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Prefeitura e UFMT reforçam segurança do pescado às vésperas da Semana Santa

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A manhã desta quinta-feira (26) foi de capacitação e reforço à segurança alimentar em Cuiabá. Cerca de 50 comerciantes, feirantes e manipuladores de pescado participaram do Curso de Boas Práticas de Fabricação, realizado na sala 47 da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A iniciativa, fruto de parceria entre a universidade e a Prefeitura de Cuiabá, é a primeira edição voltada exclusivamente ao público que atua diretamente com a comercialização de peixes, dentro da preparação para a Semana do Peixe Santo 2026.

A ação integra o conjunto de esforços do município para garantir que o pescado ofertado à população chegue com qualidade, segurança sanitária e procedência. A capacitação ocorre às vésperas do início das vendas e reforça o compromisso da prefeitura em elevar o padrão do serviço prestado à população cuiabana em um dos períodos de maior consumo do produto.

Segundo o secretário adjunto de Agricultura, Vicente Falcão de Arruda Filho, a qualificação é estratégica tanto para a saúde pública quanto para a economia local. Ele destaca que a iniciativa fortalece a relação entre poder público e comerciantes, ao mesmo tempo em que assegura ao consumidor um produto confiável. “Nosso foco é garantir que a população tenha acesso a um alimento seguro, com profissionais capacitados e estrutura adequada. Isso gera confiança e fortalece toda a cadeia produtiva”, afirmou.

Dentro do projeto Peixe Santo, a prefeitura também estruturou pontos de venda com tendas padronizadas, equipamentos e armazenamento adequado em gelo, além de garantir a rastreabilidade do pescado, desde a origem até a comercialização. O peixe será vendido a preço acessível, com controle sanitário e fiscalização, buscando combater práticas irregulares e assegurar qualidade ao consumidor.

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Do lado acadêmico, o curso trouxe uma abordagem prática e adaptada à realidade dos trabalhadores. A professora doutora Damiana Diniz Rosa, da Faculdade de Nutrição da UFMT, explicou que o conteúdo foi pensado para traduzir as exigências legais em orientações simples e aplicáveis no dia a dia. “Quem vende alimento, vende saúde. Nosso objetivo é transformar uma legislação complexa em ações práticas que realmente façam diferença na rotina desses profissionais”, pontuou.

Ela também chamou atenção para os riscos ao longo da cadeia produtiva e para a necessidade de melhorias contínuas. O pescado, segundo a docente, está entre os alimentos mais associados a doenças de origem alimentar no Brasil, o que exige cuidados redobrados. “Trabalhar de forma segura reduz diretamente o impacto no consumidor final”, reforçou.

A professora doutora Luciana Kimie Savai da Silva destacou que o maior desafio está naquilo que não se vê. “Os microrganismos são invisíveis, mas estão presentes. Muitas vezes, o manipulador não percebe o momento da contaminação”, explicou. Durante o curso, os participantes tiveram contato com demonstrações práticas e análises em laboratório, visualizando bactérias coletadas de mãos, unhas e objetos comuns.

Outro ponto crítico abordado foi a quebra da chamada cadeia do frio. De acordo com a docente, manter o peixe refrigerado desde a captura até a venda é essencial para evitar a proliferação de bactérias. “O pescado é altamente perecível. Se não houver controle de temperatura, o risco aumenta significativamente”, alertou.

A coordenadora do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), médica-veterinária Gabriela Brocco Zaffalon, reforçou a importância da regularização dos comerciantes e da fiscalização para garantir padrões higiênico-sanitários. Ela destacou que o contato com o SIM aproxima os trabalhadores das normas e amplia as oportunidades de mercado. “Regularizar a atividade traz credibilidade e abre portas. É um passo importante para profissionalizar o setor”, afirmou.

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Para os participantes, a experiência trouxe novos olhares sobre práticas já rotineiras. O empresário Alinor Leite de Barros Neto avaliou que o curso revelou detalhes que passam despercebidos no dia a dia. “Muita coisa a gente fazia sem saber o impacto. Hoje entendemos melhor que isso é questão de saúde pública”, disse.

O comerciante Wellington Batista de Campos destacou o impacto da parte prática, especialmente a visita ao laboratório. “Ver no microscópio muda a forma como a gente pensa. Você entende que o cuidado precisa ser muito maior”, comentou.

Já o feirante Danilo da Silva Castro ressaltou que o aprendizado vai refletir diretamente na qualidade do produto oferecido. “A gente passa a ter mais atenção com higiene e armazenamento. Isso melhora para todo mundo, principalmente para o cliente”, afirmou.

Com a capacitação concluída, a expectativa é que os profissionais estejam mais preparados para atender a demanda da Semana do Peixe Santo, garantindo não apenas tradição e acesso ao alimento, mas também segurança e qualidade. A iniciativa reforça uma linha clara da gestão municipal: investir na formação de quem está na ponta para entregar um produto melhor à população.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Frente fria traz geada ao Sul e atrasa colheita da safrinha no Centro-Sul

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O avanço de uma massa de ar polar de grande magnitude mantém o Centro-Sul do Brasil em alerta nesta quarta-feira (24.06). O que os meteorologistas chamam de “sistema frontal”, se desloca pelo território nacional, provocabo uma queda brusca nas temperaturas e temporais em áreas estratégicas para a produção agrícola, desafiando o cronograma da colheita do milho segunda safra (safrinha), que opera abaixo da média histórica.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a massa de ar frio deve levar geadas amplas a partes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, onde as mínimas podem atingir valores negativos nas áreas de serra. No Sudeste e Centro-Oeste, o impacto é sentido através de chuvas moderadas a fortes, que elevam o índice de umidade em regiões produtoras de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Para o setor, a instabilidade climática chega em um momento sensível. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a colheita do milho 2025/26 alcançou 11% da área cultivada. O ritmo atual, embora supere o registrado no mesmo período da safra passada (10,3%), ainda é inferior à média dos últimos cinco anos, que gira em torno de 15%. A precipitação inesperada nestas áreas produtoras pode retardar a entrada de máquinas nas lavouras e impactar a umidade dos grãos, elevando os custos de secagem pós-colheita.

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Além do milho, a pecuária é um dos segmentos mais expostos à virada climática. Em sistemas de produção de aves e suínos, a queda acentuada nos termômetros exige reforço imediato no manejo de conforto térmico para evitar perdas de produtividade e mortalidade de animais jovens.

No Mato Grosso, onde a colheita avançava de forma mais dinâmica, o monitoramento das condições de tráfego nas rotas de escoamento é a prioridade dos exportadores. O solo encharcado, aliado às temperaturas baixas, pode complicar o fluxo logístico para os portos do Arco Norte e do Sudeste.

Enquanto o Centro-Sul enfrenta o frio rigoroso, o Norte e o Nordeste mantêm um cenário meteorológico díspar. No Tocantins, o tempo permanece firme, com termômetros alcançando até 35°C, permitindo a continuidade plena dos trabalhos. No extremo Norte, contudo, a persistência de chuvas volumosas no Amapá e no Pará mantém o estado de alerta para produtores locais.

A meteorologia indica que o núcleo do ar frio deve se posicionar sobre o Sudeste nesta quinta-feira, 25, mantendo o risco de geadas em áreas produtoras de café e hortifrúti em Minas Gerais e São Paulo. Produtores devem focar, nas próximas 48 horas, na proteção de culturas sensíveis ao frio e na gestão da logística para minimizar os efeitos da instabilidade sobre a qualidade final do produto colhido.

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Fonte: Pensar Agro

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