Procon, Mariana Borges, tem contribuído para fortalecer a relação entre o poder público e a população.

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Mariana ressalta que há pessoas com dificuldades de se deslocar até uma unidade do Procon ou da Defensoria Pública e vê no mutirão a oportunidade de resolver ou encaminhar suas demandas adequadamente, a poucos passos de onde moram, dependendo de onde o mutirão estiver atendendo.

Fábio Luiz Palhari, da equipe da Defensoria Pública, explicou sobre o atendimento. “Oferecemos orientação jurídica praticamente em todas as áreas e sobre quais documentos o assistido vai ter que providenciar para iniciar o processo, independentemente da área. Além de auxiliar sobre conciliação de dívidas para que possam pagar e diminuir o superendividamento. E damos acompanhamento depois com o suporte necessário”, explicou.

A Águas Cuiabá, que também enfrenta demandas de reclamações, é parceira do mutirão, presente com a van caracterizada. Algumas das situações são intermediadas ali mesmo, com apoio do mutirão do Procon.

A van da Secretaria Municipal da Mulher, “Cuiabá Acolhe Mulheres”, com a equipe disponível para acolhimento, escuta, orientação e encaminhamento para a rede de proteção, entre outros, também marcou presença no Mutirão do Consumidor. A Van Cuiabá Acolhe Mulheres também é uma oportunidade para conhecer os trabalhos oferecidos gratuitamente pela Secretaria da Mulher, como cursos de capacitação e encaminhamentos em diversas áreas.

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Exposição de artesanato

O Mutirão do Consumidor também oportuniza exposições de artesanato em geral. São diversos itens para comercialização que ajudam na renda das famílias. Neste da Praça Cultural do CPA 2, havia variedades de crochê, panos de prato bordados, ponto cruz e outros apliques, adereços como laços e tiaras e, ainda, canecas personalizadas, itens peculiares para presentes, como camisetas e chaveiros, além de variedade de doces artesanais e queijos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.

O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.

Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade

A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.

Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas

No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.

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O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.

Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.

A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.

Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado

Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.

A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.

Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.

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Desafios estruturais e competitividade

Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.

A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.

Cenário político e limites do acordo

Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.

Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.

Perspectivas para o agro brasileiro

A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.

A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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