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Preço do arroz reage no RS, mas custos elevados e margens negativas travam mercado

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O mercado de arroz no Rio Grande do Sul segue enfrentando dificuldades, mesmo diante da recente recuperação nos preços. De acordo com o Cepea, a combinação de custos elevados, margens negativas e incertezas quanto a medidas de apoio ao setor continua limitando o ritmo das negociações.

Liquidez segue baixa apesar da alta nos preços

Apesar da valorização recente do arroz, o mercado gaúcho ainda registra baixa liquidez. Segundo pesquisadores do Cepea, os preços atuais não são suficientes para garantir rentabilidade aos produtores, o que reduz o interesse em comercializar grandes volumes.

Esse cenário mantém o mercado travado, com poucos negócios efetivados.

Custos elevados e logística pressionam setor

Os altos custos de produção e de logística seguem como entraves importantes. A elevação do preço do diesel e o consequente aumento no valor dos fretes têm dificultado o escoamento da produção.

Diante desse contexto, parte dos compradores tem priorizado a aquisição de arroz já disponível nas unidades de beneficiamento, evitando custos adicionais com transporte.

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Produtores adotam postura cautelosa

Do lado da oferta, os produtores mantêm uma postura mais retraída, aguardando melhores condições de mercado para avançar com as vendas.

A estratégia reflete a tentativa de evitar prejuízos, uma vez que as margens seguem negativas mesmo com a recente alta das cotações.

Entidades pressionam por medidas de apoio

Diante das dificuldades enfrentadas pelo setor, entidades representativas intensificaram as articulações junto ao governo. Entre elas estão a Federarroz e a Farsul.

Um dos principais pontos em discussão é o cronograma de pagamento do custeio da safra 2025/26, atualmente dividido em até quatro parcelas.

Proposta busca aliviar pressão sobre comercialização

As entidades defendem a ampliação do parcelamento para até oito meses. A proposta visa reduzir a pressão sobre os produtores no período de maior oferta, quando os preços tendem a ser mais baixos.

Com isso, a expectativa é melhorar o fluxo de comercialização e dar maior fôlego financeiro ao setor.

Perspectivas para o mercado de arroz

O cenário segue desafiador no curto prazo, com a liquidez dependente de fatores como redução de custos, melhora nas margens e definição de políticas de apoio.

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Enquanto isso, produtores e compradores permanecem cautelosos, mantendo o ritmo lento de negociações no principal estado produtor do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja recua em Chicago com clima favorável nos EUA, pressiona preços no Brasil e aumenta atenção com armazenagem

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O mercado global da soja voltou a operar sob forte pressão nesta semana, com os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) atingindo os menores níveis dos últimos dois meses. O principal fator por trás do movimento é a combinação entre condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos, avanço acelerado do plantio e perspectivas de uma safra robusta, cenário que amplia a oferta global da commodity e reduz o apetite dos investidores.

A pressão internacional refletiu diretamente sobre o mercado brasileiro, provocando recuos em importantes praças de comercialização e elevando a preocupação dos agentes com a capacidade de armazenagem, especialmente em regiões que já começam a receber o milho safrinha.

Clima favorável fortalece expectativa de grande safra nos Estados Unidos

Os contratos futuros da soja encerraram a terça-feira em queda expressiva na Bolsa de Chicago. O vencimento julho fechou cotado a US$ 11,65 por bushel, com baixa de 1,31%, enquanto o contrato agosto recuou 1,35%, para US$ 11,69 por bushel.

O movimento foi impulsionado pelas previsões de chuvas regulares e temperaturas adequadas no Meio-Oeste americano, condições consideradas ideais para o desenvolvimento das lavouras.

Dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reforçaram o sentimento baixista. Segundo o órgão, o plantio da soja alcançou 87% da área prevista até o final de maio, superando os 83% registrados no mesmo período do ano passado e também a média dos últimos cinco anos, de 80%.

Além disso, 66% das lavouras foram classificadas como boas ou excelentes, percentual considerado positivo para esta fase inicial do ciclo produtivo.

O mercado também continua monitorando a demanda internacional. A menor procura chinesa pela soja norte-americana, somada à ampla oferta global disponível, contribuiu para intensificar as vendas técnicas e a liquidação de posições por fundos especulativos.

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Mercado físico brasileiro sente impacto das perdas externas

No Brasil, a desvalorização observada em Chicago foi rapidamente incorporada aos preços físicos da soja.

No Rio Grande do Sul, o Porto de Rio Grande recuou para R$ 130,00 por saca. No interior gaúcho, as cotações oscilaram entre R$ 123,00 e R$ 125,00 por saca. Apesar da conclusão da colheita em toda a área cultivada, o setor acompanha com atenção a chegada de uma massa de ar frio, que aumenta os riscos de condensação e problemas de conservação nos silos.

Em Santa Catarina, a colheita alcançou praticamente a totalidade da área plantada, enquanto o Porto de São Francisco do Sul também registrou referência próxima de R$ 130,00 por saca.

No Paraná, a safra foi encerrada com produção estimada em 21,78 milhões de toneladas, uma das maiores da história do estado. Entretanto, o avanço da colheita do milho safrinha já começa a gerar preocupação quanto à disponibilidade de espaço para armazenagem, especialmente em regiões com alta concentração de produção.

Em Mato Grosso do Sul, os preços permaneceram relativamente estáveis, mas os custos logísticos seguem elevados. Já em Mato Grosso, onde a colheita foi concluída, o mercado se prepara para o início do vazio sanitário da soja a partir de 8 de junho.

Dólar e recuperação técnica podem oferecer suporte às cotações

Apesar das perdas registradas na sessão anterior, a quarta-feira começou com sinal de recuperação em Chicago.

Os contratos futuros da soja operavam em alta de aproximadamente 0,57%, com o vencimento julho negociado próximo de US$ 11,72 por bushel. O movimento é interpretado pelo mercado como uma correção técnica após a forte queda observada recentemente.

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Outro fator de sustentação vem do mercado cambial. O dólar voltou a subir frente ao real, negociado acima de R$ 5,01, condição que tende a melhorar a competitividade das exportações brasileiras e oferecer suporte aos preços internos da oleaginosa.

Segundo analistas do mercado, essa combinação entre recuperação técnica em Chicago e valorização do dólar pode estimular novos negócios no curto prazo, embora a comercialização continue travada pela diferença entre os preços pretendidos pelos produtores e aqueles oferecidos pelos compradores.

Produtores seguem cautelosos nas negociações

A comercialização da soja no Brasil continua em ritmo moderado. Produtores permanecem resistentes a vender volumes maiores nos níveis atuais de preços, apostando em uma possível recuperação das cotações ao longo das próximas semanas.

Nas principais regiões produtoras, os negócios seguem pontuais e dependentes das oscilações do câmbio, do comportamento de Chicago e do avanço da demanda internacional.

Enquanto isso, o mercado acompanha atentamente o desenvolvimento da safra norte-americana, que deverá ser o principal direcionador dos preços globais da soja durante os próximos meses. Caso o clima continue colaborando nos Estados Unidos, a tendência é de manutenção da pressão sobre as cotações internacionais. Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou uma retomada mais forte da demanda chinesa podem alterar rapidamente o cenário e devolver sustentação ao mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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