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Recursos do Juizado Criminal garantem continuidade de serviços da Seara de Luz

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A destinação de recursos oriundos de acordos firmados em infrações de menor potencial ofensivo, no âmbito do Juizado Especial Criminal de Cuiabá (Jecrim), já apresenta resultados concretos para a população cuiabana. A Associação Obras Sociais Seara de Luz é um dos exemplos de como esses valores têm fortalecido ações sociais e assegurado a continuidade de serviços essenciais.

Contemplada com R$ 90 mil, a instituição utilizou o recurso para o custeio do 13º salário de seus 35 colaboradores, entre equipe técnica e operacional que atua diretamente no atendimento dos acolhidos na Casa Lar Vila de Luz. A medida garantiu a manutenção das atividades e a continuidade do atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Com sede no bairro Colina Verde, em Cuiabá, a Seara de Luz atende moradores de diversas regiões da capital, como Liberdade, Colina Verde, São João Del Rey, Osmar Cabral, Novo Milênio, Fortaleza e Santa Laura. Ao todo, cerca de 700 famílias são assistidas, o que representa quase 4 mil pessoas beneficiadas diretamente pelas ações da entidade.

Fundada em 4 de maio de 2018 por um grupo de 13 voluntários, a instituição atua sem fins econômicos e tem como missão promover o amparo e a inclusão social de crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos. As atividades são desenvolvidas em uma área de aproximadamente 20 mil metros quadrados, com estrutura voltada ao acolhimento e ao desenvolvimento integral dos atendidos.

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Entre os serviços oferecidos estão a Creche Nina Zaque, que atende 80 crianças em período integral; o Instituto de Longa Permanência para Idosos, que acolhe pessoas idosas em situação de vulnerabilidade; além de ações voltadas a pessoas acamadas e famílias de baixa renda. A instituição também desenvolve cursos profissionalizantes, atividades de artesanato, aulas de coral e violão, além de projetos como o “Fazeres e Saberes”, que atende cerca de 100 crianças e 100 idosos.

Aos sábados, cerca de 300 pessoas participam das atividades promovidas pela entidade, que incluem ainda a distribuição de cestas de alimentos e ações comunitárias. A Seara de Luz também já contribuiu com o processo de ressocialização de 25 reeducandos encaminhados pela Justiça.

De acordo com a representante da instituição, Elione Fátima de Almeida Santos, o recurso recebido foi fundamental para manter o funcionamento das atividades. “Esse apoio garante que possamos continuar atendendo quem mais precisa, com dignidade e qualidade”, destacou.

Foto horizontal em plano fechado que mostra a juíza Maria Rosi de Meira Borba durante entrevista à TV.Jus. Ela é uma mulher branca, de olhos castanhos, cabelos grisalhos e bem curtos, usando camisa na cor amarelo ouro.A destinação dos valores integra uma política do Poder Judiciário que transforma recursos provenientes de transações penais em investimentos sociais. A entrega foi realizada no dia 17 de dezembro de 2025, durante solenidade no Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá, ocasião em que R$ 720 mil foram destinados a 10 instituições.

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Durante a cerimônia, a magistrada Maria Rosi de Meira Borba, que também é voluntária na Associação Seara de Luz, ressaltou o caráter coletivo da iniciativa. “Esses valores são construídos pouco a pouco, a cada acordo proposto. Além da pacificação social, conseguimos reunir recursos que hoje retornam à sociedade cuiabana. As entidades escolhidas passaram por uma análise rigorosa e sabem o impacto do trabalho que realizam. Que sigam levando esperança a quem mais precisa”, afirmou.

Autor: Assessoria de Comunicação

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Departamento: CGJ-MT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Centro de Estudos em Meio Ambiente dá início à articulação da comunicação institucional

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O Comitê de Comunicação do Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima) realizou, nessa quarta-feira (1º de julho), sua primeira reunião de trabalho, com o objetivo de estruturar as ações de comunicação e ampliar a visibilidade das iniciativas desenvolvidas pelo Centro. O encontro reuniu representantes de diversas instituições parceiras e marcou o início da organização prática do grupo.
Na abertura da reunião, a juíza de direito Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima, coordenadora do projeto Cesima, deu as boas-vindas aos participantes e destacou a importância da atuação conjunta na construção de uma comunicação mais integrada e estratégica. Entre os primeiros encaminhamentos, ficou definida a necessidade de fixar um calendário de reuniões mensais, garantindo a continuidade dos trabalhos e o alinhamento das ações.
Segundo Henriqueta, a criação do comitê responde à necessidade de fortalecer a comunicação institucional do Cesima, considerando a complexidade das temáticas trabalhadas pelo Centro. “Essa foi a primeira reunião do Comitê de Comunicação, que foi pensado justamente diante da importância de difundir e expressar com clareza questões afetas ao Centro, ou seja, meio ambiente, sustentabilidade, desenvolvimento e crescimento econômico. Como o Cesima tem esse olhar multidimensional e integrado, se canalizamos a comunicação para um único membro, acabamos perdendo a visão do todo”, afirmou.
Ainda conforme a magistrada, a proposta é garantir uma comunicação ampla e colaborativa. “O comitê foi criado com a perspectiva de comunicar à sociedade, às instituições e aos poderes como o Cesima trata essas questões de forma integrada”, destacou. Também foi discutida a criação de um calendário de divulgações, com conteúdo voltado à temática socioambiental, a serem compartilhados pelos canais institucionais dos integrantes do Centro de Estudos.
Durante a reunião, os participantes trataram do apoio imediato às ações do projeto “Cesima nas Escolas”, iniciativa que já prevê a realização de visitas a unidades de ensino para promover a educação socioambiental. Como encaminhamento prioritário, o comitê definiu a construção de um roteiro básico comum e de apresentações de slides dinâmicas (de até 30 minutos) adaptadas para as diferentes faixas etárias dos alunos, garantindo unidade na mensagem institucional antes mesmo do início das visitas.
“A partir desse primeiro contato, estabelecemos um plano de ação no sentido de cada um dos membros contribuir para a construção de um roteiro de fala para as palestras, levando às escolas uma visão integrada e plurívoca da questão ambiental, já que se trata de um tema complexo”, explicou Henriqueta.
Em paralelo ao cronograma escolar, o comitê trabalhará na elaboração de uma cartilha socioambiental colaborativa, com linguagem simples e acessível para a sociedade. O material reunirá conceitos básicos sobre meio ambiente, direitos, deveres e desafios contemporâneos. Ficou acordado que os membros definirão prazos internos para sugestões e lapidação do conteúdo, que passará por aprovação conjunta para garantir o olhar multidimensional do grupo.
Também está prevista a realização de visita do projeto “Cesima nas Escolas” no dia 29 de julho, na Escola Municipal de Ensino Básico Prof. Hilda Caetano de Oliveira, em Cuiabá. A atividade marcará o início das ações do programa no ambiente escolar e contará com a participação conjunta das instituições integrantes do Cesima, levando aos estudantes conteúdos de educação socioambiental adaptados à realidade local, com enfoque na conscientização e no diálogo sobre os desafios ambientais da região.
Outro encaminhamento relevante foi a proposta de organização de um evento institucional do Cesima para o final do ano. A ocasião será marcada pelo lançamento oficial da cartilha socioambiental e servirá como vitrine para que as instituições parceiras apresentem seus próprios projetos e produtos de sustentabilidade — como o documentário sobre catadores de recicláveis em produção pela Defensoria Pública.
Ao longo das discussões, os integrantes ressaltaram a importância de que a comunicação reflita o caráter multidisciplinar do Cesima, integrando diferentes perspectivas — ambiental, econômica, social e jurídica — e evitando abordagens isoladas. A criação de um canal direto de comunicação entre os membros também foi apontada como essencial para facilitar o compartilhamento de conteúdo, ideias e ações conjuntas.
Leia matéria correlata.
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

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Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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